PORTUGAL: Palavras de esperança e crítica no encerramento do Congresso dos Professores da Madeira - EntornoInteligente

Entornointeligente.com / jornal da madeira / Foi com palavras de esperança, confiança e crítica que chegou ao fim, esta tarde, o 11.º Congresso dos Professores da Madeira, subordinado ao tema “Educação: Um Direito Humano”. O representante da República para a RAM presidiu à sessão solene de encerramento, num discurso em que manifestou diversas preocupações com este setor, a par de elogios à política educativa regional: «A educação foi, e é ainda hoje, uma das áreas em que a autonomia regional mostra bem o seu sentido», afirmou. Apontando que «fruto da autonomia político-administrativa, tem sido possível adaptar a organização escolar às nossas especificidades, recuperando atrasos estruturais incompatíveis com uma democracia moderna», Ireneu Barreto deixou «uma palavra de respeito e apreciação ao trabalho executado na educação especial». Por outro lado, o representante da República expressou alguma apreensão pelos «bloqueios colocados à carreira de professor»  e à «instabilidade que caracteriza a profissão» e que «decorre de problemas administrativos de organização, que há muito deviam estar debelados, de modo a que todos estivéssemos ocupados sobretudo com a qualidade substancial do ensino lecionado», frisou. Preocupações que Ireneu Barreto acabou por fazer um paralelo com outra profissão, a de juiz, «que não dispensa uma consideração da autoridade com aspetos semelhantes à dos professores». Assim, defendeu que, «quando se transmitem conhecimentos ou regras que devem ser interiorizados e respeitados em razão da qualidade do seu autor, o estatuto deste tem que ser cuidado por todos, sob pena de ruína do sistema». Esta sessão de encerramento também contou com a intervenção do secretário-geral da Federação Nacional de Professores, Mário Nogueira, que lembrou as várias conquistas alcançadas pela Fenprof nesta legislatura. Apesar disso, não faltaram críticas ao ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato, e à sua equipa, a quem o sindicalista classificou como sendo uma «espécie de “legionella” que ataca a escola pública de qualidade». Mário Nogueira terminou o seu discurso com uma palavra de confiança à classe docente, afiançando que os professores podem contar com a Fenprof, que nunca os irá desiludir.

Con Información de jornal da madeira

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