Musk admite de novo comprar o Twitter desde que tenha mais informação sobre ‘bots’

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O empresário Elon Musk voltou a insistir, este sábado, que a planeada aquisição da plataforma social Twitter, no valor de 44 mil milhões de dólares, poderá avançar se a empresa divulgar detalhes sobre a percentagem de contas automatizadas

O multimilionário e presidente da Tesla tem estado a tentar recuar no acordo que anunciou em abril para a compra da tecnológica, o que levou a administração do Twitter a processá-lo no mês passado para que a aquisição avançasse.

Musk, desde então, contra-atacou, acusando a plataforma de enganar a sua equipa sobre a verdadeira dimensão da sua base de utilizadores e outros problemas que, a seu entender, configuravam fraude e quebra do contrato.

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Subscrever «Se o Twitter simplesmente fornecer o seu método de amostragem de 100 contas e como se confirma que estas são reais, o acordo deve prosseguir nos termos originais» , ‘tweetou’ Musk durante a manhã.

No entanto, o empresário alertou que «se se verificar que os ficheiros no SEC [Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos] são materialmente falsos», então o negócio «não deve» continuar.

Elon Musk desafiou ainda o presidente do Twitter, Parag Agrawal para um «debate público sobre a percentagem de ‘bots’ entre o universo de utilizadores da plataforma.

I hereby challenge @paraga to a public debate about the Twitter bot percentage.

Let him prove to the public that Twitter has <5% fake or spam daily users!

– Elon Musk (@elonmusk) August 6, 2022

De acordo com a Associated Press (AP), o Twitter recusou comentar as declarações. A empresa apresentou repetidamente estimativas à SEC de que menos de 5% das contas de utilizadores são falsas ou ‘spam’, salvaguardando que a percentagem poderá ser maior.

A agência noticiosa norte-americana acrescenta que Elon Musk renunciou ao direito a uma maior ‘due diligence’ quando assinou o acordo de fusão em abril.

Elon Musk notificou no início de julho a sua intenção de cancelar a compra da tecnológica, argumentando que a empresa sediada em São Francisco, Califórnia, mentiu sobre a percentagem de contas automatizadas.

A intenção não foi bem recebida pelo Conselho de Administração da empresa, que respondeu com uma ação judicial num tribunal de disputas comerciais para o forçar a concluir a transação, estando o julgamento marcado para outubro e prevê-se que se prolongue por cinco dias.

O tribunal com sede em Wilmington, no estado norte-americano do Delaware, aceitou, nesse mês, um pedido da plataforma social para acelerar a compra, depois de Musk ter pedido para que o julgamento fosse adiado, na melhor das hipóteses, até fevereiro de 2023.

Os advogados de Musk insistiram que a «disputa sobre contas falsas e ‘spam’ é fundamental para o valor do Twitter» e pediram «tempo substancial» para a realização de uma investigação, tendo considerado que é «desnecessário» seguir um «calendário vertiginoso.

Na quinta-feira, os advogados do Twitter registaram que a posição de Elon Musk retrata uma história «contrariada pelas provas e pelo senso comum».

«Musk inventa representações que o Twitter nunca fez e depois tenta empunhar, seletivamente, os extensos dados confidenciais que o Twitter lhe forneceu para conjurar uma violação dessas supostas representações», escreveram, citados pela AP.

O Twitter convocou os seus acionistas para participarem numa reunião extraordinária no dia 13 de setembro através de conferência telefónica para aprovarem ou não a compra nos termos acordados em abril.

O Conselho de Administração do Twitter apelou aos acionistas para validarem o negócio, explicando que seria o último passo para a sua conclusão, embora tenham, também, afirmado este mês que a conclusão do negócio dependerá do «litígio pendente».

LINK ORIGINAL: Diario Noticias

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