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O risco de AVC aumenta com a pandemia

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Entornointeligente.com / A COVID-19, pelo seu potencial de contágio e tendo em conta o possível envolvimento de vários órgãos, como o pulmão, o coração ou o cérebro, tem posto à prova o Sistema de Saúde e a maneira como vivemos ou nos relacionamos. Desde março de 2020 que estamos condicionados pelo confinamento, na resposta à pandemia, com a limitação do contacto entre pessoas, a restrição de circulação, o encerramento de estabelecimentos comerciais e da restauração, o teletrabalho, a limitação à realização de atividade física em grupo, com a proibição de atividade desportiva federada das camadas jovens. É todo um mundo novo, com realidades muito diferentes a que ainda nos estamos a adaptar e que continuam a afetar-nos.

Todas estas mudanças determinam alterações na qualidade de vida. Sabemos que a taxa de mortalidade em Portugal em 2020 foi superior à do ano anterior, sendo que só metade deste acréscimo de mortes está associado à COVID-19. Além da infeção, outros fatores contribuíram para este aumento. As restrições determinadas pelo confinamento levaram a um maior sedentarismo, com acréscimo de risco cardiovascular, sendo que o medo de contágio determinou um menor recurso aos serviços de saúde ou a um acesso mais tardio, o que em muitos casos impediu e continua a impedir o tratamento eficaz. Também o abandono de terapêuticas habituais, por parte dos doentes, levou à descompensação de patologias crónicas com os efeitos que essa condição condiciona.

Na data em que se assinala o Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral, recordo que o AVC é uma emergência médica, que se caracteriza pela súbita diminuição do fluxo do sangue no cérebro, o que impede que este órgão receba o oxigénio e os nutrientes necessários à sobrevivência das células cerebrais. Esta doença é, atualmente, a principal causa de morte e de incapacidade permanente em Portugal. É, por isso, de extrema importância não descurar nem adiar o tratamento destes doentes.

Existem dois tipos de AVC: o isquémico, provocado pelo bloqueio ou obstrução de uma artéria, vulgarmente conhecido por “trombose” – e o hemorrágico, provocado pela rutura do vaso, denominado habitualmente como “derrame cerebral”. Em ambas as situações é indispensável um acompanhamento médico especializado.

O AVC manifesta-se, frequentemente, por um conjunto de sintomas comumente conhecido pelos “3 F”s”. São eles: a Face descaída, que dá uma sensação de assimetria do rosto; a diminuição da Força num braço ou numa perna, ou em ambos, que pode ser acompanhada por uma sensação de desequilíbrio, a dificuldade na Fala, ou fala arrastada, pondo em causa qualquer tipo de discurso ou provocando um discurso pouco compreensível e sem sentido.

Além destes três sintomas, a Falta súbita de visão, com a diminuição abrupta de visão num ou em ambos os olhos, ou uma Forte dor de cabeça, são também possíveis sinais de alerta de AVC (definindo assim os “5 F”s”), assim como a dificuldade em coordenar os movimentos. Sempre que estes sinais surgirem, deve ser contactado o 112. Este contacto permitirá a orientação correta para a unidade hospitalar que dispõe de condições para a realização do tratamento adequado.

A rapidez de atuação nestas situações é fundamental, de modo a ser possível disponibilizar o tratamento de fase aguda, possível em determinadas situações e numa janela temporal estreita, que é determinante para evitar sequelas.

Além da procura de cuidados de saúde nas situações urgentes, é também importante manter acompanhamento médico regular. Esta orientação especializada permitirá o necessário ajuste da terapêutica, de modo a controlar os fatores de risco vascular, prevenindo complicações futuras. É, por esse motivo, necessário reforçar que os hospitais dispõem hoje dos meios necessários para garantir, com segurança, a prestação de cuidados de saúde seja numa situação de urgência, na realização de exames, consultas ou cirurgias. O importante é não adiar a procura do seu médico.

Especialista em Medicina Interna no Hospital CUF Porto

Coordenadora da Unidade de AVC Centro Hospitalar e Universitário de S. João

Coordenadora do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna

Assistente Convidada da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

LINK ORIGINAL: Diario Noticias

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