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O que está no ambicioso plano de infraestrutura e empregos apresentado por Biden?

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O financiamento também seria direcionado à pesquisa em ciências do clima e ao tratamento das desigualdades de gênero e raça nos campos da ciência, matemática e tecnologia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou um ambicioso plano de infraestrutura e empregos de US$ 2,25 trilhões nesta quarta-feira, com o objetivo de resolver alguns problemas antigos e urgentes do país, em temas como mudanças climáticas, indústria, infraestrutura e educação. Entre as ações previstas, estão a modernização de pontes e estradas mal conservadas, e a assistência para pessoas com deficiência e idosos.

A proposta, cujo valor será distribuído em oito anos, é uma continuação do projeto de lei de alívio econômico contra a pandemia de US$ 1,9 trilhão aprovado no início deste mês. A Casa Branca planeja ainda outro grande pacote, que pode custar US$ 1 trilhão ou mais, somando mais de US$ 3 trilhões, a ser apresentado no final de abril e que se concentrará em medidas sociais, incluindo a expansão do acesso à saúde e licença remunerada.

Para cobrir os custos, Biden quer aumentar os impostos sobre empresas de 21% para 28%. O plano também visa um imposto mínimo sobre os lucros que as empresas americanas obtêm no exterior, aumentando a alíquota de aproximadamente 13% para 21%, medida que pode ter impacto sobre paraísos fiscais.

O plano exige altos padrões de trabalho e permite que os trabalhadores nos projetos se associem a sindicatos e negociem coletivamente. A meta é zerar as emissões de carbono relacionadas à geração de energia até 2035. A neutralidade de carbono seria alcançada em 2050. Outra de suas metas é reduzir a desigualdade nos Estados Unidos.

Biden defenderá seu plano em um discurso no fim da tarde desta quarta em Pittbsburgh. Aqui estão alguns dos principais elementos do pacote:

 

Transporte O plano prevê US$ 620 bilhões a serem gastos na área de transporte.

A ideia é modernizar 32 mil quilômetros de rodovias e estradas – a um custo de US$ 115 bilhões -, as 10 pontes de “maior importância econômica” do país e 10 mil outras pontes.

Há ainda US$ 20 bilhões para programas de segurança no trânsito, para reduzir as fatalidades de ciclistas e de pedestres, e US$ 20 bilhões para reconectar vizinhanças separadas por rodoviais.

Está previsto também que o investimento federal em sistemas de transporte público seja duplicado, passando a US$ 85 bilhões, e que sejam injetados US$ 80 bilhões na Amtrak, sistema nacional de ferrovias.

O plano inclui ainda recursos para aeroportos (US$ 25 bilhões), vias fluviais e portos e projetos de transporte em comunidades carentes.

Veículos elétricos O financiamento de transporte direciona US$ 174 bilhões para incentivar o uso de veículos elétricos, incluindo descontos nas vendas e incentivos fiscais para os consumidores comprarem carros americanos.

PUBLICIDADE Também fornece subsídios a governos estaduais e locais e ao setor privado para construírem 500 mil estações de recarga até 2030. Estão previstos fundos também para eletrificar ônibus escolares e veículos federais, como caminhões dos Correios.

Contexto: Com viés pró-trabalho, política econômica de Biden está à esquerda das de Clinton e Obama

Infraestrutura doméstica Há US$ 650 bilhões reservados para expandir o acesso a internet banda larga, a água potável, a rede elétrica e a moradias de alta qualidade.

A proposta de Biden visa fornecer banda larga universal, inclusive para mais de 35% dos americanos em áreas rurais atualmente sem acesso a internet de alta velocidade.

Há também a previsão de substituir 100% dos encanamentos de chumbo em todo o país.

O plano prevê ainda a construção ou reforma de 2 milhões de moradias e hospitais de veteranos.

US$ 100 bilhões reservados para “atualizar e construir novas escolas públicas”.

A proposta inclui tampar e selar poços de petróleo e gás e minas abandonadas, o que a Casa Branca diz que criará “centenas de milhares” de empregos em áreas onde o emprego de petróleo e mineração secou

Biden destina ainda US$ 100 bilhões para construir uma rede elétrica mais resistente.

PUBLICIDADE O governo Biden afirma que a reforma de casas e infraestrutura pública produzirá economia ao diminuir os prejuízos de bilhões de dólares em danos causados por desastres climáticos.

Pesquisa e Desenvolvimento Biden planeja investir US$ 180 bilhões na modernização da infraestrutura de pesquisa do país e em laboratórios de universidades e agências federais.

O financiamento também seria direcionado à pesquisa em ciências do clima e ao tratamento das desigualdades de gênero e raça nos campos da ciência, matemática e tecnologia.

Leia mais: Com pacotes, Biden busca obter alta visibilidade e evitar erros de Obama, diz cientista político

Impulso à indústria Está prevista uma iniciativa de US$ 300 bilhões para impulsionar a manufatura americana. A cifra inclui um investimento de US$ 50 bilhões na fabricação nacional de semicondutores, e incentivos para as empresas criarem novos empregos em antigas comunidades carvoeiras e aumentarem a cadeia de suprimentos dos EUA.

Biden propõe também US$ 100 bilhões para programas de desenvolvimento da força de trabalho, incluindo treinamento para aqueles que perderam seus empregos, bem como iniciativas de aprendizagem.

Economia assistencial O plano expande o acesso a cuidados domiciliares ou comunitários para idosos e pessoas com deficiência, com previsão de gastos de US$ 400 bilhões. Ele reforça um programa para tirar idosos de lares de descanso e levá-los de volta para suas próprias casas ou aos cuidados de seus entes queridos.

PUBLICIDADE Biden também pede a melhoria das condições de trabalho, incluindo salários mais altos e mais benefícios, para cuidadores.

Leia mais: Biden tenta reverter décadas de desigualdade em novo pacote de infraestrutura

Aumentos de impostos sobre empresas Aumentos de impostos propostos cobririam o custo de US$ 2,3 bilhões ao longo de 15 anos, vindo a  se tornarem permanentes depois.

O plano aumentaria os impostos corporativos de 21% para 28%, revertendo a taxa estabelecida pela reforma tributária do ex-presidente Donald Trump.

O plano também elimina todos os subsídios e brechas da indústria de combustíveis fósseis e estabelece um imposto mínimo sobre a renda que as empresas usam para relatar os lucros aos investidores.

Isso evitaria que as empresas obtivessem incentivos fiscais para reduzir sua conta de impostos a zero, como fazem algumas grandes corporações atualmente.

Impostos internacionais O plano também imporia um imposto mínimo sobre lucros que as empresas americanas obtêm no exterior, aumentando a alíquota de cerca de 13% para 21%.

Também inclui várias medidas que penalizariam empresas que transferem ativos e empregos para o exterior.

Auditorias do Imposto de Renda O plano exige financiamento adicional para o Serviço de Imposto de Renda para aumentar as auditorias nas corporações. A Casa Branca diz que divulgará detalhes adicionais sobre os exames fiscais de pessoas físicas nas próximas semanas.

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