Militar português fica ferido em operação na República Centro-Africana - EntornoInteligente

Entornointeligente.com / expresso / Um militar português sofreu este domingo ferimentos ligeiros ao ser atingido por estilhaços de uma granada durante uma operação da missão das Nações Unidas em Bangui, capital da República Centro-Africana.

Segundo apurou o Expresso, o militar foi atingido numa operação de cerco e busca esta madrugada ao terceiro distrito de Bangui, na República Centro Africana, que é controlado por bando armado muculmano. A operação militar iniciou-se às 2h e às 6h da manhã ainda se ouviam tiros.

Segundo fonte militar, dezenas de elementos do bando armado conseguiram fugir do bairro e estão agora espalhados pela cidade em parte incerta.

O porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas afirmou entretanto à RTP que o militar português “sofreu ferimentos ligeiros”. O contingente português na República Centro-Africana conta atualmente com mais de uma centena de militares.

Este é o segundo incidente no espaço de uma semana envolvendo as forças militares portuguesas em Bangui. No sábado, 1 de abril, uma patrulha portuguesa naquela cidade africana havia sido atacada por um grupo armado, sem baixas a registar.

Nesse ataque, os militares portugueses responderam com tiros e gás lacrimogéneo, conseguindo dispersar os atacantes.

Segundo a France Presse, este foi o primeiro ataque contra os “capacetes azuis” no PK5, um bairro comercial de maioria muçulmana de Bangui, desde o reacendimento da violência naquela zona em finais de 2017.

Grupos armados disputam recursos do país Em finais de março, a missão da ONU ameaçou desmantelar todas as bases dos grupos armados presentes no bairro PK5, acusados de atos de violência e abusos contra os habitantes locais, caso estes não entregassem as armas.

A República Centro-Africana está num conflito desde 2013. As autoridades centro-africanas apenas controlam uma pequena parte do território nacional. Num dos países mais pobres do mundo, vários grupos armados disputam províncias pelo controlo de diamantes, ouro e gado.

Portugal integra a MINUSCA. No início de março, a 3.ª Força Nacional Destacada (FND) partiu para a República Centro-Africana: um contingente composto por 138 militares, dos quais três da Força Aérea e 135 do Exército, a maioria oriunda do 1.º batalhão de Infantaria Paraquedista.

Estes militares juntaram-se aos 21 que já estavam no terreno, sediados no aquartelamento de Bangui, desde o dia 18 de fevereiro.

Militar português fica ferido em operação na República Centro-Africana

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