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Trump concede perdão presidencial a ex-conselheiro que confessou ter mentido ao FBI sobre interferência russa

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A confissão de Flynn, aliado de Trump, foi feita no âmbito do inquérito que investigou suspeitas de ligação entre a campanha do atual presidente e a Rússia. Flynn, que é general do Exército aposentado, confessou em 2017 que havia mentido aos agentes do FBI sobre seus encontros com o então embaixador russo, Sergey I. Kislyak, nas semanas que antecederam a posse de Trump.  

Embora o inquérito sobre a interferência russa não tenha encontrado provas de que Trump entrou em conluio com a campanha de desinformação de Moscou, o promotor especial Robert Muller, que conduziu a investigação, afirmou que há evidências de que o presidente atuou para interferir no processo. Depois que deixar a Casa Branca e perder a imunidade presidencial, é possível que o republicano seja, por isso, investigado por obstrução de Justiça — isso dependerá de uma decisão do Departamento de Justiça, sob o novo governo de Joe Biden, de reabrir o caso. 

PUBLICIDADE Desde que se declarou culpado, Flynn voltou atrás em sua confissão e tentou retirar a acusação, argumentando que os promotores violaram seus direitos e o forçaram a um acordo. Sua sentença foi adiada várias vezes

WASHINGTON — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu nesta quarta-feira perdão presidencial ao ex-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca Michael Flynn, que havia se declarado culpado de mentir para o FBI durante a investigação sobre a interferência russa na eleição presidencial de 2016. Trump anunciou a decisão em seu Twitter. 

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“É uma grande honra anunciar que o general Michael T. Flynn recebeu o perdão pleno. Parabéns a Flynn e sua família maravilhosa, sei que agora você terá um Dia de Ação de Graças verdadeiramente fantástico!”, escreveu.

A confissão de Flynn, aliado de Trump, foi feita no âmbito do inquérito que investigou suspeitas de ligação entre a campanha do atual presidente e a Rússia. Flynn, que é general do Exército aposentado, confessou em 2017 que havia mentido aos agentes do FBI sobre seus encontros com o então embaixador russo, Sergey I. Kislyak, nas semanas que antecederam a posse de Trump.  

Embora o inquérito sobre a interferência russa não tenha encontrado provas de que Trump entrou em conluio com a campanha de desinformação de Moscou, o promotor especial Robert Muller, que conduziu a investigação, afirmou que há evidências de que o presidente atuou para interferir no processo. Depois que deixar a Casa Branca e perder a imunidade presidencial, é possível que o republicano seja, por isso, investigado por obstrução de Justiça — isso dependerá de uma decisão do Departamento de Justiça, sob o novo governo de Joe Biden, de reabrir o caso. 

PUBLICIDADE Desde que se declarou culpado, Flynn voltou atrás em sua confissão e tentou retirar a acusação, argumentando que os promotores violaram seus direitos e o forçaram a um acordo. Sua sentença foi adiada várias vezes.

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Após a confissão, era esperado que Flynn cooperasse com a Justiça como parte de seu acordo judicial. Mais tarde, porém, ele trocou de advogado e de tática, argumentando que os promotores do caso o haviam enganado, fazendo-o mentir sobre suas conversas com Kislyak.

Em março, Trump já disse que considerava fortemente um perdão total para Flynn, afirmando que o FBI e o Departamento de Justiça “destruíram” a vida do ex-conselheiro e de sua família, além de citar um relatório não especificado de que haviam perdido registros relacionados a Flynn.

O Departamento de Justiça negou repetidamente as alegações de má conduta da acusação, e o juiz do caso, Emmet Sullivan, rejeitou todas as reivindicações de Flynn em dezembro de 2019.

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Os promotores federais pediram ao juiz em janeiro que a pena de Flynn fosse de até seis meses de prisão, argumentando que “o réu não aprendeu a lição. Ele se comportou como se a lei não se aplicasse a ele, e como se não houvesse consequências para suas ações”.

PUBLICIDADE Flynn serviu como o primeiro conselheiro de Segurança Nacional de Trump, mas o presidente o demitiu no início de 2017 depois de apenas 24 dias no cargo, quando uma polêmica surgiu sobre os contatos do ex-general com Kislyak.

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