Hong Kong: manifestação pró-democracia de domingo proibida pela polícia - EntornoInteligente
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A polícia de Hong Kong proibiu a manifestação convocada para domingo pela Frente Cívica de Direitos Humanos (FCDH) que tem organizado os grandes protestos pró-democracia no território chinês com estatudo administrativo especial.

A manifestação foi depois de a FCDH ter considerado insuficiente a decisão da chefe do governo de Hong Kong , Carrie Lam, de retirar a polémica lei da extradição que esteve na origem da eclosão dos protestos, em Junho.

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“[A lei da extradição] era a mais simples de responder, mas as outras quatro são igualmente importantes”, sublinhou, defendendo que “seria também simples aceitar a criação de uma comissão de inquérito independente para averiguar a actuação da polícia” que é acusada de usar força excessiva contra os manifestantes.

Estes exigem que o Governo responda a quatro outras reivindicações: a libertação dos manifestantes detidos, que as acções dos protestos não sejam identificadas como motins, um inquérito independente à violência policial e a demissão de Lam  e a eleição por sufrágio universal do chefe do governo e do Conselho Legislativo (parlamento).

Na carta enviada pela polícia aos organizadores da marcha, lê-se que durante as manifestações realizadas desde Junho “alguns manifestantes não apenas cometeram actos de violência, incêndio criminoso e bloqueios de estradas, como usaram bombas de gasolina e todos os tipos de armas para destruir bens públicos em larga escala”.

A polícia considera ainda que a manifestação foi convocada para locais “muito próximos a edifícios de alto risco”, entre eles a estação de comboios de alta velocidade ou o quartel-general da polícia.

Perante esta proibição, quem participar nos protestos incorre em consequências legais.

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Subscrever × A FCDH interpôs um recurso cujo resultado deve ser conhecido antes de domingo.

A China, que no dia 1 de Outubro celebra os 70 anos da fundação da República Popular, tenta travar o ímpeto dos protestos que, na última semana, subiram de tom com apelos aos Estados Unidos e à Europa para intercederem junto de Pequim. Os manifestantes adoptaram ainda um hino, “Glória a Hong Kong”.

A transferência de Hong Kong para a República Popular da China, em 1997, decorreu sob o princípio “um país, dois sistemas”. Tal como acontece com Macau, para aquela região administrativa especial da China foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, com o Governo central chinês a ser responsável pelas relações externas e defesa. Os manifestantes acusam Pequim de não estar a cumprir o que foi estabelecido.

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