Marcelo em Timor. Reforçar laços entre países com «saudades do futuro»

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A primeira visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Timor-Leste terminou este sábado com a promessa de um regresso e um convite aceite pelo presidente timorense, José Ramos-Horta, que visitará Portugal por ocasião da Web Summit. Na despedida, o Presidente da República saudou a jovem democracia timorense como «um sucesso no mundo».

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Já na fase final da primeira visita que fez a Timor-Leste, para participar na cerimónia de tomada de posse de José Ramos-Horta como presidente da República, e nas comemorações oficiais dos 20 anos da restauração da independência, o chefe de Estado sublinhou que a independência de Timor foi «a causa que mais uniu os portugueses» . E, dirigindo-se a Ramos-Horta e ao papel que o Nobel de Paz de 1996 desempenhou na resistência timorense à ocupação indonésia, considerou como «uma justiça» que tenha sido eleito pela segunda vez para a presidência de Timor: «Está já na galeria da História, mas está também ao mesmo tempo a servir o seu povo fazendo ainda mais História. Isto é muito raro», referiu Marcelo, citado pela agência Lusa, falando durante um encontro com a comunidade portuguesa na capital timorense, Díli. Ramos-Horta devolveu as palavras: «Senhor Presidente, é mesmo muito popular. Está toda a gente aqui por sua causa . Um caloroso abraço a si, leve o abraço para Portugal».

Foi a despedida de uma preenchida visita de três dias, que teve início na última quinta-feira, e durante a qual Marcelo Rebelo de Sousa pôs a tónica no aprofundamento da cooperação entre os dois países, potenciada pela língua comum. Nesse sentido, o Presidente da República deixou expressa a vontade política de alargar o projeto Centro de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE). «Passaram uns anos e o projeto está a caminhar, vai caminhar mais, vai ser mais ambicioso. Queremos ter mais professores e mais escolas e formar mais professores e formadores timorenses», afirmou Marcelo, destacando a presença de «200 professoras e professores que todos os dias, em todos os pontos do território de Timor, estão a trabalhar pela sua pátria».

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Subscrever A questão da língua tinha já sido destacada pelo Presidente da República numa palestra improvisada a estudantes da Universidade Nacional de Timor Lorosa»e, onde pediu aos jovens timorenses que valorizem a «a sorte de nascer num país que tem a quinta língua mais falada do mundo». «O francês é menos falado do que o português, de longe. Nós damos uma sova à língua francesa, eles não gostam de ouvir falar nisso, mas é verdade. E aos alemães, nós em língua aos alemães é dez a zero» , disse Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando que também as universidades dos dois países devem estreitar laços.

Um princípio que o chefe de Estado português quer ver também aplicado ao mais alto nível entre os dois «países irmãos» que, para lá da forte ligação do passado, devem sobretudo olhar para a frente – que têm «saudades do futuro», na expressão que utilizou na sexta-feira, no discurso no Parlamento Nacional de Timor-Leste. Um reforço da cooperação que José Ramos-Horta também sublinhou no dia de ontem, após um encontro com Marcelo no Palácio Presidencial, pedindo-lhe «para pensar nas oportunidades que virão com a futura próxima adesão de Timor à ASEAN [Associação de Nações do Sudeste Asiático]»: «Gostaríamos de ter aqui investidores portugueses em Timor, pensando nesse grande mercado de 700 milhões de pessoas, quatro triliões de dólares . Seria uma grande oportunidade para nós e também para os empresários portugueses».

O encontro no Palácio Presidencial, onde esteve também Xanana Gusmão – o anterior presidente da República timorense – decorreu depois de uma visita ao Arquivo e Museu da Resistência Timorense (AMRT), num percurso que começou com a chegada dos portugueses ao país, há mais de 500 anos, e se estende à história da resistência timorense à ocupação indonésia. Com Lusa

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LINK ORIGINAL: Diario Noticias

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