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Helicóptero da NASA comandado a partir da Terra voa em Marte

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Entornointeligente.com / O pequeno helicóptero Ingenuity da NASA fez o seu primeiro voo de teste esta segunda-feira em Marte. Na cautelosa estreia, a aeronave motorizada com menos de dois quilos comandada a partir da Terra “só” tinha de levantar as suas quatro magras “pernas” do solo e colocar-se a cerca de três metros do chão onde deveria permanecer a pairar durante 30 segundos para depois voltar a pousar sã e salva no planeta vermelho. O helicóptero chegou a Marte em Fevereiro à boleia do robô Perseverance e esta segunda-feira enviou os primeiros dados para a Terra, servindo-se do robô como um dos intermediários para transmitir a informação. 

Depois de dois adiamentos, o primeiro teste do Ingenuity realizou-se esta segunda-feira naquele que foi o primeiro voo em Marte de uma aeronave motorizada e controlada a partir da Terra. A discreta operação previa apenas um breve ensaio de alguns segundos em que as quatro pás a girar levantaram do solo o aparelho de um quilo e 800 gramas durante alguns segundos, mas ainda assim constitui um marco importante na história da NASA. Para a agência espacial o breve voo de Ingenuity é um feito comparável ao célebre voo que os irmãos Wright realizaram em 1903. Debaixo dos painéis solares que alimentam o helicóptero foi colocado um pequeno pedaço do tecido original do primeiro voo controlado da aeronave construída pelos irmãos Wright.

Na sua estreia, acompanhada a partir da sala de controlo do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, na Califórnia (nos EUA), o helicóptero da NASA tinha de descolar do solo com o seu companheiro de viagem (o robô Persevarence ) a mais de 75 metros de distância. Ao final da manhã, aguardava-se com muita expectativa os primeiros dados enviados de Marte para a Terra para confirmar um primeiro voo de sucesso do helicóptero. Uma simples missão de alto risco. 

Os planos da NASA para a missão do Ingenuity prevêem a realização de novos e mais longos voos, com períodos de pausa e descanso de pelo menos cinco dias para recarregar as suas baterias. A agência espera receber imagens e vídeos do voo que serão captados por câmaras montadas no helicóptero e também no robô Perseverance , o “laboratório móvel” que aterrou em Marte a 18 de Fevereiro na cratera Jezero para procurar antigos sinais de vida microbiana.

Foto NASA/JPL-Caltech/ASU Um dos momentos mais delicados desta operação é o momento em que o helicóptero volta a pousar no solo de Marte após o voo. Portanto, manter este aparelho inteiro é por si só um desafio. No entanto, a NASA espera mais da aeronave que terá a vantagem de não “tropeçar” em obstáculos no chão, anunciando que os estes voos vão procurar vestígios de microorganismos em Marte proporcionando uma nova forma de olhar para este planeta e que poderá ser levada para outros destinos no sistema solar. Para já, o que esta segunda-feira aconteceu em Marte foi uma importante prova de conceito. 

A aeronave pequena já passou com sucesso um teste básico mas fundamental para o sucesso da missão, demonstrando que consegui resistir às noites frias de Marte com temperaturas que rondam os 90 graus Celsius negativos. Agora resta mostrar que também é capaz de executar as instruções de voo pré-programadas, utilizando um piloto autónomo e um sistema de navegação.

Foto A engenheira portuguesa Florbela Costa DR A NASA planeou uma minuciosa inspecção em busca de sinais de vida nesta visita a Marte com o robô e o helicóptero, a primeira aeronave que a humanidade envia para outro planeta. Este é um projecto experimental que quer, acima de tudo, testar a capacidade deste tipo de tecnologia em Marte. O helicóptero chegou ao solo de Marte “colado à barriga” do robô e não leva consigo instrumentos científicos, dado que o seu principal objectivo é mostrar que um voo de um helicóptero na atmosfera extremamente fina de Marte é algo possível de realizar. Para evitar riscos de danos num ou outro equipamento, o Ingenuity e o Persevarence foram separados em meados de mês de Março. “Nunca mais estarão juntos”, contou ao PÚBLICO em Fevereiro Florbela Costa, engenheira aeronáutica portuguesa que ajudou no desenvolvimento do helicóptero.

A portuguesa trabalha na empresa Maxon Group (na Suíça) e foi a gestora técnica do projecto para o desenvolvimento e produção de seis motores que controlam o movimento das pás do rotor (parte giratória que faz a propulsão) do helicóptero. “Será a primeira vez que um helicóptero irá descolar da superfície de Marte, o que irá ajudar a entender melhor e estudar o ambiente do planeta”, anunciou a cientista no dia em que o Persevarence pouco em Marte com o Ingenuity na barriga.

LINK ORIGINAL: Publico

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