EUA aplicam mais sanções ao Irão. "Soleimani queria matar americanos" - EntornoInteligente
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Os Estados Unidos anunciaram esta sexta-feira a aplicação de novas sanções económicas ao Irão, que surgem na sequência do ataque com mísseis a bases iraquianas onde estão tropas norte-americanas. O secretário do Tesouro Steven Mnuchin, revelou as sanções na Casa Branca, onde disse que a ação terá como alvo altos funcionários do governo e setores-chave, cortando assim milhões de dólares em fundos para o governo de Teerão. Mike Pompeo, secretário de Estado, defendeu de novo o assassinato de Qaasem Soleimani, garantindo que o general iraniano estava a preparar atentados contra embaixadas dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos designaram 17 produtores de metais e sociedades mineiras iranianas, uma rede de três entidades com sede na China e nas Seicheles e um navio envolvido na compra, venda e transporte de metais iranianos, bem como no fornecimento dos componentes críticos para a produção de metal, explicou o secretário do Tesouro dos EUA.

As sanções já tinham sido amplamente anunciadas por Donald Trump, que optou por esta medida económica, em resposta aos ataques do Irão que surgiram após o assassinato do general Qassem Suleimani. São mais um peso a dificultar a gestão de Teerão. A economia do Irão já está sobrecarregada por sanções contra mais de 1000 indivíduos, empresas e organizações iranianas que foram impostas desde que Trump retirou os EUA do acordo nuclear de 2015 com o Irão, como parte de uma campanha de “pressão máxima” para fazer Teerão mudar as suas políticas.

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Subscrever O presidente iraniano Hassan Rouhani disse no mês passado que a “guerra económica” dos EUA privou Teerão de 100 mil milhões em receita de petróleo e outros 100 mil milhões em investimentos. Segundo algumas estimativas, a economia do Irão contraiu mais de 10% no ano passado. O estrangulamento económico forçou o Irão a adotar um “orçamento de resistência” que provocou protestos generalizados e repressão do governo. OS efeitos foram sentidos principalmente pelos iranianos comuns.

Economia do Irão irá sofrer com as sanções

© EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

O governo Trump acredita que as sanções vão pressionar o governo iraniano a renegociar o acordo nuclear, a reduzir o programa de desenvolvimento de mísseis e a impedir o patrocínio de milícias nos países vizinhos.

” Queremos que o Irão se comporte como uma nação normal “, disse o secretário de Estado Mike Pompeo, que se juntou a Mnuchin na Casa Branca.

Pompeo disse que Qassem Soleimani tinha “ataques iminentes” preparados contra infraestruturas norte-americanas, “incluindo embaixadas, bases militares e instalações norte-americanas em toda a região”. Acrescentou que as sanções são agora a “resposta apropriada”

Washington não quer discutir saída do Iraque Os Estados Unidos não vão discutir com o Iraque neste momento qualquer retirada de tropas norte-americanas do país árabe, indicou o Departamento de Estado, em resposta a um pedido do governo iraquiano.

” Neste momento, qualquer delegação enviada ao Iraque será para discutir a melhor forma de relançar a nossa parceria estratégica – não discutir a retirada de tropas, mas o posicionamento correto e apropriado das nossas forças no Médio Oriente “, disse Morgan Ortagus, porta-voz do Departamento de Estado, em comunicado.

O gabinete do primeiro-ministro iraquiano demissionário anunciou que Adel Abdel Mahdi pediu ao secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, para enviar uma delegação para organizar a retirada dos soldados norte-americanos do Iraque, reclamada pelo parlamento do país.

Numa conversa telefónica na quinta-feira à noite, Adel Abdel Mahdi terá pedido a Mike Pompeo para enviar “representantes ao Iraque para implementar os mecanismos necessários à aplicação da decisão do parlamento, visando uma retirada segura das tropas do Iraque”, segundo um comunicado do gabinete do chefe do governo.

” Os Estados Unidos são uma força do bem no Médio Oriente. A nossa presença militar no Iraque é para continuar a luta contra o ISIS (grupo extremista Estado Islâmico) e (…) estamos comprometidos com a proteção de norte-americanos, iraquianos e os nossos parceiros de coligação . Temos sido claros quanto à importância da nossa missão D-ISIS (Derrotar o Estado Islâmico) no Iraque”, assinalou o porta-voz do Departamento de Estado.

Morgan Ortagus adiantou que uma delegação da NATO está hoje no Departamento de Estado “para discutir o aumento do papel” da Aliança Atlântica no Iraque, “de acordo com o desejo do Presidente (norte-americano Donald Trump) de se partilhar o fardo em todos os esforços de defesa coletiva”.

O porta-voz disse ainda ser necessária “uma conversa entre os governos dos EUA e do Iraque, não apenas sobre segurança, mas sobre a parceria financeira, económica e diplomática”. “Queremos ser amigos e parceiros de um Iraque soberano, próspero e estável”, afirmou.

Protestos em Bagdad contra EUA e Irão Dezenas de milhares de iraquianos manifestaram-se esta sexta-feira em Bagdad e em outras nove províncias do centro e sul do Iraque para mostrar a sua rejeição aos recentes ataques dos Estados Unidos e do Irão no seu território.

Entre fortes medidas de segurança e apesar do destacamento de tropas nos arredores das praças das diferentes cidades, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra Washington e Teerão que acusam de transformar o Iraque “num lugar para acertarem contas entre si” e contra os políticos “corruptos” iraquianos que o permitem.

Um dos organizadores, Sabah Nabil, explicou à agência de notícias Efe que as mobilizações, em que “dezenas de milhares” de pessoas participam em todo o país, são uma resposta aos apelos feitos nos últimos três dias, acrescentando que a participação na praça Tahrir, em Bagdad, capital iraquiana, é superior à de protestos anteriores.

Na praça Tahrir, como em várias cidades do sul do Iraque, milhares de iraquianos marcharam gritando “Não ao Irão! Não à América”, constataram os jornalistas da agência de notícias France-Presse (AFP).

LINK ORIGINAL: Diario Noticias

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