Países da NATO vão dar apoio militar enquanto a Ucrânia precisar

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Os Estados-membros da NATO estão dispostos a dar ajuda militar à Ucrânia enquanto for necessário, garantiu este domingo a ministra alemã dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, após uma reunião ministerial da Aliança em Berlim.

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«Estamos de acordo em não abrandar os nossos esforços nacionais, em particular em matéria de assistência militar, e em não o fazer enquanto a Ucrânia precisar dessa assistência para garantir a defesa do seu país» , disse a ministra.

Baerbock, anfitriã da reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO, que hoje terminou em Berlim, disse também que a Aliança Atlântica espera a Suécia e a Finlândia «de braços abertos». «Cumprem os padrões e participam em missões conjuntas», disse.

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Subscrever A ministra acrescentou que a Alemanha irá iniciar um processo acelerado para aprovar a candidatura no seio do Governo federal para que se proceda rapidamente à ratificação parlamentar, para reduzir o tempo em que a Suécia e a Finlândia ficarão numa «zona cinzenta» antes de aderirem à NATO como membros de pleno direito.

A Finlândia anunciou hoje que pretende aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e a Suécia deverá seguir-lhe os passos nos próximos dias.

A partir do momento em que um país decide concorrer à adesão, inicia-se um processo até que todos os outros aceitem unanimemente a sua entrada.

O princípio «um por todos, todos por um», previsto no artigo 5.º, sobre solidariedade em caso de agressão, só se aplica quando estiver terminada a ratificação da adesão por todos os Estados-membros.

No caso do último país a aderir, a Macedónia do Norte, o processo demorou um ano.

Já hoje, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que » Finlândia e a Suécia estão preocupadas» com esse período e afirmou que a organização irá «tentar acelerar esse processo».

A invasão da Ucrânia por Moscovo em 24 de fevereiro fez mudar a opinião pública e política na Finlândia e na Suécia no sentido de uma adesão à NATO, vista agora como uma proteção contra uma eventual agressão russa.

A concretizar-se, a adesão dos dois países nórdicos significará o abandono da sua histórica posição de não-alinhamento.

O Presidente russo, Vladimir Putin, qualificou no sábado como «um erro» a candidatura da Finlândia e Moscovo avisou Helsínquia de que será forçado a tomar medidas de retaliação, «tanto técnico-militares como outras», se o país aderir à NATO.

Moscovo rejeita a instalação de bases da Aliança no território de qualquer país com quem a Rússia tenha uma longa fronteira comum.

A Rússia partilha 1340 quilómetros de fronteira terrestre com a Finlândia e uma fronteira marítima com a Suécia.

Antes da invasão da Ucrânia, a Rússia exigiu à NATO a proibição da entrada do país vizinho na organização e o recuo de tropas e armamento dos aliados para as posições de 1997, antes do alargamento a leste.

LINK ORIGINAL: Diario Noticias

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