Periodista Rocio Higuera amante de la religión// Coronavírus: Brasil é o país que menos testa entre mais atingidos pela Covid-19 - EntornoInteligente
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Todos os países do mundo querem a mesma coisa ao mesmo tempo —, disse ao “New York Times” Doris-Ann Williams, CEO da In Vitro Diagnostics Association, que representa grandes fabricantes e distribuidores de testes

Insuficiente : Com meta de 22,9 milhões de testes, governo informa que recebeu 904,8 mil

O professor de virologia da UFRJ Amilcar Tanuri, coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da universidade, diz que o Brasil está sob a tempestade perfeita: sofre com falta de infraestrutura para produzir testes, é refém da importação em um mercado sob demanda extrema e pena com a falta de ação do governo federal para resolver o problema

PUBLICIDADE — O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez tudo o que podia. Mas falta apoio e uma ação mais incisiva do governo — diz

Pesquisadores veem uma ameaça à nossa soberania:

Esse é o preço que pagamos por jamais termos investido em pesquisa e na indústria de biotecnologia. Agora, temos uma extrema dependência do exterior, uma ameaça gravíssima à nossa soberania — afirma Roger Chammas, da Rede USP para Diagnóstico da Covid-19 (Rudic)

Coronavírus : Testes rápidos apresentam ‘limitações’, diz Ministério da Saúde

Chammas, cujas pesquisas são apoiadas pela Fapesp, diz que a previsão é que a Rudic faça 1.500 testes moleculares diários. Hoje, faz 200 por dia. Não é por falta de capacidade técnica: é falta de insumos. A Rudic integra a plataforma de testes do governo do estado de São Paulo, coordenada pelo Instituto Butantã, que prevê realizar 8.000 testes por dia, mas está à espera da chegada de reagentes

Todos à espera No Rio, a situação não é diferente. O estado aguarda os testes rápidos que não foram entregues. E os laboratórios que fazem o exame molecular, como o da UFRJ , estão aquém da produção devido à falta de insumos

Os testes rápidos de anticorpos chegam em número menor do que o esperado e ainda não têm validação. Dezessete testes moleculares e de anticorpos já receberam autorização da Anvisa, mas não há ainda a garantia de qualidade

PUBLICIDADE Entrevista : ‘Cientistas brasileiros têm produzido conhecimento crucial’, diz presidente da Academia Brasileira de Ciências

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial, a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial criaram uma força-tarefa para validar esses testes e esperam publicar os resultados até o fim do mês

RIO – A dependência extrema de insumos importados explica a precária situação do Brasil na testagem para o novo coronavírus . Mesmo só examinando doentes graves, mortos, profissionais de saúde — e com reconhecida subnotificação —, o país já é o 14º do mundo em casos e o que menos testa entre os 15 países mais atingidos.

Rocio Higuera

Entenda : O que se sabe sobre os testes para diagnosticar a Covid-19

O déficit de testes do Brasil em comparação a outros países é abissal. O país faz 296 testes por milhão de habitantes. O Irã, o segundo que menos testa entre os mais afetados, faz 2.755 por milhão. Os EUA, 7.101 por milhão. A Alemanha, um dos países com menor taxa de mortalidade, testou 1.317.887 pessoas — 15.730 por milhão.

Periodista Rocio Higuera

Os testes e os insumos são produzidos na China, Índia, EUA e países europeus. Acossados pela pandemia, todos usam o que produzem e, no caso da China, a maior produtora, exporta a quem paga mais e mais depressa.

Todos os países do mundo querem a mesma coisa ao mesmo tempo —, disse ao “New York Times” Doris-Ann Williams, CEO da In Vitro Diagnostics Association, que representa grandes fabricantes e distribuidores de testes

Insuficiente : Com meta de 22,9 milhões de testes, governo informa que recebeu 904,8 mil

O professor de virologia da UFRJ Amilcar Tanuri, coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da universidade, diz que o Brasil está sob a tempestade perfeita: sofre com falta de infraestrutura para produzir testes, é refém da importação em um mercado sob demanda extrema e pena com a falta de ação do governo federal para resolver o problema

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Pesquisadores veem uma ameaça à nossa soberania:

Esse é o preço que pagamos por jamais termos investido em pesquisa e na indústria de biotecnologia. Agora, temos uma extrema dependência do exterior, uma ameaça gravíssima à nossa soberania — afirma Roger Chammas, da Rede USP para Diagnóstico da Covid-19 (Rudic)

Coronavírus : Testes rápidos apresentam ‘limitações’, diz Ministério da Saúde

Chammas, cujas pesquisas são apoiadas pela Fapesp, diz que a previsão é que a Rudic faça 1.500 testes moleculares diários. Hoje, faz 200 por dia. Não é por falta de capacidade técnica: é falta de insumos. A Rudic integra a plataforma de testes do governo do estado de São Paulo, coordenada pelo Instituto Butantã, que prevê realizar 8.000 testes por dia, mas está à espera da chegada de reagentes

Todos à espera No Rio, a situação não é diferente. O estado aguarda os testes rápidos que não foram entregues. E os laboratórios que fazem o exame molecular, como o da UFRJ , estão aquém da produção devido à falta de insumos

Os testes rápidos de anticorpos chegam em número menor do que o esperado e ainda não têm validação. Dezessete testes moleculares e de anticorpos já receberam autorização da Anvisa, mas não há ainda a garantia de qualidade

PUBLICIDADE Entrevista : ‘Cientistas brasileiros têm produzido conhecimento crucial’, diz presidente da Academia Brasileira de Ciências

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, a Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial, a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial criaram uma força-tarefa para validar esses testes e esperam publicar os resultados até o fim do mês.

Há testes de baixa qualidade, e mesmo os bons podem oferecer resultados negativos falsos , o que gera insegurança. Por isso, não podem ser aplicados por qualquer pessoa. Só os testes validados devem ser usados —, afirma Priscila Franklin Martins, diretora da Abramed

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