‘Mamãe está aqui’: matriarcas se mobilizam nos Estados Unidos para proteger manifestantes  - EntornoInteligente
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PORTLAND — Na enxurrada de vídeos e postagens nas redes social que surgiram dos protestos em Portland, Oregon, mães ativistas estão por toda parte. Elas cantam canções de ninar e, de braços dados, formam uma barricada humana entre manifestantes e agentes federais. Algumas usam respiradores, máscaras de gás e capacetes. Algumas distribuem girassóis.

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Em uma noite de protestos na semana passada, elas entoaram: “Federais, fiquem longe! As mães estão aqui!”. Em outra noite, gritaram a palavra “mama” repetidamente, ecoando o último apelo de George Floyd, homem negro que foi morto sufocado por um policial branco, em maio.

O “Muro das Mães”, como o grupo se autodenomina, formou-se após Beverley Barnum, de 35 anos, mãe de dois filhos em Portland, ver nas redes sociais vídeos de agentes federais colocando manifestantes em veículos sem identificação. Através de um grupo no Facebook, ela reuniu dezenas de mães para irem a uma manifestação na noite de 18 de julho.

Desde então, o movimento participa de todos os protestos em Portland, com centenas de mulheres vestidas de amarelo para se identificarem como participantes do grupo. Um muro dos pais também se uniu à linha de frente das manifestações, muitos carregando sopradores de folhas para redirecionar o gás lacrimogêneo que os agentes federais lançam contra os manifestantes.

A iniciativa se espalhou pelos Estados Unidos e, recentemente, mais mães começaram a se unir às manifestações em diversos estados — como Missouri, Carolina do Norte, Alabama, Texas, Chicago e Maryland — onde cenas violentas entre policiais e manifestantes se tornaram comuns nos últimos meses.

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O “Muro das Mães” existe para proteger os manifestantes e ampliar suas reivindicações, conforme explicam os organizadores dos protestos. Elas são orientadas a procurar as organizações locais do Black Lives Matter e que lutam pela justiça racial. As matriarcas também recebem dicas dos ativistas: não falar em protestos a menos que sejam solicitadas e doar quaisquer fundos arrecadados para organizações lideradas por negros.

As mães sempre tiveram um papel nos movimentos sociais. Mas, desta vez, a maioria das mulheres envolvidas é branca e muitas estão indo a protestos pela primeira vez. Isso, porém, não tira o protagonismo das matriarcas negras. 

— Mães negras estão liderando isso — disse Jennifer Kristiansen, de 37 anos, advogada e membro do “Muro das Mães”. — As mães não só apareceram algumas noites atrás. Mães negras sempre estiveram lá.

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Para alguns ativistas de longa data, a participação do grupo mostra como o movimento contra o racismo e a brutalidade policial se espalhou e ganhou força pelo país.

— Essas mães estão percebendo que as pessoas precisam de proteção — explica Nicole Roussell, de 32 anos, que ajudou a organizar um protesto no sábado em Washington, onde os membros do “Muro das Mães” apareceram.  — Elas estão surgindo espontaneamente em todo o país, dias antes do protesto e se juntando às manifestações. Isso mostra que o movimento atual está ficando mais amplo e profundo.

LINK ORIGINAL: OGlobo

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