Líderes negam influência de partidos sobre vice-presidentes da Caixa - EntornoInteligente

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BRASÍLIA – Líderes de partidos ligados aos quatro vice-presidentes da Caixa, afastados dos cargos por suspeita de irregularidades no órgão, comentaram, nesta quarta-feira, a situação dos executivos investigados. Em todos os casos, os dirigentes negaram que seus partidos tenham alguma influência sobre a atuação dos executivos na Caixa.

O líder do Partido Republicano Brasileiro (PRB) na Câmara, deputado Cleber Verde (MA), disse que Antônio Carlos Ferreira, um dos vice-presidentes afastado, não foi indicado pelo PRB e que o apoio do partido ao executivo era apenas por sua manutenção no cargo. O parlamentar defendeu que o afastamento era uma oportunidade para os investigados se explicarem:

– Ele já era vice antes mesmo da gente dar apoio à ele. O que o PRB fez, por alguns membros do partido conhecê-lo, foi ratificar o apoio do partido para a manutenção dele. Ele, óbvio, tem nos ouvido quando algum membro da bancada tem alguma dúvida ou precisa de algum esclarecimento sobre as ações da Caixa. Não foi uma indicação, foi um apoio de manutenção. E esse afastamento é uma oportunidade que os vice-presidentes têm de esclarecer, fora dos cargos, os fatos que estão sendo questionados – explicou o líder do PRB, deputado Cleber Verde.

O Partido da República (PR), citado por Deusdina dos Reis Pereira como o partido que dava suporte político à ela, confirmou que indicou seu nome para o cargo e disse que agora aguarda o resultado das apurações:

– Realmente o partido avalizou a permanência dela como vice-presidente definitivo, porque ela estava como interina, então foi uma indicação do PR. Agora, ela é uma funcionária de carreira da Caixa, o que resta é esperar o resultado dessas apurações. Espero que não seja identificado nada que venha prejudicá-la, aí certamente ela voltará. Senão é outra situação que a gente tem que analisar – afirmou o líder do PR na Câmara, deputado José Rocha (BA).

Indagado sobre a relação de Deusdina com o partido, José Rocha disse não ter conhecimento de tratativas de colegas de sua legenda com a vice-presidente da Caixa:

– Eu, como líder, nunca estive no gabinete dela. Eu estive lá tratando de assuntos de interesse do meu estado com o Occhi (presidente da Caixa), mas com ela eu nunca estive tratando nada. E não tenho conhecimento que colegas nossos tenham tido nenhuma tratativa. Ela nunca participou de reuniões de bancadas, nem do partido – reforçou o líder do PR.

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O Partido Progressista (PP) também foi apontado como um dos partidos vinculado com um dos vice-presidentes afastados. O líder da legenda na Câmara negou, mas disse não ver problema na relação dos partidos com os executivos:

– Apesar de eu não ver nada de errado nos vices terem ligação com os partidos, não há nenhum deles que tenha ligação com o PP – afirmou o deputado Arthur Lira, líder do PP.

Mais cedo, o peemedebista Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, declarou que sua relação com Roberto Derziê de Sant’Anna, um dos vice-presidentes afastado, era “uma relação de natureza funcional” . De acordo com um relatório de investigação interna, Roberto Derziê e Moreira Franco possuíam uma relação de proximidade e, por vezes, Derziê recebeu pedidos de Moreira. Roberto Derziê também é apontado como uma indicação pessoal do presidente Michel Temer, conforme já reconheceu Palácio do Planalto no ano passado.

Líderes negam influência de partidos sobre vice-presidentes da Caixa

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