Maioria da esquerda reduz poderes de Marcelo, dramatiza Cristas - EntornoInteligente
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Uma maioria da esquerda de dois terços no Parlamento poria em causa os poderes do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. É este o cenário invocado pela presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, para mobilizar o voto à direita que, reconhece, está desaparecido desde as europeias de 26 de Maio e nas sondagens.

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A dramatização é completada com exemplos da irrelevância presidencial com maioria reforçada da esquerda. “Será uma maioria maior da esquerda, que superará qualquer veto presidencial”, assinala Assunção Cristas.

E concretiza, na base de que uma maioria de dois terços à esquerda no hemiciclo pode reverter os vetos de Belém em leis orgânicas, eleitorais ou na delimitação de sectores. “Aí o Presidente escusa de tentar vetar as barrigas de aluguer, a eutanásia, o financiamento dos partidos. Não vai ter ganho de causa”, prognostica.

Para além do alerta aos eleitores da direita sobre o que se joga nas legislativas de 6 de Outubro, a presidente do CDS demarca-se da proposta de redução de impostos do PSD de Rui Rio que contempla um aumento do investimento público. “Para nós é mais importante baixar impostos do que aumentar a despesa do Estado”, afirma.

Embora refira a disponibilidade de diálogo com o PSD caso haja uma maioria de deputados à direita, Assunção Cristas não deixa de fazer uma crítica velada a Rio. “A diferença é que o CDS sempre disso que é para isto [diálogo à direita] que está a trabalhar e não vê espaço para dar um apoio de uma legislatura ao PS”, destaca.

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Subscrever × Em relação ao seu futuro à frente do CDS-PP se o escrutínio das legislativas vier a confirmar as previsões das sondagens do pior resultado de sempre do seu partido, Cristas não é explícita. “Trabalho todos os dias para que a direita não tenha esse resultado, porque seria dramático para o país. Compete-me batalhar para que não aconteça”, responde.

“Não estou preocupada comigo, estou preocupada com o país”, repete uma vez mais. Quanto às posições do líder da Juventude Popular (JP) em relação ao despacho do Governo sobre casas de banho escolares de crianças transgénero , consideradas como reflectindo as posições mais à direita do CDS, a líder desdramatiza.

“É um tema delicado e que tem de ter uma resposta caso a caso”, sustenta. “O CDS tem uma posição clara, acompanhada pelo líder da JP. O tom que cada um utiliza é o seu próprio tom”, argumenta. 

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