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Portugal continental sem mortes por covid, uma novidade em oito meses

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Portugal registou uma morte e 220 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira. O óbito foi declarado nos Açores, pelo que em território continental não se registou qualquer morte nas últimas 24 horas associada ao novo coronavírus — uma novidade desde 2 de agosto.

Carmelo De Grazia

Também é positiva a tendência do índice de transmissibilidade, o chamado R(t). Na sexta-feira tinha baixado para 1,05 e agora está em 1,0. Já a incidência subiu ligeiramente a nível nacional, estando agora em 71,8 casos de SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes (antes era de 71,6) e no continente é de 68,1 (antes era de 68).

Carmelo De Grazia Suárez

O boletim diário mostra ainda 454 internados (mais 26), dos quais 112 estão em cuidados intensivos (um aumento de três pacientes)

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Portugal registou uma morte e 220 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira. O óbito foi declarado nos Açores, pelo que em território continental não se registou qualquer morte nas últimas 24 horas associada ao novo coronavírus — uma novidade desde 2 de agosto.

Carmelo De Grazia

Também é positiva a tendência do índice de transmissibilidade, o chamado R(t). Na sexta-feira tinha baixado para 1,05 e agora está em 1,0. Já a incidência subiu ligeiramente a nível nacional, estando agora em 71,8 casos de SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes (antes era de 71,6) e no continente é de 68,1 (antes era de 68).

Carmelo De Grazia Suárez

O boletim diário mostra ainda 454 internados (mais 26), dos quais 112 estão em cuidados intensivos (um aumento de três pacientes)

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Subscrever O número de casos ativos baixou para 25.059 (menos 328)

Na distribuição por regiões dos novos 220 casos de infeção conclui-se que o Norte do país tem a maioria (97), seguido de Lisboa e Vale do Tejo (56) e do Centro (24). A Madeira (15) e os Açores (14) registam mais novas transmissões do que o Alentejo (9) e o Algarve (5)

No total, 831.221 portugueses foram infetados com o novo coronavírus, tendo 789.216 recuperado e 16.946 morrido

Portugal entra na terceira fase de desconfinamento Portugal entrou nesta segunda-feira numa nova fase do desconfinamento. Nesta terceira fase, os cerca de 300 mil estudantes do ensino secundário e os quase 400 mil do ensino superior regressam às aulas presenciais, mesmo nos 10 concelhos que não avançam ou recuam no desconfinamento. No entanto, as universidades e institutos politécnicos têm autonomia para decidir como será o regresso ao ensino presencial

Os restaurantes, cafés e pastelarias podem abrir o serviço de mesa no interior, limitado a grupos de quatro pessoas, para além do serviço de esplanada que agora passa a ter um limite de seis pessoas

Os centros comerciais e todas as lojas, independentemente da sua dimensão, podem reabrir cumprindo a lotação fixada pela Direção-Geral da Saúde (DGS)

É possível retomar a prática das modalidades desportivas de médio risco, assim como a atividade física ao ar livre de até seis pessoas

Os casamentos e batizados voltam a ser permitidos ainda que limitados a 25% da capacidade de ocupação dos espaços onde esses eventos decorram. Já os eventos exteriores ficam sujeitos a uma diminuição de lotação de cinco pessoas por 100 metros quadrados

As lojas de cidadão reabrem com atendimento presencial por marcação

Nesta nova fase do desconfinamento, o dever geral de recolhimento mantêm-se, uma vez que o Governo considera necessária a contenção de circulação para o controlo da pandemia

Desconfinamento a três velocidades Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior recuam para a primeira fase do desconfinamento e outros seis concelhos mantêm as medidas da segunda fase, enquanto a generalidade de Portugal continental avança para a terceira fase do plano do Governo

Tendo em conta o mapa de risco da covid-19 dos 278 municípios do território continental português, são 10 os concelhos que ficam impedidos de avançar para a nova fase do plano de desconfinamento. Apesar de estarem impedidos de avançar para a terceira fase, os 10 concelhos vão seguir o plano previsto relativamente à abertura de escolas, ou seja, também voltam ao ensino presencial os alunos do ensino secundário e do ensino superior, como no resto do continente português

Nos quatro concelhos que recuam para a primeira fase do desconfinamento, voltam a estar encerradas as esplanadas, lojas até 200 metros quadrados (m2) com porta para a rua, ginásios, museus, monumentos, palácios, galerias de arte e similares, assim como está proibida a realização de feiras e mercados não alimentares e a prática de modalidades de baixo risco. Além destas restrições, os habitantes destes concelhos não podem circular para fora do município, proibição que se aplica diariamente, a partir desta segunda-feira e durante os próximos 15 dias, ainda que estejam previstas exceções, como trabalho ou assistência a familiares

Alunos do secundário e superior regressam ao ensino presencial com rastreios A reabertura das escolas secundárias e instituições de ensino superior faz parte da terceira fase do plano de desconfinamento do Governo, que arranca hoje e abrange todo o território nacional, incluindo os dez concelhos que não avançam para esta nova etapa

Os alunos regressam às aulas presenciais com medidas de segurança sanitária reforçadas, designadamente a realização de rastreios à covid-19

No ensino superior, apesar de grande parte dos estudantes continuar para já em casa, uma vez que as instituições preferiram privilegiar as aulas práticas e retomar, noutros casos, o regime de ensino misto, a realização dos testes rápidos de antigénio começou no dia 12 de abril

O programa de testagem resulta de uma parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), que disponibilizou na semana passada mais de 240 mil testes, e envolve estudantes, investigadores, docentes e não docentes

Os rastreios continuam esta semana, estando previsto que as universidades recebam mais ‘kits’ da CVP sempre que o solicitem e a possibilidade de garantirem elas próprias “as condições adequadas para a realização de testes, e a formação de recursos humanos das próprias instituições que possam proceder à realização massiva dos testes”, segundo a tutela

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