Itália e Espanha têm protestos contra toque de recolher para conter segunda onda de Covid-19 » EntornoInteligente
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ROMA — Protestos tomaram as ruas da Itália e de alguns pontos da Espanha na segunda-feira, em repúdio às novas restrições impostas pelo governo para fazer frente à segunda onda da Covid-19 . Na Península Itálica, confrontos pontuais foram registrados em ao menos duas grandes cidades do Norte, região mais afetada durante a primeira onda da doença, com saques e episódios de violência.

No centro de Turim, em Piemonte, a violência se concentrou ao redor de um shopping de luxo, com saques a lojas de marcas como Gucci, Louis Vuitton e Apple. Segundo as autoridades, cinco pessoas foram denunciadas por furto e danos ao patrimônio. Entre os responsáveis, conta a agência Ansa, estavam integrantes de torcidas organizadas e de movimentos de extrema direita infiltrados em um protesto anteriormente pacífico. Peças apreendidas foram devolvidas aos lojistas nesta terça.

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O pequeno grupo, majoritariamente jovem, teria lançado sinalizadores e coquetéis molotov contra a tropa de choque. Para dispersá-los, a polícia da rica região de Piemonte usou gás lacrimogêneo. Bares e restaurantes também foram vandalizados, e cerca de 10 agentes de segurança precisaram de atendimento médico em razão de ferimentos.

Horas antes, no mesmo local, cerca de 300 taxistas protestaram contra o colapso do setor turístico e a falta de passageiros. Já em Milão, ao menos 28 pessoas foram presas durante manifestações que terminaram com bondes vandalizados, lixeiras incendiadas e algumas janelas quebradas, segundo agências de notícia. Coquetéis molotov e artefatos similares também foram lançados contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo.

PUBLICIDADE — Liberdade, liberdade, liberdade — gritavam os manifestantes.

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No domingo, o governo italiano anunciou que bares e restaurantes deverão encerrar suas atividades às 18h, antes do jantar. Cinemas, piscinas públicas, academias e outros espaços públicos precisarão ser fechados para fazer frente à segunda onda. Tanto Piemonte quando a Lombardia, que chegou a ser epicentro global da pandemia em março, também impuseram toques de recolher noturnos.

Ao contrário da quarentena total do início do ano — essencial para que o país controlasse a segunda onda —, recebida com pouca resistência, desta vez as vozes dissidentes têm mais força. Comerciantes, donos de restaurantes, prestadores de serviço e pequenos e médios empreendedores, por exemplo, bastante impactados pelos efeitos econômicos da paralisação, afirmam que novas medidas podem levá-los à falência.

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Buscando acalmar as tensões, o governo disse que irá apresentar um pacote de medidas nesta terça para ajudar negócios afetados pelas novas restrições. A Itália soma hoje 542.789 casos de Covid-19, com mais de 37 mil mortes. O país lida com um aumento de casos desde o meio de agosto, mas os novos diagnósticos se aceleraram consideravalmente ao longo deste mês. No dia 1, foram registrados 1.850 infecções; na segunda-feira, o número passou de 21,7 mil.

PUBLICIDADE — Eu acho que todos nós vamos sofrer um pouco neste mês, mas com essas restrições, poderemos respirar de novo em dezembro — disse o premier Giuseppe Conte em uma entrevista coletiva no domingo, em que disse entender a frustração popular.

A previsão é que a economia do país, o primeiro a impor um confinamento total, ainda em março, encolha cerca de 10% neste ano. Os protestos são pequenos e majoritariamente pacíficos, apesar de serem registrados em diversos pontos do país. Confrontos também foram registrados em Nápoles, onde pediu-se a renúncia do governo local. Atos menores também ocorreram em cidades como Treviso, Latina, Palermo e Siracusa.

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Assim com a Itália, a Espanha também foi palco de protestos em repúdio ao toque de recolher nacional, que passou a valer no domingo e vai das 22h às 6h. Um pequeno grupo se reuniu no centro de Barcelona na noite de segunda-feira para protestar contra os governos local e nacional.

Novas restrições são adotadas por uma série de países europeus, como França, Dinamarca, Reino Unido, Bélgica e República Tcheca, para fazer frente à segunda onda, que ganha força com a aproximação do inverno. Apenas na semana passada, segundo a Organização Mundial da Saúde, foram registrados 1,3 milhão de novos casos.

PUBLICIDADE Na terça-feira, a Rússia também acirrou suas medidas de restrição, obrigando a população a usar máscaras em lugares públicos como estacionamentos, elevadores, taxis e espaços lotados. Há ainda recomendações para que as autoridades regionais considerem um toque de recolher noturno para bares e restaurantes entre 23h e 6h. O país, tem hoje, o quarto maior número de infecções do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos, da Índia e do Brasil. Nas últimas 24 horas, foram registradas 16.550 novos diagnósticos, quantia que vem aumentando nas últimas semanas.

LINK ORIGINAL: OGlobo

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