'Os dias parecem mais longos sem resposta', diz amiga da família sobre corpo de bebê desaparecido em hospital - EntornoInteligente
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RIO – Uma semana após o corpo de um recém-nascido desaparecer no Hospital Miguel Couto , a família continua sem respostas. Yasmin Pereira de Souza nasceu morta por falta e oxigênio e não pôde ser enterrada. Desde então, a mãe vai todos os dias ao hospital em busca de informações sobre o paradeiro do corpo.

— Os dias parecem mais longos sem resposta. É uma tortura — disse Tania Vera de Sousa, amiga da mãe da criança. — Ela está em estado de choque, ainda não caiu em si.

As duas moram no Rio das Pedras, na zona oeste, e todos os dias se deslocam até o hospital, que fica no Leblon, em busca de respostas.

— Sempre nos mandam esperar, ficamos lá mais de 40 minutos. No final eles sempre falam a mesma coisa: ‘venham amanhã para falar com o diretor geral’, mas a gente nunca encontra ele.

O diretor do necrotério do Hopital Miguel Couto deve dar depoimento nesta segunda-feira, na 14ª Delegacia de Polícia, que está agendando novos depoimentos nesta tarde. O delegado Antenor Lopes Martins Junior é o responsável pelo caso, e criticou a unidade de saúde por deixar um corpo sumir do necrotério.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) abriu uma sindicância para apurar o caso, mas afirmou não ter novidades sobre a investigação.

A mãe do bebê, que tem 22 anos e é atendente de lanchonete, estava grávida de oito meses quando deu entrada na unidade, na madrugada da última terça-feira. Após a criança ser dada como morta, o pai, Raimundo Martins de Souza, de 28 anos, foi buscar o corpo para ser enterrado, mas não encontrou nada.

PUBLICIDADE *Estagiária sob supervisão de Leila Youssef

LINK ORIGINAL: OGlobo

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