Reino Unido e Lituânia querem enviar navios de guerra para furar o bloqueio russo aos portos ucranianos

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Em directo. Siga os últimos desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia Guia visual: mapas, vídeos e imagens que explicam a guerra Especial: Guerra na Ucrânia O Reino Unido e alguns outros países estão a considerar a possibilidade de enviar navios de guerra para o Mar Negro para escoltar embarcações ucranianas com cereais e furar o bloqueio que a Marinha russa está a fazer aos portos da Ucrânia.

Segundo o Times de Londres, o ministro lituano dos Negócios Estrangeiros, Gabrielius Landsbergis, discutiu o assunto com a sua homóloga britânica, Elizabeth Truss, e além de Lituânia e Reino Unido, esta «coligação de vontades» poderá incluir alguns Estados-membros da NATO e outros países muito dependentes dos cereais ucranianos, como o Egipto.

A acção radical que pode arriscar um confronto com Moscovo numa altura de grande tensão por causa da invasão russa da Ucrânia, terá como objectivo evitar que a crise alimentar mundial se agudize devido à falta da produção de cereais russos e ucranianos, dois dos maiores produtores mundiais. Principalmente, depois de a Índia ter proibido as exportações da sua própria produção, de modo a evitar escassez ou aumento de preços no seu mercado interno.

Na semana passada, o Governo dos Estados Unidos tinha anunciado que estava a trabalhar com os seus aliados europeus para estabelecer rotas que permitissem assegurar a saída da produção de trigo e de milho ucraniano através do porto de Odessa, face ao bloqueio imposto pela Rússia, com minas e navios no Mar Negro.

A Administração Biden chegou mesmo a aventar a hipótese de recorrer a mísseis de longo alcance para atingir os navios russos, algo que seria uma declaração de guerra à Rússia.

A invasão russa da Ucrânia provocou uma escalada de preços dos cereais a nível mundial, sobretudo, nos países em desenvolvimento. Calculam-se que haja neste momento 25 milhões de toneladas à espera de serem embarcados nos portos ucranianos, principalmente em Odessa, de acordo com a ministra dos Negócios Estrangeiros alemão, Annalena Baerbock.

O plano de Reino Unido, Lituânia e outros países passa primeiro por desminar os mares junto ao porto de Odessa e a seguir estabelecer um «corredor de protecção» para a passagem dos navios ucranianos com os cereais.

A Rússia tem sido acusada de estar a aproveitar a guerra para saquear os cereais da Ucrânia e exportá-los como seus, acusações que o Kremlin tem sistematicamente desmentido.

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