Na Câmara, Eduardo Bolsonaro não pode andar armado - EntornoInteligente
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BRASÍLIA – Dentro da Câmara dos Deputados, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) não poderia posar para uma foto com uma pistola Glock na cintura, como fez na segunda-feira ao lado do pai, no quarto do hospital em que o presidente Jair Bolsonaro se recupera de cirurgia realizada no domingo. O porte de arma “de qualquer espécie” é proibido nos edifícios e nas áreas adjacentes da Casa.

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O impedimento, que só não alcança os membros da segurança, é determinado pelo regimento interno da Câmara, no artigo 271. Desrespeitar essa norma constitui infração disciplinar, além de contravenção.

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Eduardo Bolsonaro tem porte de arma por ser escrivão, hoje licenciado, da Polícia Federal. Ele ingressou na corporação em 2010 e se elegeu deputado federal em 2014. A assessoria de imprensa da Câmara explicou que a proibição se estende a qualquer pessoa, “inclusive, vale lembrar, membros das forças policiais”.

O órgão informou ainda que, segundo o Departamento de Polícia Legislativa, não há registro de casos de parlamentares portando armas nestes locais.

Questionada pelo GLOBO se o deputado anda armado na Câmara, a assessoria de Eduardo respondeu que dentro da Casa é proibido e que o repórter sabe disso. Relembre polêmicas envolvendo os filhos do presidente Jair Bolsonaro Em uma palestra feita antes do primeiro turno das eleições, Eduardo Bolsonaro disse que “para fechar” o STF bastam “um cabo e um soldado”. No vídeo do dia 9 de julho, o deputado é perguntado sobre uma eventual ação do Supremo para impedir a posse de Bolsonaro, e qual seria a atitude do Exército neste cenário. Foto: Reprodução Eduardo também participou de bate-boca entre integrantes do PSL em um grupo de WhatsApp. Ele entrou na discussão sobre críticas à articulação política do governo após a deputada federal Joice Hasselmann dizer que as negociações estavam "abaixo da linha da miséria". Eduardo, Joice e o senador Major Olímpio trocaram acusações e críticas por mensagens Foto: Reprodução Em uma viagem aos EUA, Eduardo confirmou a mudança da embaixada de Israel de Tel Aviv para Jerusalém e criou polêmica ao dizer que o Brasil apoiaria políticas para "frear o Irã" como forma de compensar os países árabes pela transferência. As delcarações provocaram reação dos países árabes Foto: Henrique Gomes Batista O Coaf identificou, no fim de 2018, movimentações atípicas na conta do ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz na ordem de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. De acordo com o documento, oito assessores e ex-assesores do então deputado na Alerj fizeram depósitos na conta bancária de Queiroz. Ele atuou por uma década como motorista e segurança do parlamentar. Foto: Reprodução O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) desmentiu nas redes sociais o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência. Bebianno havia negado que era o centro de uma crise no Executivo e afirmou ter conversado, por mensagens, três vezes com o presidente. Carlos disse que o ministro mentia e divulgou uma gravação do presidente em que Bolsonaro afirma que não iria falar sobre o caso com Bebianno. Foto: Reprodução

Nesta terça, Eduardo também foi armado para uma reunião com empresários na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), de acordo com a coluna de Lauro Jardim, do GLOBO. No começou da conversa, ele comentou que não era para ninguém ficar com medo.

PUBLICIDADE Em novembro de 2014, o então deputado eleito foi com uma pistola a uma manifestação contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, ele disse à revista Veja SP que “sair de casa sem ela é o mesmo que esquecer a carteira” e que só não levaria a arma para a Câmara por ser proibido.

Um item do capítulo da Constituição sobre direitos e deveres individuais e coletivos estabelece que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.

Hospital A foto de Eduardo com o pai foi publicada no perfil do deputado no Instagram. Parte da arma aparece atrás do cinto do parlamentar, que está com o terno aberto. “Tudo bem com Jair Bolsonaro. Mais uma vez agradecemos a equipe médica que realizou a cirurgia e todos que oraram, rezaram ou de alguma maneira enviaram energias positivas. Deu certo”, afirmou ele na postagem.

O filho do presidente é entusiasta e colecionador de armas, além de ser adepto da prática de tiro esportivo. A Glock 9mm é a arma padrão usada pelos policiais federais em todo país.

Em nota sobre o episódio, o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, informou que acolhe integralmente a legislação legal brasileira. “Cabe citar, além disso, que as normas de segurança que regem a internação do Senhor Presidente da República, Jair Bolsonaro, neste hospital são de responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional, a quem o questionamento deve ser dirigido”, apontou.

PUBLICIDADE Um decreto assinado este ano pelo presidente Bolsonaro estabelece que o “titular de porte de arma de fogo para defesa pessoal (…) não poderá conduzi-la ostensivamente”.
LINK ORIGINAL: OGlobo

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