Governo húngaro declara estado de emergência por causa da invasão da Ucrânia

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Em directo. Siga os últimos desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia Guia visual: mapas, vídeos e imagens que explicam a guerra Especial: Guerra na Ucrânia O Governo ultranacionalista húngaro, liderado por Viktor Orbán, decretou esta terça-feira o estado de emergência no país para responder ao impacto da invasão russa da Ucrânia, três meses depois do seu início.

«O mundo está no limiar de uma crise económica» e, por isso, o dever do Governo é «proteger a segurança financeira das famílias», afirmou Orbán, justificando a medida. A entrada em vigor do estado de emergência permite ao Executivo governar quase em exclusivo por decreto. Desde que o Fidesz está no poder que Orbán recorreu em duas ocasiões ao estado de emergência: durante a pandemia da covid-19 e para lidar com o fluxo maciço de refugiados.

No início de Abril, o Fidesz voltou a vencer as eleições legislativas, garantindo a Orbán mais um mandato como primeiro-ministro. O Governo húngaro tem estado na mira das instituições europeias por pôr em causa pilares do Estado de direito, como a independência dos tribunais ou a liberdade de imprensa.

Apesar de ter laços próximos com o Kremlin, Orbán tem mantido a Hungria alinhada com a estratégia de sanções contra a Rússia por causa da invasão. No entanto, o Governo de Budapeste pediu ao Conselho Europeu para não incluir o debate sobre o embargo ao petróleo russo na agenda da próxima cimeira, marcada para 30 e 31 de Maio, dizendo não estar em condições de aprovar a medida.

Bruxelas tem insistido que não existem clivagens entre os 27 Estados-membros em relação ao fim das importações de petróleo e que as diferentes posições têm apenas natureza técnica.

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