'Financial Times': Aperto de mão não esconde tensões no relacionamento Trump-Putin - EntornoInteligente

Entornointeligente.com / Jornal do Brasil / Artigo publicado nesta sexta-feira (7) pelo Financial Times comenta que quando Donald Trump e Vladimir Putin se cumprimentaram na frente das câmeras na cúpula do G20, em Hamburgo, o aperto de mão e as gentilezas não podiam disfarçar as crescentes tensões entre Washington e Moscou desde que Trump entrou na Casa Branca.

“Esperamos que aconteçam muitas coisas positivas”, disse Trump no início da tão esperada reunião. Putin, que parece um pouco mais reticente, respondeu: “Espero, como você disse, que nossa reunião resulte em resultados positivos”.

Times observa que foi mais reservado e rígido do que um breve encontro anterior, que mostrava os líderes mais relaxados na chegada á cimeira. No início de sua reunião oficial, um taciturno Putin pareceu se afundar em seu assento enquanto Trump agiu como de costume.

O diário financeiro analisa que à medida que as câmeras de TV se retiraram, uma questão ficou pendurada no ar: como Trump, um novato político, lidaria com o veterano presidente russo na parte privada de sua primeira e muito anunciada reunião?

FT lembra que durante as eleições presidenciais dos EUA, Trump prometeu reparar as relações com a Rússia “Putin tem história em fazer algo dramático em suas primeiras reuniões com líderes estrangeiros”, disse Thomas Wright, especialista em política externa da Brookings Institution. 

“Ele trouxe seu Labrador para sua reunião com Angela Merkel, que tem medo de cães. Ele ameaçou Nicholas Sarkozy. Ele se uniu a George W Bush com um crucifixo familiar. Então, o que ele fará com Trump? “

FT lembra que durante as eleições presidenciais dos EUA, Trump prometeu reparar as relações com a Rússia. Ele também se absteve de criticar a Rússia – uma das poucas grandes nações que ele não atacou durante a campanha. Isso suscitou preocupações em Washington, inclusive de muitos republicanos, de que ele adotaria uma posição muito mais suave em Moscou, apesar das acusações dos EUA de que a Rússia tenha influenciado na eleição dos EUA.

O noticiário descreve que falando na Polônia na quarta-feira, Trump exortou a Rússia por interromper suas “atividades desestabilizadoras” na Ucrânia e cessar o apoio “para regimes hostis, incluindo a Síria e Irã”. Os comentários marcaram uma das raras ocasiões em que ele havia oferecido críticas à Rússia. Mas Trump também se recusou a apoiar a conclusão da comunidade de inteligência dos EUA de que a Rússia se intrometeu na eleição – afirma que o Kremlin descreve como uma histeria anti-russa. 

O texto aponta que enquanto Trump evitou principalmente criticar a Rússia, seu gabinete e os conselheiros da Rússia não são vistos como excessivamente amigáveis ​​ao Kremlin e alguns se manifestaram com força contra Moscou, inclusive quando a Rússia se recusou a aceitar que o regime sírio tivesse conduzido um ataque de gás a seus cidadãos em março. As expectativas do lado russo não poderiam ser menores. Os funcionários apenas esperam que os dois líderes possam travar a espiral descendente nas relações entre os EUA e a Rússia e restaurar um diálogo político que, de fato, tenha parado em alguns meses. 

A intenção precoce de Trump de consertar as relações com a Rússia também foi adiada pela sonda do FBI sobre as conexões entre seus assessores de campanha e o Kremlin, que os especialistas dizem que restringiu em parte a sua capacidade de melhor a relação da Rússia com os legisladores norte-americanos. Preocupado com o fato de que Trump possa aliviar as sanções contra Moscou para abrir caminho a um acordo sobre a Síria, o Congresso está se preparando para aprovar legislação que impõe novas sanções e também torna mais difícil para Trump levantar medidas punitivas, conclui Financial Times.

'Financial Times': Aperto de mão não esconde tensões no relacionamento Trump-Putin

Con Información de Jornal do Brasil

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