Ursula von der Leyen disposta a alargar prazo do Brexit e encorajada a "lutar" pela Europa - EntornoInteligente
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Ursula von der Leyen, candidata à presidência da Comissão Europeia, mostrou-se esta terça-feira disposta a alargar o prazo para o Brexit e a “lutar” pela Europa, sublinhando que os países da União Europeia (UE) precisam de dar “passos arrojados em conjunto” para combaterem as alterações climáticas, os regimes autoritários e o protecionismo.

“Das ruínas e das cinzas da II Guerra Mundial, os pais e mães fundadores da Europa criaram um fantástico novo mundo de paz com um mercado comum mais forte. Hoje é evidente que teremos de nos erguer por esta nossa Europa”, acrescentou a até agora ministra alemã da Defesa que, se for confirmada pelo Parlamento Europeu, será a primeira mulher a presidir à Comissão.

Se o próximo primeiro-ministro britânico apresentar uma “boa razão”, Von der Leyen afirmou-se preparada para atrasar a saída do Reino Unido da UE, marcado para 31 de outubro. “Pela primeira vez em 2016, um Estado-membro decidiu sair da UE. Esta é uma decisão séria que lamentamos mas respeitamos”, disse, prometendo assegurar a paz e a estabilidade na fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte.

“Se estivermos unidos por dentro, ninguém irá dividir-nos a partir de fora” Von der Leyen avisou ainda que alguns Estados-membros estão a recorrer ao protecionismo e ao autoritarismo como resposta aos problemas da UE. “Temos de redescobrir a nossa unidade. Se estivermos unidos por dentro, ninguém irá dividir-nos a partir de fora. Se fecharmos as lacunas entre nós, podemos transformar os desafios em oportunidades”, sublinhou num discurso em Estrasburgo que abre o dia de votações no Parlamento Europeu.

A candidata comprometeu-se a tornar o espaço comunitário livre de emissões de carbono até 2050, a finalizar a união monetária e ainda a proteger os cidadãos da UE do próximo choque económico.

“Garantirei total igualdade de género no meu colégio de comissários” Von der Leyen disse igualmente que obrigará os Estados-membros a proporem mais mulheres para a sua equipa de comissários europeus. “Garantirei total igualdade de género no meu colégio de comissários. Se os Estados-membros não propuserem um número suficientes de comissárias, não hesitarei em pedir novos nomes”.

A governante alemã, que já anunciou que cessará funções como ministra de imediato, seja ou não escolhida como candidata, anunciou também a introdução de “um pacto comum de migração” de forma a proteger as fronteiras externas da UE.

A candidata precisa de 374 votos para se tornar a primeira mulher na presidência da Comissão Europeia. O Partido Popular Europeu, que totaliza 182 votos, está do seu lado mas os socialistas (153) continuam divididos. O grupo Renovar Europa, antiga aliança dos liberais e democratas, ainda não confirmou que a apoiará, apesar de estar inclinado para o fazer. Os Verdes já deixaram claro que não votarão em Von der Leyen.

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