Venda de negócios, pré-sal e corte de custos até no cafezinho: Veja as marcas que Castello Branco deixa na Petrobras » EntornoInteligente

Venda de negócios, pré-sal e corte de custos até no cafezinho: Veja as marcas que Castello Branco deixa na Petrobras

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RIO – O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco deixará o cargo no próximo dia 20 de março em meio a uma crise provocada pela intervenção do presidente Jair Bolsonaro para afastá-lo — que fez as ações da companhia desabarem , com recuperação parcial até agora — sem concluir o plano estratégico que traçou para a estatal.

No entanto, sua gestão deixa três marcas principais na empresa: a aceleração da venda de negócios, o amplo corte de custos e o foco no pré-sal.

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Castello Branco assumiu a Petrobras em janeiro de 2019 com a experiência de quem já havia integrado o Conselho de Administração da estatal e a indicação do ministro da Economia, Paulo Guedes, de quem é amigo de longa data.

Bolsonaro elogia Guedes Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo Um ‘Chicago old’ O executivo integrou a equipe do “Posto Ipiranga” que trabalhou no plano de governo. Egresso da Universidade de Chicago , nos EUA, símbolo do liberalismo econômico por onde também passou Guedes, Castello Branco era um dos “Chicago oldies”, como o ministro classificou seu grupo.

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O nome do executivo era uma das chancelas apresentadas por Guedes para sustentar que a guinada liberal prometida por Bolsonaro durante a campanha de 2018 sairia do papel.

Veja os auxiliares mais próximos do ministro Paulo Guedes que já deixaram o governo O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, deve deixar o cargo, após desagradar a Bolsonaro com reajustes de combustíveis. Ele foi indicado por Guedes Foto: AFP Insatisfeito com o atraso no envio da reforma administrativa ao Congresso, Paulo Uebel deixou o cargo de Secretário especial de Desburocratização em agosto de 2020 Foto: Fátima Meira / Agência O Globo Sem conseguir tirar do papel várias privatizações, Salim Mattar pediu demissão do cargo de secretário de Desestatização do Ministério da Economia em agosto de 2020 Foto: Amanda Perobelli / Reuters Rubem Novaes pediu demissão da presidência do Banco do Brasil em julho de 2020, após queixas sobre pressão política sobre o banco, cuja privatização chegou a defender Foto: Claudio Belli / Valor/14-2-2019 Ex-ministro da Fazenda no governo Dilma, Joaquim Levy só ficou no cargo de presidente do BNDES até junho de 2019, após críticas públicas de Bolsonaro, que queria abrir a "caixa preta" do banco Foto: Marcos Corrêa / PR/13-06-2019 Pular PUBLICIDADE Nome forte das contas públicas e um dos criadores do teto de gastos, Mansueto Almeida deixou o comando do Tesouro Nacional e foi para o BTG Foto: Adriano Machado / Reuters Marcos Cintra deixou a chefia da Receita Federal após insistir na defesa de um imposto sobre transações financeiras, nos moldes da antiga CPMF. Uma ideia fixa de Guedes Foto: Leo Pinheiro / Valor/2016 O economista Marcos Troyjo trocou o cargo de Secretário especial de Comércio Exterior pela presidência do New Development Bank, conhecido como o Banco dos Brics, por indicação do governo brasileiro Foto: Carlos Ivan / Agência O Globo 23-10-2012 Caio Megale deixou o cargo de diretor na Secretaria Especial de Fazenda em julho de 2020. Recentemente foi anunciado como novo economista-chefe da XP Investimentos Foto: Washington Costa / SEPEC/ME/15/01/2019  

Castello Branco nunca se preocupou em esconder sua defesa da privatização da Petrobras, quase um tabu no meio político que Bolsonaro resolveu restituir em determinado momento do governo, afastando essa possibilidade.

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Pé no acelerador Contornando esse obstáculo, o presidente da Petrobras procurou manter os pilares da reestruturação conduzida pelos antecessores Pedro Parente e Ivan Monteiro , no governo Michel Temer, após o desastre financeiro e de imagem decorrente do controle de preços de combustíveis no governo Dilma Rousseff e do esquema de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato. 

PUBLICIDADE Sede da Petrobras, no Centro do Rio Foto: Arquivo/Agência O Globo No entanto, Castello Branco tentou pisar no acelerador. Para reduzir o grande endividamento da Petrobras, colocou mais força na venda de ativos, desfazendo-se de negócios laterais

RIO – O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco deixará o cargo no próximo dia 20 de março em meio a uma crise provocada pela intervenção do presidente Jair Bolsonaro para afastá-lo — que fez as ações da companhia desabarem , com recuperação parcial até agora — sem concluir o plano estratégico que traçou para a estatal.

No entanto, sua gestão deixa três marcas principais na empresa: a aceleração da venda de negócios, o amplo corte de custos e o foco no pré-sal.

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Castello Branco assumiu a Petrobras em janeiro de 2019 com a experiência de quem já havia integrado o Conselho de Administração da estatal e a indicação do ministro da Economia, Paulo Guedes, de quem é amigo de longa data.

Bolsonaro elogia Guedes Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo Um ‘Chicago old’ O executivo integrou a equipe do “Posto Ipiranga” que trabalhou no plano de governo. Egresso da Universidade de Chicago , nos EUA, símbolo do liberalismo econômico por onde também passou Guedes, Castello Branco era um dos “Chicago oldies”, como o ministro classificou seu grupo.

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O nome do executivo era uma das chancelas apresentadas por Guedes para sustentar que a guinada liberal prometida por Bolsonaro durante a campanha de 2018 sairia do papel.

Veja os auxiliares mais próximos do ministro Paulo Guedes que já deixaram o governo O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, deve deixar o cargo, após desagradar a Bolsonaro com reajustes de combustíveis. Ele foi indicado por Guedes Foto: AFP Insatisfeito com o atraso no envio da reforma administrativa ao Congresso, Paulo Uebel deixou o cargo de Secretário especial de Desburocratização em agosto de 2020 Foto: Fátima Meira / Agência O Globo Sem conseguir tirar do papel várias privatizações, Salim Mattar pediu demissão do cargo de secretário de Desestatização do Ministério da Economia em agosto de 2020 Foto: Amanda Perobelli / Reuters Rubem Novaes pediu demissão da presidência do Banco do Brasil em julho de 2020, após queixas sobre pressão política sobre o banco, cuja privatização chegou a defender Foto: Claudio Belli / Valor/14-2-2019 Ex-ministro da Fazenda no governo Dilma, Joaquim Levy só ficou no cargo de presidente do BNDES até junho de 2019, após críticas públicas de Bolsonaro, que queria abrir a "caixa preta" do banco Foto: Marcos Corrêa / PR/13-06-2019 Pular PUBLICIDADE Nome forte das contas públicas e um dos criadores do teto de gastos, Mansueto Almeida deixou o comando do Tesouro Nacional e foi para o BTG Foto: Adriano Machado / Reuters Marcos Cintra deixou a chefia da Receita Federal após insistir na defesa de um imposto sobre transações financeiras, nos moldes da antiga CPMF. Uma ideia fixa de Guedes Foto: Leo Pinheiro / Valor/2016 O economista Marcos Troyjo trocou o cargo de Secretário especial de Comércio Exterior pela presidência do New Development Bank, conhecido como o Banco dos Brics, por indicação do governo brasileiro Foto: Carlos Ivan / Agência O Globo 23-10-2012 Caio Megale deixou o cargo de diretor na Secretaria Especial de Fazenda em julho de 2020. Recentemente foi anunciado como novo economista-chefe da XP Investimentos Foto: Washington Costa / SEPEC/ME/15/01/2019  

Castello Branco nunca se preocupou em esconder sua defesa da privatização da Petrobras, quase um tabu no meio político que Bolsonaro resolveu restituir em determinado momento do governo, afastando essa possibilidade.

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Pé no acelerador Contornando esse obstáculo, o presidente da Petrobras procurou manter os pilares da reestruturação conduzida pelos antecessores Pedro Parente e Ivan Monteiro , no governo Michel Temer, após o desastre financeiro e de imagem decorrente do controle de preços de combustíveis no governo Dilma Rousseff e do esquema de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato. 

PUBLICIDADE Sede da Petrobras, no Centro do Rio Foto: Arquivo/Agência O Globo No entanto, Castello Branco tentou pisar no acelerador. Para reduzir o grande endividamento da Petrobras, colocou mais força na venda de ativos, desfazendo-se de negócios laterais.

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Entre 2019 e 2020, a Petrobras vendeu US$ 18 bilhões em ativos, como campos de petróleo maduros, geradoras de energia e gasodutos. As vendas levaram a empresa a registrar, em 2019, o maior lucro de sua história .

Venda da BR Distribuidora Numa operação elogiada no mercado — e que inspira o plano de privatização da EletrobrasCastello Branco conseguiu transferir o controle da BR Distribuidora, a principal subsidiária da Petrobras, para a iniciativa privada em 2019.

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Sem necessidade de aval do Congresso, novas ações vendidas em Bolsa diluíram a participação de Petrobras na distribuidora, que deixou de ser considerada uma estatal. 

Tanque de combustível da BR Distribuidora em Brasília Foto: UESLEI MARCELINO / Reuters/31-8-2017 A parte mais ousada do plano, a venda de oito refinarias, sofreu atrasos . A meta era vender a primeira já em 2019, mas isso só aconteceu este ano, com a assinatura de um acordo para a venda de uma refinaria na Bahia para o fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos.

PUBLICIDADE A operação corre o risco de não se concretizar diante da interferência de Bolsonaro na gestão da Petrobras.

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Embate com os petroleiros A venda de ativos sofre forte oposição dos sindicatos de petroleiros, como a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que também questionam os valores negociados pelos ativos. Não à toa, entidades sindicais e a representante dos funcionários no Conselho de Administração apoiaram o afastamento de Castello Branco

Petroleiros em greve fazem manifestação em frente ao edifício-sede da Petrobras, na Avenida Chile, no Centro do Rio Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo/18-2-2020 O presidente demissionário não agradou com mudanças em benefícios dos empregados, travou conflitos em negociações trabalhistas e chegou a enfrentar uma greve da categoria .

No âmbito do forte ajuste nos custos da estatal, Castello Branco demitiu terceirizados, reestruturou diretorias, fechou escritórios no Brasil e no exterior. Funcionários relataram mudanças até mesmo nas máquinas de café e nas impressoras de papel.

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Foco no pré-sal Além de reduzir o endividamento, vender ativos era uma forma defendida por Castello Branco de concentrar investimentos no negócio principal da empresa: exploração e produção de petróleo.

Diante da alta produtividade dos campos do pré-sal, o executivo priorizou a produção na nova fronteira petrolífera para aumentar o caixa.

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A ação da estatal para assegurar a posse de grandes campos da Bacia de Santos, como Búzios, foi apontada como um dos fatores que afastaram petroleiras do megaleilão do pré-sal , em 2019, realizado a partir das reservas remanescentes do acordo da cessão onerosa, que foi destravado na gestão de Castello Branco.

Plataforma no Campo de Marlim, Bacia de Campos Foto: Agência Globo Em 2020, a Petrobras registrou um recorde de produção anual de produção de óleo e gás. A nova marca histórica, de 2,84 milhões de barris de óleo equivalente por dia, foi a melhor marca da estatal desde 2015, que foi de 2,79 milhões.

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Além do que conseguiu vender, Castello Branco pôs o que pôde na vitrine. Decidiu pela saída da petroquímica declarando interesse na venda da fatia da Petrobras na Braskem , controlada pela Odebrecht.

Compromisso com Cade Firmou acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para tirar a estatal do setor de transporte e distribuição de gás natural , além de se comprometer com a abertura do setor de combustíveis com a venda de refinarias.

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PUBLICIDADE Atualmente a Petrobras monopoliza o setor com 98% da produção. Dessa forma, está sempre na mira dos caminhoneiros e da política .

O presidente Jair Bolsonaro participa de evento no Palácio do Planalto Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo/08-02-2021 Em  abril de 2019 , o presidente  chegou a telefonar para Roberto Castello Branco , pedindo que a Petrobras segurasse um reajuste de 5,7% programado para o diesel.

Na tentativa de suavizar essa pressão, Castello Branco promoveu alguns ajustes na forma como a estatal atualiza seus preços para acompanhar o câmbio e a cotação internacional do petróleo.

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Política de preços abate mais um Se na gestão de Parente e Monteiro havia períodos fixos para promover os aumentos, Castello Branco decidiu acabar com essa previsibilidade. 

Recentemente, foi revelado que a diretoria da companhia tinha decido por um período de doze meses para fazer o alinhamento dos preços no Brasil com o exterior, o que gerou críticas no mercado e no próprio Conselho de Administração.

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Preços de diesel, gasolina e etanol voltam a subir nos postos do Brasil, segundo a ANP Foto: Gustavo Stephan / Agência Globo Após segurar as altas no fim do ano passado, dizem analistas, a empresa precisou fazer somente neste ano três reajustes  no preço do diesel e quatro no da gasolina diante da escalada do preço do petróleo, cujo barril ficou acima dos US$ 60, no maior patamar desde antes da pandemia.

PUBLICIDADE Assim como ocorreu com Pedro Parente , logo após a greve dos caminhoneiros em 2018, Castello Branco foi abatido em pleno voo pela política de preços. A pressão dos caminhoneiros sobre Bolsonaro, que tem a categoria em sua base política, derrubou mais um presidente da Petrobras.

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