É um sinal de esperança: as borboletas-monarca alargaram a sua pegada no México

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A borboleta-monarca ( Danaus plexippus ) é uma espécie que está classificada como «criticamente em perigo», mas aumentou a sua presença no México no ano passado, de acordo com um estudo publicado esta terça-feira. Os investigadores encaram-no como um sinal de esperança para estas borboletas migrantes de asas cor-de-laranja, riscas pretas e pintas brancas, ainda que a população destes insectos tenha vindo a diminuir ao longo das últimas décadas.

Estas borboletas protagonizam uma das migrações de vida selvagem mais épicas do planeta: as borboletas-monarca movem-se lentamente, mas viajam cerca de 4500 quilómetros para Sul. Vindas de locais no Canadá e nos Estados Unidos voam ao longo de semanas para se abrigarem do Inverno no México, num clima mais ameno. Chegadas lá, milhões de borboletas cobrem os troncos das árvores por inteiro, para delícia dos turistas.

No último Inverno, as bolsas de floresta mexicana em que estas borboletas se abrigam tiveram 35% mais borboletas do que em 2020, de acordo com um estudo liderado pela organização ambientalista World Wildlife Fund (WWF) local . Em Dezembro de 2020, estes insectos ocupavam apenas 2,1 hectares nas florestas mexicanas ( um declínio de 26% em relação ao ano anterior ). Agora, em Dezembro de 2021, voltaram a ocupar 2,8 hectares de floresta, tal como tinha acontecido em 2019. São boas notícias, mas continuam a existir motivos de preocupação e sinais de declínio: na década de 1990, este valor chegava aos 18 hectares.

i-video A recuperação desta espécie é importante porque têm um papel fulcral na saúde de outras espécies e dos ecossistemas, sobretudo porque estas borboletas são polinizadoras. Ainda assim, enfrentam muitas ameaças , incluindo as alterações climáticas , a desflorestação (muitas vezes ilegal) e a escassez da planta em que põem os seus ovos.

Para a WWF, o declínio constante destas borboletas é «preocupante». O que se pode fazer, então, para ajudar estes insectos esvoaçantes? A organização sugere que exista mais monitorização por parte dos cientistas, mais turismo sustentável e também uma gestão adequada e eficaz das florestas, assim como incentivos para que se recuperem zonas florestais. Ao fazê-lo, tal ajudará também estas borboletas e outras espécies ameaçadas.

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