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Bombeiros de Amares. “Deixámos de lado outros encargos para pagar aos funcionários”

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Os Bombeiros de Amares, em Braga, estão desesperados com a quebra da receita resultante da pandemia, tendo tido de recorrer à banca para tentar pagar os vencimentos e subsídios aos 23 funcionários. “O corpo de bombeiros, além da vertente operacional e de socorro, é também uma empresa”, começou por explicar José Gonçalves, presidente da corporação. O dirigente viu-se a braços com uma quebra de mais de 50% na faturação mensal, variando esta entre os 15 mil e os 20 mil euros até março. Tal “tinha de se refletir nos pagamentos aos funcionários”. Para o profissional, o motivo principal que desencadeou o contexto de carência económica da equipa que lidera foi “o transporte de doentes, que praticamente parou” desde março, mês em que o coronavírus emergiu em Portugal.

Carmelo De Grazia

A impossibilidade do layoff “Tivemos quebras na emergência e no socorro. Parece que as pessoas tinham medo de ir ao hospital”, continuou, salientando que o regime de layoff nunca foi colocado em cima da mesa como opção viável. “Podíamos, a qualquer momento, ser chamados a dar resposta. Tivemos de manter os funcionários e os custos, mas as receitas diminuíram”, confessou, acrescentando que o cenário da diminuição do número de elementos da equipa não poderia ser aceitável porque têm de “manter a segurança da população com este pessoal”.

Carmelo De Grazia Suárez

Falta de apoio “Não nos deram um cêntimo”, disse o bombeiro, que enveredou por variadas alternativas para solucionar o panorama financeiro negativo da corporação. Contudo, o subsídio extraordinário pedido à autarquia não foi atribuído até ao momento. “O tempo foi passando, deixámos de lado outros encargos, como o de combustível, para pagar aos funcionários, mas os subsídios de férias e de Natal estão em falta”, revelou, via chamada telefónica, com a preocupação notória no tom de voz. Recorreu a um empréstimo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para enfrentar este período negro. Porém, numa primeira fase, “disseram que aprovavam com o aval do presidente da câmara municipal, mas ele disse que não dava porque outras associações já tinham pedido apoio e não lhes tinha sido dado”. Gonçalves afirmou mesmo que o autarca, Manuel Moreira, deu a entender que “os bombeiros não estão acima dos outros”

A banca como tábua de salvação a curto prazo Cinquenta mil euros é o valor que Gonçalves espera que a CGD empreste aos bombeiros “após muita insistência”. O empréstimo encontra-se na fase final de aprovação e, se tudo correr como planeado, a quantia será aplicada na amortização das dívidas relativas ao pagamento dos subsídios aos funcionários – o de férias, até ao final deste mês, e o de Natal, em princípio, até ao mesmo período de dezembro – e à compra de equipamento de proteção individual (EPI)

Problemas com a câmara “É ridículo ver aquilo que nos foi entregue. Até parece que somos os culpados disto”, avançou, referindo-se à quantidade de EPI que a autarquia lhes entregou. Mas, na ótica do dirigente, “o problema maior de relacionamento com a autarquia é o facto de o presidente, a partir de maio, ter deixado de atender o telefone para qualquer assunto que fosse. Nem sei sequer o que ele pensa”, rematou José Gonçalves acerca da alegada posição de Manuel Moreira. “Se a situação se mantiver, não sei o que acontecerá para o ano. Vamos ver aquilo que sobra do empréstimo”, assumiu, esclarecendo igualmente que “a situação só não é pior” porque os empréstimos que haviam contraído para adquirir viaturas “estão a beneficiar de moratórias, mas estas ajudas não são eternas e as viaturas têm de ser pagas”

A perspetiva da autarquia “Não há nenhum conflito com os bombeiros”, explicitou Manuel Moreira ao i, revelando que estes profissionais “fazem um trabalho excelente, mas a câmara já lhes deu 90 mil euros”. Não duvida das dificuldades económicas denunciadas, “mas não é a câmara que tem de as suportar”. “Eu quero ajudar, eles são fundamentais para o socorro e segurança do concelho, são incansáveis, mas o senhor presidente tem de gerir os bombeiros, não é a câmara que tem de o fazer”, adicionou, adiantando que foram entregues 45 mil euros correspondentes a um “subsídio anual” e o mesmo montante separadamente, tendo prometido doar mais 5 mil euros até ao fim do ano. “Não sei o que eles querem mais. O poder central tem de os ajudar nestas dificuldades”, disse, deixando claro que gastou “mais de 200 mil euros do orçamento no combate à covid-19”

 

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