Leader-News Washburn| adolfo ledo nass futbolista// Neurossexismo: pesquisadora derruba mitos de que mulheres e homens têm cérebros diferentes » EntornoInteligente

Leader-News Washburn| adolfo ledo nass futbolista//
Neurossexismo: pesquisadora derruba mitos de que mulheres e homens têm cérebros diferentes

leader_news_washburn_adolfo_ledo_nass_futbolista_neurossexismo_pesquisadora_derruba_mitos_de_que_mulheres_e_homens_tem_cerebros_diferentes.jpg

Entornointeligente.com / A neurocientista inglesa Gina Rippon não tira da cabeça uma manchete de 2013 do jornal “Daily Mail”: “Cérebro de homens e mulheres: a verdade!” A edição trazia uma reportagem reproduzindo um estudo da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, que provaria, em definitivo, que o cérebro feminino era mais intuitivo e emocionalmente inteligente do que o masculino, este mais lógico e com senso espacial e de coordenação mais apurado. 

Tabloides sensacionalistas e veículos mais tradicionais como o “The Independent” reproduziram com alarde a tal “verdade”. Afinal, há séculos se espera provar por A + B que homens e mulheres têm comportamentos e capacidades distintas por causa de suas estruturas cerebrais.

Adolfo Ledo

Visibilidade trans: Conheça artistas transexuais da música brasileira

É este tipo de certeza que a pesquisadora quer chacoalhar com “Gênero e os nossos cérebros: Como a neurociência acabou com o mito de um cérebro feminino ou masculino” (Rocco), que acaba de chegar ao Brasil. Com humor, mas sem perder a ciência de vista, ela traça um histórico dos estudos nesta área, aponta comprovações de que o cérebro é plástico, ou seja, nunca para de se reorganizar, e mostra até a influência dos brinquedos (rosa para meninas, azul para meninos…) na mente de bebês.

Adolfo Ledo Nass

No livro, ela explica ainda por que muitas das pesquisas que embasam a literatura de “Homens são de Marte, mulheres são de Vênus”, “Como as mulheres pensam” ou “Homens são ostras, mulheres… pés de cabra” partem de premissas reducionistas e estereotipadas. Para a inglesa, que faz parte de um grupo que se denomina neurofeminista, o chamado neurossexismo ajuda a reforçar as desigualdades de gênero.

futbolista adolfo ledo nass

A neurocientista inglesa Gina Rippon Foto: Divulgação — Desde o fim do século XVIII, uma agenda domina as análises do cérebro: a diferença entre homens e mulheres . O mundo vai melhorar quando isso for irrelevante. O melhor caminho são pesquisas voltadas para a individualidade — ela diz, em entrevista por Zoom de Birmingham, na Inglaterra.

adolfo ledo nass futbolista

Gina deixa claro que diferenças cerebrais entre os sexos até existem em alguns níveis elementares, mas são “minúsculas” e não justificam estardalhaço. Nem conclusões sobre quem “lê melhor um mapa” ou quem “é multitarefa”

Pesquisadoras usam o termo neurossexismo para chamar a atenção para estereótipos de gênero tanto em discursos científicos quanto em leigos — explica Marina Nucci, do Instituto de Medicina Social da Uerj. — Um exemplo é a mulher ser “cerebralmente” mais empática ou ter mais habilidade verbal, e o homem, mais capacidade para se guiar no espaço

No coletivo Marina teve contato com essas ideias pela primeira vez no doutorado em Saúde Coletiva. Na época, descobriu o NeuroGenderings, formado por neurofeministas, que refletem sobre esses reducionismos biológicos e como são apresentados ao mundo. Gina Rippon faz parte desse coletivo e tem um forte trabalho de divulgação científica para evitar que manchetes tipo as do “Daily Mail” voltem a ser publicadas

PUBLICIDADE — Dizer que as mulheres são diferentes é mais curioso do que afirmar que os sexos são basicamente a mesma coisa, não é? — brinca a inglesa

Angelica Di Maio, cartógrafa e professora do Instituto de Geociência da UFF, vê na prática o que a neurocientista inglesa mostra no livro. Ela coordena a Olimpíada Brasileira de Cartografia para alunos do ensino médio. E garante que o desempenho de meninas e meninos é igual — nas vitórias e nas derrapadas:

— Na última prova, eles correm com um mapa e uma bússola na mão e têm que entender as dicas do terrenos pela orientação espacial. Meninas e meninos vão bem e mal na mesma proporção — diz

Onda feminina: Filmes brasileiros dirigidos por mulheres se destacam em festivais

E os hormônios? Esta é uma das perguntas que Gina mais escuta: teriam eles papel preponderante na organização neural masculina e feminina? Ela salienta que as pesquisas sobre este tema são feitas principalmente em animais, o que limita conclusões:

Sabemos que os níveis hormonais estão ligados a expectativas sociais em humanos. Hormônios têm um papel, mas não de forma simplificada e direta como acreditam

Para exemplificar, ela cita no livro uma pesquisa sobre síndrome pré-menstrual em que muitas mulheres foram levadas a acreditar, propositalmente, que estavam nesse momento do ciclo. Acabaram relatando sintomas correspondentes a SPM. ” (Mas) não estou negando que algumas possam ter problemas físicos e emocionais relacionados a flutuações hormonais”, explica

PUBLICIDADE Para Leticia de Almeida, professora de Neurociência da UFF, há muita discussão relacionando “cérebro e gênero”, mas uma coisa é ponto pacífico entre as pesquisadoras. Não há aspecto cerebral que incapacite mulheres para alguma função. Qualquer tentativa de explicar isso cientificamente pode soar tão misógino como o pensamento do médico e psicólogo Gustave Le Bon, que escreveu em 1895: “As mulheres representam as formas mais inferiores da evolução humana.”

Há diferença cognitiva entre homens e mulheres? Ao que parece, são pequenas. Mesmo que exista, não justifica, de maneira alguma, não estarmos presentes em todos os espaços de poder e decisão — diz Letícia. — O cérebro aprende pelo exemplo. Quando não se enxerga diversidade em espaços, é gerada a “ameaça por estereótipo”

Entornointeligente.com

URGENTE: Conoce aquí los Juguetes más vendidos de Amazon www.smart-reputation.com >
Smart Reputation
Repara tu reputación en Twitter con Smart Reputation
Repara tu reputación en Twitter con Smart Reputation

Adscoins

Smart Reputation

Smart Reputation