«Passo histórico». Finlândia e Suécia entregam candidaturas de adesão à NATO

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Os embaixadores da Finlândia e da Suécia junto da NATO entregaram esta quarta-feira de manhã os pedidos de adesão dos dois países à organização, no que o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, classificou como um momento «histórico».

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«Saúdo calorosamente os pedidos da Finlândia e da Suécia para aderir à NATO. Vocês são os nossos parceiros mais próximos, e a vossa adesão à NATO vai aumentar a nossa segurança partilhada. As candidaturas que apresentaram hoje são um passo histórico» , declarou Stoltenberg, numa breve cerimónia no quartel-general da Aliança, transmitido em Bruxelas.

© JOHANNA GERON / POOL / AFP

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Subscrever O secretário-geral da organização garantiu que os 30 países membros da NATO estão determinados em «trabalhar em todas as questões» do processo de alargamento e em «alcançar conclusões rápidas», isto numa altura em que a Turquia ainda coloca obstáculos à adesão de Suécia e Finlândia.

«Este é um bom dia, num momento crítico para a nossa segurança» , comentou Stoltenberg, ladeado pelos embaixadores da Finlândia e da Suécia junto da Aliança Atlântica, Klaus Korhonen e Axel Wernhoff.

O secretário-geral da organização sublinhou que «os aliados estão de acordo quanto à importância do alargamento da NATO» e de manter a união. «E todos concordamos que este é um momento histórico, que devemos agarrar» , concluiu.

A historic day.

Today, Finland and Sweden hand in letters expressing their countries» interest to apply for #NATO membership to SG @jensstoltenberg . ⁰ #FinlandNATO pic.twitter.com/5atdSykRmJ

– Finland at NATO (@FinMissionNATO) May 18, 2022

A entrega das candidaturas de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte, que põe termo à posição histórica dos dois países nórdicos de neutralidade e de não-alinhamento, teve lugar depois de o Parlamento finlandês ter ratificado, por ampla maioria, a entrada do país na Aliança, após a decisão ter sido formalizada (no domingo) pelo Presidente Sauli Niinistö e pelo Governo liderado pela social-democrata Sanna Marin, e depois de também o Governo sueco ter anunciado, na segunda-feira, que iria solicitar a entrada na organização.

A questão da adesão à NATO foi suscitada em Estocolmo e em Helsínquia pelo agravamento da situação de segurança causada pela guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa, em 24 de fevereiro.

A adesão à NATO obriga o país candidato a um verdadeiro exame de entrada, durante o qual deve convencer todos os atuais 30 Estados-membros, onde figura Portugal, do seu contributo para a segurança coletiva e da sua capacidade de cumprir as obrigações.

O Governo português já manifestou publicamente por diversas vezes o seu apoio à adesão de Finlândia e Suécia, e na passada segunda-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, disse esperar que a aprovação política do alargamento da NATO a estes dois países se concretize ainda antes da cimeira de líderes da Aliança agendada para o final de junho, seguindo-se o processo de ratificação, que Portugal quer concluir sem demoras.

«A aprovação política eu acredito que será feita antes da cimeira [da NATO] de junho, em Madrid, e depois a rapidez da adesão vai depender do mais lento dos 30 países [membros] atuais em termos de ratificação, e Portugal não será o mais lento seguramente e esperamos que esteja entre os mais rápidos» , afirmou João Gomes Cravinho, em Bruxelas.

Na terça-feira, a ministra da Defesa, Helena Carreiras, disse acreditar que os obstáculos colocados pela Turquia à adesão de Suécia e Finlândia à NATO serão ultrapassados.

À saída de um Conselho de Negócios Estrangeiros da União Europeia na vertente de Defesa, em Bruxelas, naquela que foi a sua primeira reunião ao nível dos 27 desde que assumiu o cargo, Helena Carreiras confirmou que «houve um apoio generalizado à adesão da Finlândia e da Suécia, mas também a convicção de que essas divergências com a Turquia, que a Turquia colocou, vão ser ultrapassadas».

«O tom geral é que conseguiremos ultrapassar essas divergências. Os países estão a conversar e acreditamos que sim» , afirmou, depois de, na véspera, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ter renovado a ameaça de que Ancara vetará a entrada da Finlândia e da Suécia na NATO se estes países mantiverem a sua política de «acolhimento de guerrilheiros curdos».

LINK ORIGINAL: Diario Noticias

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