Montenegro não quer andar «à bulha», Moreira da Silva quer PSD pronto para ir a eleições

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Quem olha de fora para o partido, constata Luís Montenegro, diz que «eles andam sempre à bulha» e «andam sempre a disputar quem é que está em melhores condições para executar um programa de afirmação e de intervenção nacional». Ora, «esse aspeto nós temos de o corrigir».

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O candidato à liderança do PSD, que falava durante o Conselho Nacional da JSD que decorreu em Chaves, defende que o partido tem de «privilegiar a unidade e a coesão interna» e evitar aquilo a que o país assistiu nos «últimos 25, 27 anos» no PSD. O que aconteceu? «Tantas mudanças de liderança, tantas guerras internas de liderança e aqui somos todos responsáveis, e eu assumo também a minha quota-parte, não tenho problema nenhum em dizê-lo». E além disso, sustenta, há «um estigma criado na sociedade portuguesa» sobre os dois últimos governos PSD que é preciso «combater, eliminar e erradicar».

Estando o passado analisado, resta o futuro que esbarra na ausência presente de «uma perceção das portuguesas e dos portugueses, dos jovens também, de que o PSD é verdadeiramente uma alternativa política ao PS e oferece condições de Governo diferentes, geradoras de mais oportunidades».

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Subscrever A solução, diz Luís Montenegro, é «não deixar escapar nada daquilo que o Governo tem em termos de incumprimento das expectativas e das promessas que estiveram na base da maioria absoluta que obteve nas urnas». Ou seja, explicou, «não vacilar quando o Governo falha, erra, temos de apontar os erros e também as alternativas que temos».

Exemplo de um erro? O caso dos médicos de família onde o «doutor António Costa falhou, incumpriu, desonrou a palavra que deu» porque hoje em Portugal «não só continua a haver muitos portugueses sem médico de família, como, «pior do que isso», há «mais hoje do que havia em 2015».

Alternativa? A disponibilidade demonstrada pela União das Misericórdias Portuguesas para ajudar o Estado a oferecer uma resposta a quem não tem médico de família.

Jorge Moreira da Silva, por seu lado, considera que «neste momento é fundamental que o PSD escolha uma solução que seja simultaneamente capaz de ser firme na oposição, combativa e enérgica», mas, avisa, sendo «suficientemente credível para gerar um movimento de esperança que reconquiste o nosso direito ao futuro e isso faz-se com política, não se faz apenas com retórica» .

O antigo vice-presidente do PSD e candidato à liderança diz ter «um plano para Portugal e esse plano não é para apresentar daqui a quatro anos, esse plano tem que ser apresentado já por duas razões, porque o PSD tem a obrigação de servir Portugal, não só no Governo, mas também na oposição».

E questionou «alguém pode garantir nesta sala [onde correu o Conselho Nacional da Juventude Social Democrata] que a legislatura vai durar quatro anos?».

Jorge Moreira da Silva quer, por isso, o partido preparado para disputar eleições «mais cedo» e acusou o Governo de estar entretido com «questões internas» de um primeiro-ministro «que quer um lugar» em Bruxelas.

«Não sabem para onde vão nem para onde nos levam, estão entretidos com questões internas de um primeiro-ministro que quer um lugar em Bruxelas e de seis ministros que querem o lugar do primeiro-ministro», afirmou.

E recordou, na sua interpretação, o sentido das palavras de Marcelo Rebelo de Sousa: «é que eu acho que o senhor Presidente da República quando, na tomada de posse do Governo, diz ao primeiro-ministro que o senhor já sabe se for para Bruxelas eu convoco eleições, não estaria seguramente a ficcionar».

As eleições diretas no PSD realizam-se daqui a uma semana, a 28 de maio, e o congresso do partido realizar-se-á de 1 e 3 de julho, no Porto.

LINK ORIGINAL: Diario Noticias

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