"É injusto" que funcionários em greve recebam salários, diz ministro das Finanças guineense » EntornoInteligente

“É injusto” que funcionários em greve recebam salários, diz ministro das Finanças guineense

_e_injusto_que_funcionarios_em_greve_recebam_salarios_2C_diz_ministro_das_financas_guineense.jpg

Entornointeligente.com / O ministro das Finanças da Guiné-Bissau, João Fadiá, lamentou “profundamente” a greve que está a afetar o setor da Função Pública e considerou injusto que os funcionários grevistas continuem a receber os salários na íntegra.

“Eu, pessoalmente, lamento profundamente que isto esteja a acontecer. Estamos no mês de março e as greves começaram em dezembro e até aqui o Governo tem pagado integralmente os salários. Essas pessoas que fazem greve não faltam aos guichets dos bancos para levantar os salários, o que é injusto” , afirmou João Fadiá, em entrevista à agência Lusa.

O governante salientou que o Ministério das Finanças poderia estar a “fazer cumprir ou a respeitar a legislação sobre a lei da greve, que é descontar os funcionários que não comparecem”, mas que não está a fazê-lo por falta de elementos do Ministério da Administração Pública, adiantando que isso será implementado no “seu devido tempo”.

Fechar Subscreva as newsletters Diário de Notícias e receba as informações em primeira mão.

Subscrever A União Nacional de Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) iniciou em dezembro uma série de greves para reivindicar o cumprimento das contratações da função pública , mas também melhores condições de trabalho e aumento do salário mínimo, dos atuais 50.000 francos cfa (cerca de 45 euros) para 100.000 francos cfa (cerca de 150 euros).

Depois de terem estado em greve durante todo o mês de março, a UNTG voltou a convocar uma greve geral para o mês de abril.

A ministra da Administração Pública abordou na quinta-feira na reunião de Conselho de Ministros a necessidade de se começar a aplicar no país a circular que impõe o controlo de assiduidade e de faltas dos funcionários da Administração Pública no quadro do “reforço da qualidade dos serviços e da produtividade”.

“Lamenta-se muito que o Governo esteja a fazer um esforço, pagando salários regularmente e a UNTG, mesmo com isso, continuar a insistir na greve”, disse o ministro.

Segundo João Fadiá, a greve está a ter principalmente impacto no setor da Educação e da Saúde.

A central sindical confirmou que estes dois setores são os mais afetados pela paralisação e referiu que em relação à paralisação de março, a adesão rondou os 80 por cento , em média, havendo, no entanto, setores que pararam a 100%. Em abril, segundo o secretário-geral da UNTG, Júlio Mendonça, referiu que a greve continua a ter impacto, mas sem avançar números.

“Penso que a UNTG deveria refletir sobre o que está a fazer à sociedade guineense , porque isto é nosso e qualquer dia o impacto das consequências é para toda a sociedade e os funcionários que aderem a esta greve”, afirmou.

O ministro disse também que as pessoas que aderem à greve deviam ter consciência.

“Aderi, mas estão a pagar-me. Será que é justo ir receber esse dinheiro que não produzi. Isso é pago a partir da contribuição das populações . Não é o Ministério das Finanças que paga, o Ministério das Finanças recebe o imposto de contribuição dos cidadãos e com isso é que paga os salários”, disse João Fadiá.

“Nessa contribuição, há senhoras que se levantam de madrugada para ir vender peixe e outros produtos e que contribuem quando compram arroz e óleo. É esse dinheiro da contribuição do povo, que se sacrifica bastante para ter o seu ganho pão, que o Ministério das Finanças utiliza para pagar salários”, lamentou o ministro.

Para João Fadiá, é bastante injusto que as pessoas em greve não estejam ao serviço da população, mas recebam o seu dinheiro “tranquilamente” .

LINK ORIGINAL: Diario Noticias

Entornointeligente.com

URGENTE: Conoce aquí los Juguetes más vendidos de Amazon www.smart-reputation.com

Smart Reputation

Noticias de Boxeo

Boxeo Plus
Boxeo Plus
Repara tu reputación en Twitter con Smart Reputation
Repara tu reputación en Twitter con Smart Reputation

Adscoins

Smart Reputation

Smart Reputation