Juros do cartão de crédito e cheque especial caem em 2017, mas se mantêm acima de 300% ao ano - EntornoInteligente

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BRASÍLIA – A taxa média do cartão de crédito encerrou 2017 a 334,6 % ao ano – queda de 163,1 pontos percentuais em relação ao registrado em 2016. No primeiro trimestre do ano passado, entraram em vigor as novas regras para essa modalidade – a mais cara para os consumidores, que limitaram o uso prolongado do crédito rotativo e forçaram uma queda nos juros. Isto aconteceu tanto no uso regular do cartão (quando o cliente paga só 15% da fatura), quanto no uso não regular (não quita nem esse percentual). Por outro lado, a taxa cobrada no parcelamento na divida do cartão – alternativa oferecida pelo setor para regularizar a situação do cliente – os juros subiram R$ 15,4 pp, para R$ 169,2% ao ano, permanecendo ainda em patamar elevado.

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No caso do cheque especial, os juros médios encerram 2017 em 323% ao ano – com redução de 5,6 pp na comparação com o custo registrado em 2016, segundo relatório divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira. No último trimestre do ano, a taxa subiu 1,7 pp.

Ao divulgar os dados, o chefe do Departamento Estatístico do BC, Fernando Rocha, disse que, apesar da redução nos juros, o consumidor deve evitar o uso frequente das duas modalidades de crédito:

– As taxas são bastante elevadas nessas modalidades. As pessoas devem planejar seus orçamentos e gastos a fim de que permaneçam no cheque especial e no cartão o menor tempo possível – disse Rocha, acrescentando que em dezembro os consumidores usaram o 13 º salário para sair do especial e fazer compras à vista no cartão de crédito.

De acordo com o BC, os juros médios nas operações de crédito com recursos livres (podem ser emprestados livremente pelos bancos) alcançaram 40,3% em 2017. No caso das pessoas físicas houve queda de 17,3 pp na comparação com a taxa cobrada no ano anterior. Para as empresas, o custo ficou 21,5 % ao ano, com queda de 6,6 pp, no período.

Como os juros médios caíram também em função da trajetória de queda na Selic (taxa básica), o spread (diferença entre o custo de captação dos bancos e o valor cobrado do consumidor) também caiu 8,5 pp , fechando 2017 a 31,8 % ao ano – acompanhado de redução na inadimplência. Com recursos livres para pessoas físicas, a taxa ficou 5,2 % no ano passado e para as empresas, 4,5 % – queda de 0,8 pp no ano.

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CRÉDITO CAI 0,6% EM 2017

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro alcançou R$ 3,086 trilhões em dezembro – alta de 0,7% em relação ao mês anterior e redução de 0,6% em 12 meses. É o segundo resultado anual seguido no vermelho e influenciado sobretudo pela queda nos financiamentos voltados às empresas, em meio à lenta recuperação da atividade econômica após a recessão. Em dezembro, apresentaram expansão as concessões para pessoas físicas e pessoas jurídicas, na comparação com os dados registrados ao final de 2016.

Na avaliação do BC, o ritmo do crédito está em linha com a recuperação da atividade econômica. Ele lembrou que as concessões se recuperam ao longo do ano, sobretudo para pessoas físicas.

– O crédito iniciou processo de recuperação, que é gradual. Algumas modalidades saíram na frente, e outras não. Ele parece alinhado com recuperação da atividade que a gente viu ao longo de 2017 – afirmou Rocha. O volume total de crédito na economia atingiu 47,1% do Produto Interno Bruto (PIB), alta de 0,2 pp em relação a 2016.

Juros do cartão de crédito e cheque especial caem em 2017, mas se mantêm acima de 300% ao ano

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