Nuno Cardoso está pronto para a guilhotina - EntornoInteligente
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Cinquenta anos quase feitos (só falta um), e Nuno Cardoso ainda tem medo de A Morte de Danton  – medo da fulminante anatomia de um gigante da Revolução Francesa, Georges Danton, com que Georg Büchner se tornou um gigante do teatro. E no entanto, à beira dele, Danton e Büchner seriam uns miúdos: Danton tinha 29 anos no dia da Tomada da Bastilha e morreu guilhotinado aos 34; Büchner tinha 21 anos quando escreveu A Morte de Danton e morreu de tifo aos 23. Ambos viriam a conhecer, porém, uma fortuna póstuma colossal, e Nuno Cardoso tem a franqueza de não dissimular demasiado, sobretudo agora que assumiu a direcção artística do Teatro Nacional São João (TNSJ), uma certa vontade de posteridade. Embora não seja exactamente isso que lhe chame a uns dias da estreia do espectáculo, quando o Ípsilon o encontra para quase uma hora e meia de entrevista (e apenas dois cigarros): “Há sempre uma espécie de vertigem suicidária a que os seres egoístas o suficiente para serem encenadores não resistem, e que é esta roleta russa de abordar um colosso. Tem a ver com o medo que sentes porque não percebes metade do que está ali, um medo que é quase erótico; e também com o facto de saberes que, enquanto encenador de repertório, és um autor de segunda classe, ou seja, precisas de te confrontar com uma obra que possas comer e regurgitar para que o que tens como discurso ganhe carne.”

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