Milhares de pessoas estão a mudar as fotos de perfil das redes sociais para uma imagem azul. Saiba porquê - Mundo - Correio da Manhã - EntornoInteligente
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Milhares de pessoas mudaram as suas fotografias de perfil, em todas as redes sociais, para um fundo com a cor azul crepúsculo. Este movimento começou com Mohamed Hashim Mattar, um engenheiro de 26 anos, que foi uma das vítimas dos massacres ocorridos no início deste mês de junho no Sudão. Dois dias antes da sua morte, Mohamed mudou a foto de usuário para um fundo azul com o objetivo claro de alertar o resto do Mundo para o que acontece no seu país. Após a sua morte, a família e os amigos decidiram homenagear Mattar e seguir-lhe o exemplo mudando também as suas fotos de perfil para a mesma imagem. Após a notícia do homicídio de Mattar chegar às redes sociais, as fotos de perfil com fundo azul tornaram-se um símbolo de solidariedade com as vítimas do regime no Sudão e, de certa forma, uma maneira de prestar homenagem àqueles que foram assassinados. De modo a silenciar os massacres e abafar o caso, o governo bloqueou o acesso à Internet há já três semanas para proibir as pessoas de divulgaram os crimes que estão a acontecer ao resto do Mundo. Esta paralisação da Internet tornou também impossível para o povo sudanês comunicar com os seus entes queridos. Muitas pessoas naquele país vivem atualmente com medo. Medo da violência, dos massacres e das ameaças por parte do governo. Na semana passada, as forças de segurança do Sudão abriram fogo contra manifestantes desarmados que mantinham preso um general militar em Cartum, capital do Sudão. A morte de mais de 100 pessoas e 600 feridos tornaram este o massacre mais mortífero desde que Omar al.Bashir, o ditador que esteve no poder durante 30 anos, foi forçado a deixar o poder antes de ser preso por militares em abril. De acordo com jornal The Guardian , os hospitais de Cartum registaram ainda 70 casos de violação de mulheres após o ataque aos manifestantes. Estes afirmaram que só vão pôr fim às manifestações quando o conselho militar decidir entregar o poder a um governo civil. Um representante do Sindicato dos Médicos do Sudão confirmou ainda, ao BuzzFeed News, que desde a passada quinta-feira, dia 20, mais de 120 pessoas estão desaparecidas. Continuar a ler

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