FC Porto passa de prejuízos a lucros de 9,5 milhões - Futebol - Correio da Manhã - EntornoInteligente
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A Porto SAD anunciou esta quinta-feira, 10 de outubro, que fechou o exercício de 2018/2019 com um resultado líquido de 9,47 milhões de euros, o que compara com prejuízos de 28,444 milhões de euros no exercício anterior.

A cotada liderada por Pinto da Costa, num comunicado à CMVM, explica a melhoria das contas com a “excelente performance do FC Porto na edição 2018/2019 da UEFA Champions League e ao início da contabilização do contrato celebrado com a Altice, em dezembro de 2015, para a cedência de direitos de transmissão televisiva”.

No ano passado o Porto chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões, o que justifica o forte crescimento dos proveitos, que passaram de 105,8 milhões de euros para 176,3 milhões de euros no exercício concluído em junho deste ano. As receitas com a participação na Champions representam quase metade deste valor, pois superaram os 80 milhões de euros, quando na época anterior tinham ascendido apenas a 31 milhões de euros. As receitas com direitos de transmissão televisivos quase duplicaram para 42,5 milhões de euros. 

Em sentido inverso, o Porto reduziu o encaixe com a venda de passes de jogadores, com as receitas a descerem de 50 milhões de euros para 42,6 milhões de euros no exercício terminado em junho deste ano. Entre as vendas efetuadas na última época pelo Porto estão as transferências de Ricardo Pereira para o Leicester e Diogo Dalot para o Manchester United. No comunicado à CMVM, a SAD liderada por Pinto da Costa não discrimina as vendas que estão contabilizadas no último exercício. Custos aumentam e capital próprio continua negativo

Também do lado dos custos a evolução foi desfavorável, pois estes aumentaram mais de 12% para 150,5 milhões de euros. Destacaram-se os custos com pessoal, que subiram de 78,8 milhões de euros para 91,6 milhões de euros.

Ainda assim, os indicadores operacionais evidenciam uma melhorai clara. Os resultados operacionais (excluindo jogadores) passaram de valores negativos para 25,7 milhões de euros. Já o EBITDA mais do que duplicou, atingindo 73,8 milhões de euros.

Nos indicadores do balanço a evolução foi positiva, com o passivo a registar uma redução mais acentuada do que o ativo, mas a SAD continua a apresentar um capital próprio negativo. Este baixou de 38,1 milhões de euros para 34,8 milhões de euros.

Segundo o comunicado à CMVM, o ativo total líquido baixou em 52,7 milhões de euros face a 30 de junho de 2018, “fundamentalmente devido à diminuição do valor em caixa e outros ativos financeiros”.

O passivo baixou 56 milhões de euros, para 408 milhões de euros, “essencialmente devido à diminuição do valor global dos empréstimos, em 56,8 milhões, o que representa uma diminuição de 20%, face a junho de 2018, do passivo remunerado do grupo”.

LINK ORIGINAL: Correio da manha

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