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Protestos explodem na Cisjordânia, e dez palestinos são mortos

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Entornointeligente.com / JERUSALÉM —  Pelo menos dez palestinos foram mortos e dezenas ficaram feridos nesta sexta-feira, de acordo com autoridades de saúde da Autoridade Nacional Palestina, em confrontos entre manifestantes e militares israelenses na Cisjordânia ocupada. Também houve manifestações na fronteira de Israel com o Líbano, onde um manifestante libanês morreu, e da Cisjordânia com a Jordânia, país onde há uma grande população palestina.

Os mortos na Cisjordânia foram atingidos por tiros em Nablus, Jericó e nas aldeias de Yabad, Urif, Marda e Iskaka, segundo o jornal Haarretz. Em Ramallah, no centro do território ocupado, outro palestino também foi morto pelo Exército quando, segundo fontes militares, tentou esfaquear um soldado. Perto de Jenin, o Exército israelense atirou em outro palestino que seria o principal “instigador” de distúrbios violentos em Yabad.

No total, o Crescente Vermelho informou que mais de 100 pessoas ficaram feridas em várias partes da Cisjordânia, enquanto se desenrolam os confrontos entre Israel e o Hamas, que já mataram dezenas de palestinos na Faixa de Gaza .

Na fronteira com a Jordânia, a polícia de choque dispersou à força centenas de manifestantes que tentavam alcançar uma ponte que leva à Cisjordânia. Testemunhas disseram que a polícia disparou gás lacrimogêneo e atirou para o ar para deter cerca de 500 jovens, que se desviaram da rota organizada para protestar.

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A marcha, com cerca de 2 mil manifestantes, aconteceu a poucos quilômetros da Ponte King Hussein, conhecida em Israel como Ponte Allenby, no Vale do Jordão, em frente à cidade palestina de Jericó. O protesto foi organizado por uma mistura de partidos de oposição e grupos tribais, em um reino onde as tensões estão altas desde a escalada de violência entre palestinos e Israel.

“Oh, Rei Abdullah, abra as fronteiras”, gritavam os manifestantes.

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Algumas dezenas de pessoas também protestaram no lado libanês da fronteira norte de Israel, e sete delas conseguiram romper a cerca e entrar em Israel, onde provocaram um incêndio de acordo com o jornal Haaretz. Eles chegaram perto da cidade de Metula, no norte, mas fugiram para o Líbano depois que as Forças de Defesa de Israel abriram fogo. Os bombeiros apagaram o incêndio em território israelense, mas ele também se espalhou para o Líbano. 

Israel e Palestina vivem pior conflito bélico desde 2014 Imensa nuvem de fumaça sobre em local atingido por ataque aéreo israelense ao complexo de Hanadi na Cidade de Gaza Foto: MOHAMMED ABED / AFP Incêndio na refinaria de Ashkelon, atingida por foguetes do Hamas no dia anterior, na cidade no sul de Israel, perto da Faixa de Gaza Foto: JACK GUEZ / AFP Mulheres palestinas verificam os danos dentro de um apartamento em um prédio fortemente danificado na Cidade de Gaza Foto: MOHAMMED ABED / AFP Cratera na rua principal da Cidade de Gaza, após ataques aéreos israelenses no território comandado pelo Hamas durante a noite Foto: MOHAMMED ABED / AFP Torre Al-Jawhara na Cidade de Gaza, foi alvo de ataques aéreos israelenses durante a noite Foto: ASHRAF AMRA / AFP Pular PUBLICIDADE Incêndio logo ao amanhecer em Khan Yunish, após um ataque aéreo israelense contra alvos no sul da Faixa de Gaza Foto: YOUSSEF MASSOUD / AFP Raios de luz são vistos quando o sistema anti-míssil Iron Dome de Israel intercepta foguetes lançados da Faixa de Gaza em direção a Israel, vistos de Ashkelon, Israel em 12 de maio de 2021. REUTERS / Amir Cohen Foto: AMIR COHEN / REUTERS Um homem palestino olha para um prédio destruído na Cidade de Gaza, após uma série de ataques aéreos israelenses à Faixa de Gaza Foto: MOHAMMED ABED / AFP Um homem israelense passa pelos restos de um foguete disparado pelo grupo islâmico palestino Hamas da Faixa de Gaza e que foi destruído pelo sistema de defesa aérea de Israel, em Ashkelon Foto: JACK GUEZ / AFP Crianças caminham por rua destruída perto de uma torre que foi atingida por ataques aéreos israelenses, em meio a uma explosão de violência israelense-palestina, na cidade de Gaza Foto: MOHAMMED SALEM / REUTERS Pular PUBLICIDADE Rolos da Torá, escrituras sagradas judaicas, são removidos de uma sinagoga que foi incendiada durante confrontos violentos na cidade de Lod, em Israel, entre manifestantes árabes israelenses e a polícia Foto: RONEN ZVULUN / REUTERS Israelenses se protegem sob uma ponte na entrada da cidade central de Tel Aviv Foto: GIL COHEN-MAGEN / AFP Pessoas se abrigam no porão de um prédio na cidade israelense de Tel Aviv. Alarmes pela cidade , depois que foguetes foram lançados contra Israel da Faixa de Gaza Foto: GIDEON MARKOWICZ / AFP PUBLICIDADE Segundo a Agência de Informação Nacional libanesa (ANI), um manifestante libanês de 21 anos morreu após ser atingido por forças israelenses durante o protesto. O jovem participava de um ato realizado  a algumas dezenas de metros da fronteira, confirmou um fotógrafo da AFP no local.

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Na Jordânia, milhares de manifestantes também tomaram as ruas após as orações de sexta-feira na principal mesquita de Husseini, no centro de Amã, entoando slogans anti-Israel. Eles pedem a expulsão do embaixador israelense e o cancelamento de um tratado de paz impopular com Israel. Centenas de mesquitas realizaram orações pelos mortos em Gaza.

A maioria dos 10 milhões de cidadãos da Jordânia é de origem palestina. Eles ou seus pais foram expulsos ou fugiram para a Jordânia no conflito após a criação do Estado de Israel, em 1948. Eles têm laços familiares estreitos com seus parentes do outro lado do rio Jordão, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, ambos capturados por Israel na guerra árabe-israelense de 1967.

Nesta sexta, Israel intensificou os bombardeios à Faixa de Gaza , um dia após suas Forças Armadas darem início a um ataque por terra contra o território, forçando palestinos a deixarem suas casas em busca de segurança. Após uma série de ataques aéreos ao enclave, mirando túneis e instalações do grupo islamista Hamas e de seus aliados, o premier Benjamin Netanyahu não deu indícios de que pretende parar, afirmando que fará “tudo para restaurar a segurança” de Israel.

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LINK ORIGINAL: OGlobo

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