Rovanperä aproveita dança da chuva para assumir a liderança

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Kalle Rovenperä (Toyota Yaris), líder do WRC, assumiu, este sábado, ao segundo dia de competição, a liderança da 55.ª edição do Rali de Portugal, impondo-se ao companheiro de equipa e vencedor da prova portuguesa em 2021, Elfyn Evans, por quase seis segundos (depois de ter partido com quase 14 segundos de atraso).

Essa é a vantagem de que o jovem piloto finlandês disporá no último dia do rali luso, quarta prova do Mundial, que entretanto viu confirmadas em definitivo as desistências dos franceses Sébastien Loeb (Ford Puma) e Sébastien Ogier (Toyota Yaris) , arredados da discussão na primeira jornada.

O campeão do Mundo, Ogier, despistou-se na primeira passagem por Cabeceiras de Basto, segunda especial do dia, depois de um atraso de 17 minutos à partida. O piloto saiu ileso do acidente, mas despediu-se da competição que já conquistou por cinco vezes.

Também Loeb regressou depois do embate da véspera, mas acabou afastado por problemas mecânicos, igualmente em Cabeceiras de Basto. O dia acabou por ficar marcado pelas condições climatéricas, com a aparição da chuva a alterar as condições dos troços e a penalizar especialmente o galês Elfyn Evans. Aproveitou Rovanperä para atacar, chegando à superespecial Porto-Foz com quatro segundos de vantagem para o Toyota do companheiro de equipa.

O finlandês mostrou, apesar dos pneus (duros), que estava empenhado em ganhar mais uns segundos para garantir o terceiro triunfo consecutivo no Mundial, depois de ter sido primeiro na Suécia e na Croácia, resultado que lhe permitiria dilatar a vantagem para o belga Thierry Neuville (actualmente de 29 pontos) no campeonato, aproveitando o facto de o adversário da Hyundai ser apenas quinto na prova portuguesa. Neuville que até venceu a especial de Amarante 2 com quase 17 segundos sobre Kalle, que somou três triunfos contra dois de Evans nas especiais do dia.

Fechadas, na véspera, as contas no que diz respeito ao Campeonato de Portugal de Ralis, o dia contou com nove portugueses à partida. Armindo Araújo (Skoda Fábia) passou ao ataque e recuperou o estatuto de melhor piloto nacional, dispondo agora de 12,3 segundos de vantagem sobre Ricardo Teodósio (Hyundai i20), vantagem confirmada pelo piloto de Santo Tirso na superespecial da Foz, que assim recuperou mais de um minuto e meio ao rival algarvio, depois de ter furado no primeiro dia de rali.

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