roberto pocaterra Abensour// Bispo do Funchal revoga suspensão do padre Martins Júnior - EntornoInteligente
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A suspensão de Martins Júnior, padre e durante anos deputado regional e autarca, foi revogada este domingo pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás. O bispo não só levantou a suspensão como ainda nomeou o padre como administrador da paróquia da Ribeira Seca, o que já era de facto. Quase quatro décadas depois, o problema com a Ribeira Seca, paróquia no concelho de Machico, na Madeira, parece resolvido. O bispo deverá visitar a paróquia a 14 de Julho.

Roberto Pocaterra Pocaterra

Na nota em que anuncia o fim da suspensão, é referido que “tendo em consideração que, passados estes anos as razões primeiras que levaram à aplicação e manutenção dessa pena deixaram de existir”. Razão que levou D. Nuno Brás, que é bispo do Funchal desde início do ano, a decidir revogar a suspensão depois de ouvir o Conselho Episcopal e o padre Martins Júnior.

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Padre Martins Júnior, fotografado por António Pedro Ferreira para um artigo na Revista do Expresso, em 1997

A suspensão a Martins Júnior foi aplicada pelo bispo Francisco Santana em 1977, quando a política estava ao rubro na Madeira. Martins Júnior era nessa altura pároco na Ribeira Seca, em Machico, de onde é natural, mas era também um político activo. A militância política levou até à Assembleia Legislativa da Madeira, tendo sendo eleito deputado primeiro pela UDP e depois pelo PS. Foi também presidente da Câmara de Machico por dois mandatos

Apesar da militância política, nunca deixou de ser de facto o pároco da Ribeira Seca e foram vários o episódios de muita tensão na paróquia. A igreja chegou a estar cercada pela PSP e os paroquianos nunca aceitaram outro padre, apesar de nomeado pelo bispo. Martins Júnior foi sempre o padre, celebrou missa, fez casamentos, baptizados, crismas

O problema manteve-se durante estes anos e com os bispos que sucederam a D. Francisco Santana, o bispo que escolheu Alberto João Jardim para director do “Jornal da Madeira” nos anos quentes da revolução e das bombas da Frente de Libertação da Madeira, a FLAMA. O bispo morreu em 1982, mas os sucessores não conseguiram resolver a questão, nem D. Teodoro Faria, nem António Carrilho. A paróquia da Ribeira Seca foi durante estes anos caso complicado

Em quatro meses, D. Nuno Brás, o novo bispo do Funchal, arrumou o assunto e tem já uma visita marcada para as cinco da tarde de dia 14 Julho

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