Uma maratona de 48 horas para muscular a alma do desenho - EntornoInteligente

Entornointeligente.com / expresso / Uma folha em branco é sempre um desafio, uma maratona pronta para ser percorrida através de um lápis movido pela criatividade. A cabeça comanda a mão, mas na era do digital também a arte incorpora as novas ferramentas tecnológicas e caminha, num ritmo acelerado, para a meta do multimédia. Nesta convergência de meios e suportes, o lápis e a folha de papel não deixam, contudo, de ser interfaces primordiais, constituindo a base da produção artística. Desenhar à mão não é um gesto obsoleto. É um hábito sempre moderno, como pretende demonstrar a iniciativa Maratona do Desenho, dinamizada pela cooperativa cultural Artistas de Gaia, na qual vão participar aproximadamente meia centena de artistas – atletas do traço e do gesto -, prontos para muscular a tradição de traduzir a grafite, na alvura do papel, as imagens da mente.

Esta sexta-feira, pelas 12h, na Quinta da Boeira, em Vila Nova de Gaia, terá início a prova artística de 48 horas, em que os desenhadores, organizados em grupos de 10, estarão a criar ininterruptamente até ao meio-dia de domingo. Zulmiro de Carvalho, Paulo Neves, Susana Bravo, Evelina Oliveira, Henrique do Vale, Carmo Diogo, Nazaré Alvares, Filipe Rodrigues, Jorge Braga, José Rosinhas, Maria João Rosas, Danilson Fernandes, Ícaro, entre muitos outros, integram o leque de maratonistas.

O presidente da associação Artistas de Gaia, Agostinho Santos, começa por explicar, ao Expresso, que “a Maratona do Desenho surgiu como uma ideia para sensibilizar os criadores e o público para a importância do desenho manual”. O artista plástico e mentor da iniciativa evidencia que, “atualmente, com as novas tecnologias, existe uma série de programas sofisticados de desenho e pintura, fazendo com que o desenho a grafite seja visto como algo fora de moda”.

O responsável artístico frisa a necessidade de “reavivar a importância do desenho”, uma vez que esta técnica constitui a essência de tudo. “É a base e a alma da arte. É importante regressar ao uso do lápis e aqui vamos fazê-lo através de uma maratona de 48 horas, na qual participam autores que utilizam o desenho como forma de expressão”, sustenta Agostinho Santos, relativamente a uma iniciativa que o público poderá acompanhar in loco. “Esperamos que muitos jovens marquem presença. Para nós é fundamental, porque os mais novos já perderam o hábito de desenhar”, nota o dirigente dos Artistas de Gaia.

A ideia passar por, ao longo dos três dias, transformar a Quinta da Boeira numa “fábrica de desenho, em que os artistas serão os operários”, classifica Agostinho Santos, explicando que estes “trabalhadores” irão efetuar turnos rotativos de quatros horas, garantindo assim um ritmo criativo constante. “Os artistas aderiram muito bem e têm sede de iniciativas que sirvam para unir os criadores, promovendo diálogos e intercâmbios”, assegura o organizador, também ele pronto para deixar o traço correr. “O desenho é muito importante na minha obra. A minha pintura vive, essencialmente, do traço”, explana o presidente desta cooperativa cultural com aproximadamente 600 artistas associados.

Maratona do Desenho é uma ação apoiada pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e conta com outros parceiros, como a Viarco, a única empresa nacional produtora de lápis.

Uma maratona de 48 horas para muscular a alma do desenho

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