Gonçalo entrou com a nota mais alta: "Estudo o normal e saio com os meus amigos" - EntornoInteligente
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Aos 17 anos, Gonçalo Martins está prestes a lançar-se em novos voos. Com média de 19,85, é o aluno que entra este ano no Instituto Superior Técnico (IST) com a nota mais alta, proeza a que junta a de ingressar também no curso com a média mais alta do país: engenharia aeroespacial, com 18.9 valores.

Sereno, Gonçalo sorri. “Entre o 11º e o 12º ano, na escola secundária, percebi que o que queria estudar era engenharia aeroespacial ou engenharia mecânica na Universidade do Porto não há aeroespacial, e podia ter escolhido fazer a mecânica ali, ficava perto de casa, mas gostei mais das cadeiras do curso de aeroespacial e no momento da decisão decidi arriscar tudo”, conta.

Gonçalo Martins espera poder trabalhar numa empresa de construção de aviões, ou de motores de aviões

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Subscrever Não é por acaso que o jovem estudante da Póvoa do Varzim escolhe a palavra arriscar. Para ele, seguir o sonho implica grandes mudanças: de casa, de cidade, de convívios. Mas Gonçalo Martins sente-se confiante.

“Tenho alguns receios, claro. O curso é de dificuldade elevada, vou ter mais responsabilidade e autonomia, fico mais longe das minhas amizades”, enumera. Mas acredita que há de superar as dificuldades que surgirem. Encara o estudo sem dramas, até porque, diz, não é daqueles que não faz mais nada senão estudar. “Estudo o normal, e depende dos dias, no período antes dos exames estudo mais, mas também saio com os meus amigos”.

Nada que o impeça de ter tempos livres e de estar com os amigos, “para beber um café, sair à noite ou ir ao cinema”, garante,

A nota altíssima com que finalizou o secundário, a roçar o 20, dá-lhe a possibilidade de ficar numa residência de estudantes, o que é uma grande ajuda, porque assim poupa no trabalho de arranjar um alojamento e, sobretudo, poupa em custos . “A diferença de preço em relação aos quartos para alugar é abissal”, nota.

Um olhar ao placard , numa das paredes do edifício principal, que está cheio de anúncios de quartos para alugar a estudantes, mostra isso mesmo. Em Lisboa, quartos sem despesas incluídas podem chegar aos 450, 500 euros. Nos arredores será um pouco menos, mas nunca menos de 300, 350 euros .

Para Gonçalo Martins esse problema está resolvido. Nos próximos dias, de regresso à Póvoa do Varzim, depois de ter feito, esta segunda-feira, a inscrição no seu curso e de ter tomado o primeiro contacto com as instalações e os colegas, Gonçalo vai fazer as malas e decidir o que há de trazer de casa, para se instalar em Lisboa. “Roupa e o computador, claro. O resto ainda não sei”.

Está tudo agora a começar. Dentro de cinco anos, quando tiver concluído o curso, Gonçalo Martins espera poder trabalhar numa empresa de construção de aviões, ou de motores de aviões. “Gosto muito de tudo isso”.

LINK ORIGINAL: Diario Noticias

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