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Um motociclista morre a cada seis dias no trânsito de Campinas, segundo o Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga) — órgão que mapeia as estatísticas desde janeiro de 2015. De lá para cá, 236 mortes envolvendo motociclistas foram computadas na cidade: uma média de aproximadamente cinco a cada 30 dias. A categoria é também a que mais morre nas ruas, avenidas e rodovias do Município: 34% de todos os 696 óbitos registrados. A cada mês, cinco óbitos são notificados, um por semana Para piorar, o número de mortes de condutores de motos em Campinas explodiu nos primeiros quatro meses deste ano e se tornou o maior para o primeiro quadrimestre desde de 2015. Somente entre janeiro e abril, 21 das 47 vítimas que vieram a óbito no Município eram motociclistas. A quantidade representa uma alta de 40% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 15 óbitos envolvendo motocicletas foram computados pelo Infosiga-SP. Os números de 2019 só ficam abaixo de 2015, quando 23 motociclistas perderam a vida no trânsito de Campinas.  Em entrevista ao Correio Popular , o secretário de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, explicou que a companhia está preocupada com os acidentes que envolvem motociclistas na cidade. Segundo ele, a categoria também foi a principal vítima fatal do trânsito em 2018, com 29 óbitos computados entre janeiro e dezembro. “Temos feito muitas ações, mas os resultados seguem longe do que gostaríamos. Os motociclistas seguem sendo os campeões de mortes e de acidentes graves na cidade. “Em muitos casos, a moto é o primeiro veículo de um jovem por ser mais barata de comprar. Além disso, muitos jovens têm aquele sentimento de que porque são jovens, nada vai acontecer se eles andarem sem habilitação, beberem demais antes de dirigir ou andar em alta velocidade pelas pistas”, comentou. Mortes no trânsito de Campinas Ano: 2015 Nº de motociclistas mortos: 54 Nº total de mortes: 188 Ano: 2016 Nº de motociclistas mortos: 56 Nº total de mortes: 175 Ano: 2017 Nº de motociclistas mortos: 61 Nº total de mortes: 156 Ano: 2018 Nº de motociclistas mortos: 44 Nº total de mortes: 130 Ano: 2019 (até abril) Nº de motociclistas mortos: 21 Nº total de mortes: 47 Total Nº de motociclistas mortos: 236 Nº total de mortes: 696 De acordo com dados do último Caderno de Acidentalidade da Emdec, todos as mortes envolvendo motos no município foram causadas por homens entre janeiro e dezembro do ano passado. Desse total, a maior parcela de vitimados eram jovens, entre 18 e 23 anos (35%). Segundo Barreiro, alguns dos condutores mortos não tinham sequer habilitação. “Em muitos casos, a moto é o primeiro veículo de um jovem por ser mais barata de comprar. Além disso, muitos jovens têm aquele sentimento de que porque são jovens, nada vai acontecer se eles andarem sem habilitação, beberem demais antes de dirigir ou andar em alta velocidade pelas pistas” , ressaltou. Questionado sobre as ações de prevenção que podem ser tomadas, Barreiro ressaltou que várias atividades foram e ainda serão realizadas na cidade ao longo do ano com o objetivo de conscientizar os motociclistas para o uso correto dos equipamentos de segurança como capacetes, luvas e joelheiras. “Eles salvam vidas se forem usados corretamente. A moto, diferentemente do carro, não precisa de uma colisão para matar. Uma simples queda já é mais do que suficiente. Nós estamos trabalhando para fazer com que isso fique ainda mais claro na cabeça de todo mundo” , afirmou. Delivery oferecido por aplicativos gera tráfego e preocupa  Nos últimos anos, o crescimento das empresas que realizam entregas de mercadorias explodiu por todo o Brasil. Hoje é cada vez mais comum se deparar nas ruas de Campinas com inúmeras prestadoras desse serviço, como Ifood, Uber Eats, Rappi e Glovo. Algumas delas, além de comidas, entregam medicamentos, roupas, e até documentos para seus clientes, que fazem os pedidos via celular. No entanto, devido a grande demanda de pedidos, alguns aplicativos dão bônus em dinheiro aos empregados que fazem entregas em menos tempo. De acordo com Barreiro existe uma preocupação da pasta com o crescimento das plataformas, já que o número de motoqueiros na cidade vem aumentado de maneira gradativa. “Sabemos que essas pessoas sofrem bastante pressão para entregar a mercadoria dentro de um certo limite de tempo. Isso é preocupante porque, se um motorista estiver atrasado, ele vai cometer algumas ações irresponsáveis no trânsito e que colocam a vida dele e de terceiros em risco” , disse o secretário. Além da pressa na hora da entrega, alguns também abusam das regras. O instrutor de academia, Anderson de Oliveira Motta, de 45 anos, por exemplo, contou que é comum ver profissionais de aplicativos empinando motos ou acelerando o veículo em velocidades muito acima do permitido em importantes avenidas da cidade. “Já vi vários deles fazendo inúmeras barbaridades na Avenida Norte-Sul e Orosimbo Maia. Depois morre e não sabe o porquê” , comentou. A versão do instrutor é a mesma do comerciante Luciano Russo, de 48 anos, e da advogada Mariana Vançan, de 23. Dono de um estabelecimento na Avenida Heitor Penteado, no Taquaral, Russo afirma que vê com facilidade alguns entregadores empinando motos e pilotando com o celular em mãos. “No período da noite isso é bastante comum”, relatou. Mariana, por sua vez, disse que muitos motoristas “andam em alta velocidade, cortam veículos e ainda empinam as motos pela cidade toda. Eu vejo isso como algo muito preocupante, porque eles estão colocando em risco a vida de várias pessoas. Além disso, a conduta ainda é um desrespeito com o consumidor, que pode receber o seu pedido, entre aspas, destruído”, comentou.

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