Mercados eufóricos com possibilidade de reeleição do Presidente argentino - EntornoInteligente

Entornointeligente.com / O peso argentino recuperou 2,33% face ao dólar, chegando a 44,87 pesos, a melhor cotação nos últimos dois meses.

Já a bolsa de valores de Buenos Aires subiu 6,3%, as ações de empresas argentinas em Wall Street aumentaram, em média, 18% e a taxa de risco-país caiu 9%.

A decisão de Macri de ampliar a coligação do governo para as próximas eleições, incorporando um peronista que lidera a maior bancada de legisladores no Senado, significa não apenas o aumento das possibilidades de o chefe de Estado ser reeleito, como também um aumento da força legislativa para aprovar um programa de reformas que está em negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Subscrever “Foi uma jogada importante que aponta também ao futuro. Não só ganhar as eleições, mas poder governar. Miguel Pichetto não soma muitos votos a Macri, mas permite maior governabilidade no parlamento”, observa a analista de política Mariel Fornoni, diretora da Management & Fit, especializada em opinião pública.

Os investidores preferem um candidato pró-mercado como Macri a um governo intervencionista como o da ex-Presidente Cristina Kirchner (2007-2015), que anunciou, em maio, que será candidata a vice-presidente na candidatura a presidente de Alberto Fernández, que ela mesma designou.

Para os analistas, um governo de Alberto Fernández seria, de facto, conduzido por Cristina Kirchner.

“O peronismo tentava uma reunificação em torno de Cristina Kirchner. Esta decisão de Macri de somar Pichetto gera uma rutura nessa estratégia e pode ser determinante. A questão é saber como os eleitores vão reagir”, avalia o também analista Sergio Berensztein.

As sondagens apontam uma luta acérrima entre o atual Presidente, Mauricio Macri, desgastado pela recessão económica associada a uma inflação galopante, e Cristina Kirchner, desgastada pelos escândalos de corrupção.

“A disputa eleitoral fica polarizada: aquilo que só aconteceria numa eventual segunda volta, pode acontecer a partir de agora. Essa decisão altera toda a dinâmica do processo eleitoral e pode mesmo definir-se em primeira volta”, considera Berensztein.

A primeira volta das eleições presidenciais será em 27 de outubro, enquanto a segunda volta está marcada para 24 de novembro.

Na Argentina, bastam 45% de votos para uma vitória na primeira volta ou 40% desde que haja uma diferença de 10 pontos percentuais sobre o segundo classificado.

“Numa segunda volta, as forças políticas consideradas democráticas vão apoiar Macri para evitar o regresso de um populismo que Cristina representa. Esse alinhamento começou agora com um segmento importante do peronismo liderado por Pichetto, chefe da maior bancada no Senado”, segundo o analista Berensztein.

Em duelo nas eleições vão estar dois modelos de país antagónicos. De um lado, o atual de Macri, liberal, com fortalecimento das instituições e aberto aos mercados. De outro, o de Cristina Kirchner, populista, com forte intervenção na economia e de hiper concentração do poder em detrimento das instituições.

“Nunca é bom que o passado volte”, afirmou o peronista Pichetto em relação a Cristina Kirchner, numa conferência de imprensa no Senado.

A estratégia da candidatura de Pichetto é associar a imagem de Cristina Kirchner à da Venezuela de Nicolás Maduro, com quem a Argentina teve um vínculo estreito até à chegada de Macri à presidência em dezembro de 2015.

LINK ORIGINAL: Diario Noticias

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