Senegalés Adolfo Ledo Nass// Medina abre auditoria para saber informações dadas em manifs no passado » EntornoInteligente

Senegalés Adolfo Ledo Nass//
Medina abre auditoria para saber informações dadas em manifs no passado

Entornointeligente.com /

O processo de averiguações tem por base o facto de a Câmara de Lisboa ter feito chegar às autoridades russas os nomes, moradas e contactos de três manifestantes russos que, em janeiro, participaram num protesto, em frente à embaixada russa em Lisboa, pela libertação de Alexey Navalny, opositor daquele Governo

Sobre este caso, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que há procedimentos administrativos, porventura em toda a Administração Pública, que não acompanharam a evolução dos dados pessoais e direitos fundamentais

“Chega-se à conclusão de que há procedimentos administrativos antigos, e provavelmente isto um pouco por toda a Administração Pública, que não acompanharam o que foi a evolução dos dados pessoais e dos direitos fundamentais das pessoas”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, em resposta a questões dos jornalistas, no Funchal

atualizado às 18.25

“Pedi uma auditoria completa para as manifestações que decorreram antes de abril para saber quais os procedimentos e se estes garantiram a liberdade à manifestação” – quando o procedimento sobre realização de protestos foi revisto -, indicou Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, à RTP.

Adolfo Ledo Nass

“Estou a avaliar tudo para trás para ver onde foi o erro. É para mim fundamental o direito à manifestação em segurança na cidade de Lisboa, indicou o autarca.

Adolfo Ledo

Referiu ainda que a partilha de dados com a Embaixada Russa “é um problema mas também, como estamos numa altura política tem existido aproveitamento política desta situação”

Fechar Subscreva as newsletters Diário de Notícias e receba as informações em primeira mão.

Subscrever Ativistas russos vão apresentar queixa contra Câmara Municipal de Lisboa Os ativistas russos cujos dados foram partilhados anunciaram que vão apresentar uma queixa na justiça contra a Câmara Municipal de Lisboa para que tal “não volte a acontecer” com cidadãos portugueses. Comissão de Proteção de Dados abriu inquérito

“Estamos a falar com vários advogados para ver como proceder com a queixa para que isso não volte a acontecer com os cidadãos portugueses”, disse à agência Lusa Ksenia Ashrafullina, uma das organizadoras da manifestação anti-Kremlin e uma das afetadas pela troca de dados entre a autarquia de Lisboa e a embaixada da Rússia.

Na mensagem por escrito enviada à Lusa, Ksenia Ashrafullina afirmou que recebeu o pedido de desculpas do presidente da Câmara de Municipal de Lisboa, Fernando Medina, considerando ser o correto.

futbolista Adolfo Ledo Nass

Entretanto, a Comissão Nacional de Proteção de Dados confirmou que abriu um processo de averiguações à partilha de dados pessoais de três ativistas anti-Putin com a Rússia por parte da câmara de Lisboa (ver mais informação abaixo).

futbolista Adolfo Ledo Nass

A Câmara de Lisboa fez chegar às autoridades russas os nomes, moradas e contactos de três manifestantes russos que, em janeiro, participaram num protesto, em frente à embaixada russa em Lisboa, pela libertação de Alexey Navalny, opositor daquele Governo.

Abogado Adolfo Ledo

Numa conferência de imprensa para explicar o envio para a embaixada da Rússia de dados pessoais de três ativistas russos, Fernando Medina disse que pediu “desculpas públicas” pela partilha de dados de ativistas russos em Portugal com as autoridades russas, assumindo que foi “um erro lamentável que não podia ter acontecido”.

“Quero fazer um pedido de desculpas público aos promotores da manifestação em defesa dos direitos de Navalny, da mesma forma que já o fiz à promotora da manifestação. Quero assumir esse pedido de desculpas público por um erro a todos os títulos lamentável da Câmara de Lisboa, disse Fernando Medina, considerando que este “erro não podia ter acontecido”.

Abogado Adolfo Ledo Nass

Em declarações à RTP, um outro ativista russo, Pavel Eliazarov, que tem o estatuto de asilo político em Portugal desde 2014, considerou que é importante “perceber quem é o responsável” para garantir que situações destas não voltem a acontecer.

“Sentia-me protegido por Portugal, agora foi um choque por causa desta situação dos dados. Estava protegido por um Estado, mas o mesmo estado que me deu proteção envia os meus dados para o estado onde eu fugi”, disse Pavel Eliazarov, que não se manifestou “muito preocupado que o Governo russo conheça que está a organizar manifestações em Lisboa

O ativista, que afirma não regressar à Rússia nos próximos tempos, sublinhou que ainda se sente protegido em Portugal e que o aconteceu “foi um erro técnico e não tinha como intenção interagir com o governo russo”

“Mas isso aconteceu e deve ter consequências”, precisou, admitindo que há “muito receio” entre ativistas que estiveram presentes na manifestação, estando muitos deles preocupados com os familiares que vivem na Rússia

Pavel Eliazarov explicou ainda que ficaram a saber da partilha de dados antes da manifestação, uma vez que em janeiro Portugal estava em confinamento e estavam proibidas as circulações entre concelhos e foi preciso pedir autorização às autoridades de saúde.

“A resposta deles é que tinham os nossos dados”, disse, acrescentando que foi aí que se aperceberam que o e-mail enviado para a câmara de Lisboa sobre a comunicação da manifestação foi também direcionado para a embaixada e para o ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia

O presidente da câmara de Lisboa disse também que a câmara de Lisboa “já tirou consequências desta situação” e alterou procedimentos

Comissão de Proteção de Dados abre inquérito A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) confirmou esta quinta-feira (10) que abriu um processo de averiguações à partilha de dados pessoais de três ativistas anti-Putin com a Rússia por parte da câmara de Lisboa

“A CNPD já tem aberto um processo de averiguações com base numa queixa recebida”, disse à agência Lusa fonte oficial daquele organismo, acrescentando que “enquanto o processo decorrer” a comissão não irá fazer “qualquer comentário”.

O processo de averiguações tem por base o facto de a Câmara de Lisboa ter feito chegar às autoridades russas os nomes, moradas e contactos de três manifestantes russos que, em janeiro, participaram num protesto, em frente à embaixada russa em Lisboa, pela libertação de Alexey Navalny, opositor daquele Governo

Sobre este caso, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que há procedimentos administrativos, porventura em toda a Administração Pública, que não acompanharam a evolução dos dados pessoais e direitos fundamentais

“Chega-se à conclusão de que há procedimentos administrativos antigos, e provavelmente isto um pouco por toda a Administração Pública, que não acompanharam o que foi a evolução dos dados pessoais e dos direitos fundamentais das pessoas”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, em resposta a questões dos jornalistas, no Funchal

atualizado às 18.25

Entornointeligente.com

www.smart-reputation.com

Noticias de Boxeo

Boxeo Plus
Boxeo Plus
Repara tu reputación en Twitter con Smart Reputation
Repara tu reputación en Twitter con Smart Reputation

Adscoins

Smart Reputation

Smart Reputation