Português torna-se o primeiro futebolista chinês sem ascendência chinesa - Futebol - Correio da Manhã - EntornoInteligente
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O internacional português sub-21 Pedro Delgado tornou-se no mais recente jogador de futebol a naturalizar-se cidadão chinês, informou o clube Shandong Lunenge, e o primeiro a fazê-lo sem ascendência chinesa, segundo alguns ‘media’. Num comunicado difundido pela agência noticiosa oficial Xinhua, o Luneng indicou que Pedro Delgado, 22 anos, obteve nacionalidade chinesa. Alguns jornais chineses declararam Delgado como o “primeiro jogador naturalizado sem ascendência chinesa”. Segundo a Xinhua, o atleta nasceu em Portugal e ambos os pais são de nacionalidade portuguesa. O atleta tem ascendência cabo-verdiana, mas não se descarta que tenha tido antepassados chineses. O jornal desportivo Titan revelou, entretanto, na rede social Twitter, uma imagem do bilhete de identidade de Pedro Delgado, emitido pelo gabinete de Segurança Pública de Jinan, a capital da província de Shandong. O atleta aparece identificado pelo nome chinês De’erjiaduo e como pertencendo à etnia Han, que compõe mais de 90% da população chinesa. País mais populoso do mundo, com cerca de 1.400 milhões de habitantes, a China define-se como “uma nação multiétnica”, formada por 56 etnias. Também o Beijing Guoan, clube que compete na Superliga chinesa, naturalizou, no ano passado, dois jogadores: Li Ke e Hou Yongyong. Contudo, Pedro Delgado será o primeiro jogador naturalizado que não tem ascendência chinesa. A cidadania da China é baseada no princípio ‘jus sanguinis’ (direito de sangue), podendo ser reconhecida de acordo com a ascendência do indivíduo, o que torna o caso de Delgado uma raridade. O país asiático não reconhece a dupla cidadania. Pedro Delgado fez a formação no Portimonense e Sporting. Em 2013, rumou ao conjunto italiano Inter de Milão, mas regressou aos leões, em 2016, sem ter passado da equipa B. Segundo os regulamentos da Associação Chinesa de Futebol e da FIFA, o futebolista não poderá alinhar imediatamente pela seleção chinesa, visto que representou Portugal nas camadas jovens e disputou o Mundial sub-20. Ao abrigo do artigo 8.º dos Estatutos da FIFA, De’erjiaduo poderá vir a representar a seleção da China, já que nunca jogou pela seleção sénior de Portugal, mas terá que esperar cinco anos. A obtenção de nacionalidade chinesa deverá antes valorizar Pedro Delgado no mercado chinês, um novo ‘el dorado’ dos profissionais do futebol, que tem batido recordes de transferências época após época. Segundo os regulamentos estipulados pela Associação Chinesa de Futebol, no ‘onze’ em campo podem alinhar, no máximo, três jogadores estrangeiros, o que protege os jogadores chineses da competição externa, valorizando-os. Segunda maior economia mundial, a seguir aos Estados Unidos, a China figura em 82.º no ‘ranking’ da FIFA, atrás de muitas pequenas nações em vias de desenvolvimento. Em 2015, Pequim anunciou um “plano de reforma do futebol” que prevê, entre outros pontos, a abertura de 20.000 escolas de futebol até 2020 e que “mais de 30 milhões de estudantes do ensino primário e secundário pratiquem com frequência a modalidade”. O referido plano, aprovado pela Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, o organismo máximo chinês encarregado da planificação económica, estabelece como meta colocar a seleção chinesa entre “as melhores equipas do mundo até 2050”. Continuar a ler
LINK ORIGINAL: Correio da manha

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