Primeiro-ministro israelita interrogado em alegado caso de corrupção - EntornoInteligente

Entornointeligente.com / expresso / Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, foi ouvido pela polícia esta segunda feira no âmbito de um caso de corrupção que envolve a companhia de telecomunicações Bezeq, conhecido por Caso 4.000. Este é apenas um dos muitos escândalos em que Netanyahu está envolvido. A mulher, Sara, e o filho, Yair, também prestaram declarações em simultâneo.

O interrogatório de Netanyahu decorreu na residência oficial em Jerusalém, enquanto Sara e Yair prestaram depoimento na Unidade de Criminalidade Económica Nacional, na cidade de Lod. Um porta-voz da polícia confirmou na manhã de segunda feira que “as equipas estão a investigar algumas pessoas ligadas ao Estado”, mas não especificou nomes porque a investigação ainda está em curso.

O líder israelita contribuiu com milhares de dólares para a empresa de telecomunicações, tendo como recompensa a promoção da sua família no site de notícias Walla. Em 2015 o jornal Haaretz lançou uma investigação que ligava Netanyahu a Shaul Elovich, principal acionista da Bezeq. Shaul Elovitch e a sua esposa também serão interrogados.

O caso tem sido investigado, porém só sofreu avanços consideráveis quando detiveram o assessor de imprensa do Chefe do Governo, Nir Hefetz. Hefetz colaborou com a polícia em troca de imunidade sendo que terá de entregar gravações de conversas entre Benjamin Netanyahu e Sara, segundo o jornal Haaretz.

Mais casos em investigação Netanyahu está envolvido em outros casos de corrupção, fraude e gastos irregulares de dinheiro público. No primeiro é acusado de receber presentes de milionários em troca de favores e ajudas pessoais. No segundo, é acusado de participar indiretamente por tráfico de influência e movimento de dinheiro.

Ben Caspit, comentador político e autor do livro “The Netanyahu Years”, considera que Netanyahu não irá fugir das acusações, porém considera que o político “já entendeu isso e joga contra o tempo”, afirma, citado pelo jornal Globo.

O Primeiro Ministro nega todas as acusações, alegando perseguição por parte dos media e da oposição. “A filtragem do material de investigação, mesmo o falso, é a verdadeira tentativa de obstrução à investigação. O primeiro-ministro age em conformidade com a lei e sempre o fez. As acusações de obstrução são tontarias. Não houve obstrução, não se passou nada”, respondeu o gabinete de Netanyahu em comunicado .

Em Israel, já se debatem as próximas eleições, contudo o Primeiro Ministro garantiu que iriam ocorrer nas datas já definidas, novembro de 2019. Apesar das suspeitas de que é acusado, o líder poderá continuar a exercer funções pois a lei é omissa em relação ao cargo de Primeiro Ministro.

O povo israelita está dividido quanto ao poder de Benjamin Netanyahu, havendo um grupo que considera que a renúncia ao cargo é o melhor. Bibi, assim conhecido pelos israelitas, exerce o cargo de Primeiro Ministro há 12 anos, apesar de não consecutivos. A primeira vez que entrou para o poder foi em 1996 saindo em 1999 e regressou dez anos depois, em 2009 onde se mantém até hoje.

Primeiro-ministro israelita interrogado em alegado caso de corrupção

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