No adeus à campanha, o bombo da festa do PSD foi António Costa - EntornoInteligente

Entornointeligente.com / Galvanizado por uma populosa e ruidosa comitiva, animada pelos bombos ‘Amigos da Borga de Safins’, o líder do PSD cruzou em marcha lenta a comercial Rua de Santa Catarina, o local predilecto de quase todos os partidos nas campanhas na Invicta. Durante uma hora, ouviram-se as palavras de ordem do costume, algumas em versões adaptadas à ocasião como ‘Rangel, amigo, o povo está contigo’.

A caravana compacta, onde não faltaram os candidatos do PSD à Europa, líderes distritais e autarcas do norte, atrapalhou a clientela, queixaram-se alguns dos comerciantes, e obrigou os turistas nas esplanadas a segurar com as duas mãos as garrafas de vinho ou os copos de cerveja, na apetecível tarde desta sexta-feira. A chegar à Praça da Batalha, Rui Rio não resistiu a galgar veloz as escadas do estabelecimento comercial ‘Amour e Glamour – 25 anos a fazer noivos felizes’, tantos quantos leva de casado o “futuro primeiro-ministro de Portugal”, conforme foi anunciado na pausa para os discursos.

O tom e a fúria das intervenções foi dado por Alberto Machado, líder da distrital do PSD Porto, que passou de pronto ao ataque aos socialistas e, em particular, a António Costa, que “é quem dá o ponto ao ator secundário escolhido para cabeça de lista do PS” ao Parlamento Europeu. Sem dúvidas que é o PSD quem vai ganhar as europeias, o líder distrital avisou: “não podemos ter um país para familiares e amigos, de um governo de golpes de teatro, ao estilo do poucochinho de António Costa”.

Paulo Rangel, o nº1 laranja na corrida às europeias, também seguiu o guião de fazer do PS o mau da fita, incentivando os portuenses e portugueses a censurar e castigar o partido que “esconde os seus candidatos e antigos líderes para fazer desta eleição a sua legitimização”. “Ele (António Costa), à maneira napoleónica ou cesarista, ainda não foi capaz de vencer uma eleição nacional”, continuou Rangel, acusando a governação socialista de ter destruído o SNS, a Proteção Civil e carregado nas cativações e impostos indiretos, “levados ao limite” para atingir as metas europeias.

Rui Duarte Silva

“Nós não temos um projeto de poder, mas de serviço aos cidadãos. Não trabalhamos para o partido ou para projetos pessoais, como António Costa, mas para a reforma da zona euro, por projetos europeus de luta contra o cancro ou o ambiente”. Paulo Rangel criticou ainda o sistema de transportes que discrimina o interior em relação às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e o “simplex que se transformou num complicadex” para se fazer um mero Cartão do Cidadão. “É intolerável um governo de impostos máximos e serviços mínimos”, concluiu, enquanto os militantes entoavam o estribilho ‘O povo não esquece, a culpa é do PS’.

Rio: O PS não é de fiar No comício no Porto, Rui Rio, antes de bater no PS, disse ter a certeza que a melhor sondagem que se pode ter “no domingo é esta mobilização no Porto”. Aos militantes, o líder do PSD afirmou ser um gosto terminar a campanha na sua terra, que também é a cidade de Paulo Rangel e de Francisco Sá Carneiro. “Sem ele não haveria PSD”, lembrou Rio, que apontou o dedo ao secretário-geral do PS por esconder o seu nº 3 à Europa, Pedro Silva Pereira. “Quem é o nº 3 do PS?”, questionou, para responder de pronto que ninguém sabe quem é por andar escondido.

“No lugar dele, também andava escondido, por ter pertencido a um governo que levou o país à bancarrota”, garantiu Rio. Recentrando o discurso, Rui Rio advertiu que o projeto europeu está ameaçado pelos extremismos da extrema esquerda e da extrema direita, abismo que, em sua opinião, só se resolve com o voto, no domingo, num partido moderado como o é o partido social-democrata.

“Em Portugal, o PS encostou-se à extrema esquerda, enquanto na Europa foi agora fazer a ponte com os liberais e a direita”, afirmou Rio, criticando Costa por se atirar nesta campanha ao Bloco de Esquerda e ao PCP, referindo que votar nos parceiros da geringonça “é um voto de protesto e não serve para nada”. Para o presidente do PSD, o PS usou o Bloco e o PCP enquanto lhe deu jeito e “agora deita-os fora”. E lembrou que a isso os portugueses chamam ingratidão.

Rui Duarte Silva

A rematar, Rio frisou que o PS “não é um partido fiável”, apontando como maus exemplos o caso da dívida do Governo ao SIRESP ou o das aeronaves que “não conseguem levantar voo”. Em relação à Europa, sublinhou a necessidade de a UE se manter unida no combate às grandes calamidades e destacou ser preciso investir em projetos em prol da natalidade ou da luta contra o cancro – duas das bandeiras laranja nesta corrida às europeias.

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