Rivais só em campo: de escolinhas a técnicos, Brasil é influência para futebol peruano - EntornoInteligente
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Pelo menos duas vezes na semana, Gustavo Ezequiel limpa o campo de terra batida no distrito Villa El Salvador, um dos mais pobres de Lima, e posiciona os cones. Aos poucos, seus alunos começam a chegar. Há dois anos, ele abriu uma escolinha de futebol na capital andina. No uniforme, o nome Brasil sobre a silhueta do Cristo Redentor. As cores do país também estão lá. Ele faz questão de usar todas as referências de sua terra natal. No Peru — cuja seleção enfrenta mais uma vez a de Tite na madrugada de terça para quarta, à meia-noite (de Brasília), em Los Angeles —, ser conterrâneo de Neymar valoriza o currículo.

Não é a toa que a escolinha de Gustavo se chama Real Campinas Brasil FC. O slogam, em espanhol, diz: “A magia do futebol brasileiro ao seu alcance”. No inverno, ela conta com cerca de 50 alunos. No verão, entretanto, este número mais que triplica.

— As pessoas aqui adoram o Brasil. A academia (nome dado às escolinhas no Peru) que segue a escola brasileira é mais valorizada — conta.

Gustavo Ezequiel comanda as aulas do Real Campinas no distrito de Villa El Salvador Foto: Rafael Oliveira Foi graças à nacionalidade que ele reescreveu sua história por lá, iniciada com uma frustração. Paulista de Campinas, chegou ao Peru há quase três anos com o sonho de ingressar no futebol local. Goleiro de várzea, ele se desentendeu com o empresário assim que chegou e nunca conseguiu a tão sonhada oportunidade. Mas decidiu que não voltaria. Hoje, além de tocar seu projeto é professor de educação física numa escola.

LINK ORIGINAL: OGlobo

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