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'Mank': ode aos filmes a partir dos bastidores de ‘Cidadão Kane’; leia a crítica

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Fale em “Cidadão Kane (1941) e automaticamente vem à cabeça do ouvinte a imagem de Orson Welles. Antes de completar 26 anos, ele coescreveu, produziu, dirigiu e estrelou “o maior filme de todos os tempos”, apelido que colou graças à enquete realizada pelo British Film Institute a cada 10 anos. “Kane tomou a liderança desse ranking em 1962 e só caiu para o segundo posto em 2012.

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Fotogaleria: imagens das estreias de quinta-feira (19) 'Mank' Foto: Divulgação 'Destruição final – O último refúgio' Foto: Divulgação 'Enquanto estivermos juntos' Foto: Divulgação 'O caso Collini' Foto: Divulgação 'Convenção das bruxas’ Foto: Divulgação Pular PUBLICIDADE 'Cidade pássaro' Foto: Divulgação 'Maria Luiza' Foto: Divulgação Opa! Coescreveu? É o que dizem os créditos do filme, e foi o que a Academia de Hollywood reconheceu ao lhe atribuir o Oscar de roteiro original, dividido com Herman J. Mankiewicz. Mas o ensaio “Criando Kane, da crítica Pauline Kael, publicado pela revista “The New Yorker” em 1971, popularizou outra versão e se tornou forte peça de acusação contra Welles.

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De acordo com a minuciosa pesquisa de Kael, Mankiewicz foi o autor solitário de boa parte das ideias que vemos na tela. Muita gente saiu em defesa de Welles, como o crítico e diretor Peter Bogdanovich, para quem o processo de escrita do roteiro fora centralizado em Mankiewicz, mas reuniu contribuições de Welles e equipe.

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A controvérsia prossegue até hoje em fogo brando, como demonstra “Mank”, a reluzente homenagem do diretor David Fincher à geração de roteiristas que desembarcou em Hollywood na década de 1930, quando o advento do cinema sonoro passou a valorizar quem sabia trabalhar com palavras (ou convencia os outros de que sabia).

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Há um registro afetivo no projeto: o roteiro de “Mank” foi escrito pelo pai de David, o escritor Jack Fincher (1930-2003), como divertida reconstituição dos bastidores de “Kane. Alinhado com a versão de Kael, ele é simpático a Mankiewicz e irônico em relação à “genialidade” de Welles, então recém-desembarcado em Hollywood depois de afirmar-se no teatro e no rádio em Nova York

PUBLICIDADE Produzido em preto e branco estilizado para lembrar o próprio “Kane, “Mank” se orienta também por um vaivém no tempo. Começa em 1940, quando Mankiewicz (Gary Oldman) é instalado num rancho isolado, depois de sofrer um acidente de carro, em companhia de uma enfermeira e de uma secretária. Assim ele terá ajuda e paz, mas também será controlado

Sua babá é John Houseman (Sam Troughton), escudeiro de Welles (com quem havia fundado em Nova York o Mercury Theatre). Enquanto avança o trabalho no roteiro em meio a bebedeiras homéricas, flashbacks reconstituem a Hollywood dos anos 1930 e a ligação de Mankiewicz com produtores antológicos como David O. Selznick, Louis B. Mayer e Irving G. Thalberg

Outros roteiristas dessa geração também aparecem, como Ben Hecht, Charles Lederer e o irmão mais novo de Herman, Joseph L. Mankiewicz — vencedor de quatro Oscars pela direção e pelo roteiro de “Quem é o infiel?” (1949) e “A malvada” (1950). E, claro, estrelas como Greta Garbo, Charles Chaplin, Carole Lombard, Bette Davis e Joan Crawford

O funil que mais importa, no entanto, é o que leva a “Kane e aos laços de Mankiewicz com o magnata da imprensa William Randolph Hearst (Charles Dance), no qual Charles Forster Kane foi baseado, e com sua mulher, a atriz Marion Davies (Amanda Seyfried), suposta inspiração para a personagem da medíocre cantora de ópera com quem Kane se casa

PUBLICIDADE O próprio Welles (Tom Burke) aparece também para reforçar, em uma sequência de confronto com Mankiewicz, a suspeita de que Kane foi em boa medida inspirado em… Welles. Ao criar habilidosamente a teia que envolve todos esses personagens, “Mank” opta pelo lema de “O homem que matou o facínora” (1962): se a lenda é mais forte do que a realidade, imprima-se a lenda

Ao usar o roteiro do pai como pretexto para homenagear a figura do roteirista no cinema, Fincher vai muito além de entregar um filme exclusivamente sobre os bastidores de um clássico. “Mank” recria o passado do cinema com a urgência criativa de quem parece gritar ao espectador que o que interessa mesmo é o seu periclitante presente, o seu incerto futuro: algo assim não poderá jamais acabar

Onde e quando (até 25/11): Reserva Cultural Niterói 2: sex a qua, às 15h30m e às 18h30m; e, somente sáb, às 21h20. Espaço Itaú de Cinema 2: sex a qua, às 16h20m, às 18h50m e às 21h20m

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