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Liga de mulheres extraordinárias (com poderes sobrenaturais)

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Se a premissa de The Nevers tem essência de comics é porque a mente por trás deste universo é Joss Whedon, um dos autores da banda desenhada Astonishing X-Men , criador da série Buffy, Caçadora de Vampiros e realizador de dois filmes da saga Os Vingadores. Abrimos aqui um parêntesis para dizer que Whedon afastou-se do projeto em novembro, por alegado cansaço, tendo realizado apenas os dois primeiros episódios, e mais recentemente surgiram sobre ele acusações de má conduta profissional e “ambiente tóxico” noutras equipas de trabalho que não a presente… Grande parte da imprensa americana pegou nisto e dedicou longos parágrafos ao caso, misturando a apreciação da série com o perfil manchado do seu criador. Pois bem, esclareça-se desde já que uma coisa não belisca a outra. É perverso gerar um discurso que nada tem que ver com o objeto produzido, desde logo, por uma equipa vasta. The Nevers tem tudo para se revelar uma das apostas fortes da HBO e não merece má publicidade com questões externas ao seu estrito universo criativo

Uma jovem que consegue transformar qualquer coisa em vidro, outra que se expressa numa amálgama de idiomas (menos o inglês nativo), uma mulher que quebra tudo aquilo em que toca e uma adolescente que se destaca pelos seus três metros de altura. Estes são alguns dos seres femininos com poderes sobrenaturais, ou características invulgares, no coração da série The Nevers , uma história que tem lugar na sociedade vitoriana e gera um caos de fantasia nesse ambiente de época. As referidas mulheres são chamadas The Touched, porque, num dia de verão de 1896, no que parece ter sido uma espécie de evento cósmico, foram “tocadas” por partículas de uma misteriosa estrutura (nave?) que atravessou o céu de Londres. Três anos depois, elas estão a viver num orfanato, mas há muitas outras desprotegidas espalhadas pela cidade que escondem a sua condição por serem consideradas uma “praga” e, consequentemente, alvo de perseguição.

Se a premissa de The Nevers tem essência de comics é porque a mente por trás deste universo é Joss Whedon, um dos autores da banda desenhada Astonishing X-Men , criador da série Buffy, Caçadora de Vampiros e realizador de dois filmes da saga Os Vingadores. Abrimos aqui um parêntesis para dizer que Whedon afastou-se do projeto em novembro, por alegado cansaço, tendo realizado apenas os dois primeiros episódios, e mais recentemente surgiram sobre ele acusações de má conduta profissional e “ambiente tóxico” noutras equipas de trabalho que não a presente… Grande parte da imprensa americana pegou nisto e dedicou longos parágrafos ao caso, misturando a apreciação da série com o perfil manchado do seu criador. Pois bem, esclareça-se desde já que uma coisa não belisca a outra. É perverso gerar um discurso que nada tem que ver com o objeto produzido, desde logo, por uma equipa vasta. The Nevers tem tudo para se revelar uma das apostas fortes da HBO e não merece má publicidade com questões externas ao seu estrito universo criativo.

Fechando o parêntesis, curiosamente, é também com uma situação de publicidade nociva que se deparam as The Touched, já que uma delas denigre a imagem do todo: Maladie, uma serial killer (estilo vilão Joker), com um gangue ao seu serviço, espalha o terror entre a população londrina. Contra esta e outras ameaças mais secretas, as duas protagonistas da história, Amalia (Laura Donnelly) e Penance (Ann Skelly), responsáveis pelo orfanato que acolhe as órfãs da sociedade, atuam com abordagens distintas: a primeira, à base de murros e bofetadas, a segunda, com apetrechos inovadores. Amalia, para além de ser uma lutadora com habilidades extraordinárias, tem como dom paranormal a capacidade de vislumbrar fragmentos do futuro próximo; já Penance, inventora de máquinas e aparelhos geniais, consegue ver a eletricidade no ar.

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Subscrever Amalia, para além de ser uma lutadora com habilidades extraordinárias, tem como dom paranormal a capacidade de vislumbrar fragmentos do futuro próximo.

Este espírito de arte (marcial) e engenho é, de resto, um dos aspetos mais interessantes de uma série que põe o foco na entreajuda feminina e no seu sopro de modernidade. São heroínas de carregado sotaque britânico e raciocínio rápido, cujos poderes intimidam o patriarcado. Daí que a classe política olhe para elas como fator de desordem e dite a sua marginalização dentro do quadro da hierarquia social – as pessoas “tocadas” são principalmente mulheres e de classe baixa, de diferentes origens étnicas, e, como se diz a certa altura, nenhum “homem de estatura” entra na estatística da enfermidade. Mal sabem eles…

Enigmas a vapor Na tradição das séries de fantasia, The Nevers e a sua índole feminista reúnem qualidades que superam o exuberante design de produção, guarda-roupa e quejandos. No entanto, não se pode dizer que tenha grandes pretensões para lá da divertida transversalidade de géneros. É sobretudo isso que está em jogo. Com uma dinâmica fluida e agilidade suficiente, a sua aparência de drama histórico dá por vezes lugar à intriga de ficção científica, e esta, aqui e ali, converte-se em narrativa detetivesca. Há romance no ar, pitadas de humor e as cenas de ação nunca se ficam pelos gestos batidos dos filmes de super-heróis. Veja-se, por exemplo, no terceiro episódio, um combate com um assassino que caminha sobre a água enquanto a potencial vítima tenta escapar-lhe entre malabarismos espontâneos e apneias… A imaginação desta cena extravasa qualquer lógica de caderno de encargos.

E depois temos um conjunto variado de personagens de outras esferas que consolidam a mitologia de um universo com perspetiva de crescimento. Há uma herdeira (Olivia Williams) que financia o orfanato, um inspetor (Ben Chaplin) que segue de perto os mistérios que envolvem a comunidade de “tocados”, um aristocrata excêntrico (James Norton) que dirige um clube de sexo, um cirurgião louco (Denis O”Hare) e outros senhores do crime, entre forças obscuras.

Com atrasos na produção, devido à pandemia, a primeira temporada de The Nevers será dividida em duas partes, a primeira com seis episódios. Quem aceitar o convite, muito provavelmente vai ficar preso à realidade complexa (não no sentido do estímulo filosófico), colorida e refrescante, que se apresenta sob a forma de trajes de época prontos a rasgar e um submundo com enigmas a vapor. Já para não falar dos laços que crescem dentro do orfanato improvisado ao jeito de A Casa da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares. Como diz a herdeira filantropa interpretada por Olivia Williams, “é o fim de um século.”

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