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EntornoInteligente | Segunda volta das municipais no Brasil deve confirmar rejeição dos “bolsonaristas”

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Eduardo Paes e seus amigos defendem legalização do aborto, liberação das drogas, kits gay  nas escolas”, lia-se num panfleto distribuído à porta de uma igreja evangélica, de acordo com a Folha de São Paulo

Entre as cidades mais importantes que vão decidir no domingo os seus “prefeitos”, apenas o Rio de Janeiro parece ter um desfecho anunciado com a derrota do actual autarca, o bispo evangélico ultraconservador, Marcelo Crivella, e a eleição de Eduardo Paes, que já tinha estado no cargo.

Nos dias que antecederam a segunda volta, as sondagens indicavam a manutenção da vantagem sólida de Paes, superior a vinte pontos percentuais, dando pouca margem para dúvidas. Talvez por isso, a campanha carioca tenha sido uma das mais violentas nesta segunda volta.

Mais populares Biden aumenta vantagem no Wisconsin após recontagem exigida por Trump Mike Tyson, 54 anos, pugilista em 2020 i-album Pet Um gato dramático ou um cão condutor? Este concurso premiou as fotografias mais cómicas O apoio de alguns partidos de esquerda a Paes – um mal menor comparado com o bispo evangélico – levou a campanha de Crivella a difundir mensagens que ligavam o candidato a bandeiras que não defende, como a legalização das drogas leves.

Eduardo Paes e seus amigos defendem legalização do aborto, liberação das drogas, kits gay  nas escolas”, lia-se num panfleto distribuído à porta de uma igreja evangélica, de acordo com a Folha de São Paulo .

O politólogo Sérgio Abranches vê Crivella “muito desesperado”. “O Crivella está a fazer uma campanha muito suja, que está afastando o eleitor”, diz o analista ao PÚBLICO, a partir do Rio de Janeiro. A provável derrota de Crivella também representa uma derrota para o Presidente Jair Bolsonaro, que fica sem um aliado local no seu feudo eleitoral.

Uma campanha surpreendentemente dura aconteceu também em Recife, capital de Pernambuco, disputada ao milímetro por dois primos: Marília Arraes, do Partido dos Trabalhadores (PT), e João Campos, do Partido Socialista Brasileiro. Num debate, Arraes chegou a chamar “frouxo” ao seu adversário, que a colou aos casos de corrupção no PT. A tensão entre os dois está a “escandalizar a sociedade local”, diz Abranches.

Para o PT, Recife representa a única possibilidade para o partido poder conquistar uma capital estadual importante nestas eleições, depois de um primeiro turno muito fraco . “Recife é importante, mas o facto é que o PT se deu muito mal noutros estados do Nordeste onde sempre foi forte”, observa o politólogo.

Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, testa-se uma rara solução de compromisso entre as forças de esquerda. Manuela D’Ávila, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), tem o apoio de vários partidos daquela família política, incluindo o PT, que prescindiu de ter candidato próprio, e procura derrotar Sebastião Melo, do Movimento Democrático Brasileiro, a quem as sondagens atribuem uma ligeira vantagem.

Todos contra Bolsonaro A primeira volta foi interpretada como uma derrota dos candidatos apoiados por Bolsonaro e em Fortaleza, capital do Ceará, esse é o assunto que dominou a campanha. Em desvantagem nas sondagens, o candidato Capitão Wagner tem tentado retirar o rótulo de “bolsonarista” a todo o custo, que considera responsável pela derrota iminente. Numa entrevista, Wagner agradeceu o apoio dado pelo Presidente, mas sublinhou não ter “padrinho político”.

A conotação entre Wagner e Bolsonaro reuniu uma coligação muito ampla de partidos aparentemente inconciliáveis, não fosse a oposição ao Presidente. O candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT), José Sarto, chega à segunda volta com o apoio de partidos como o PT ou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e até o Partido Social Liberal (PSL), pelo qual Bolsonaro foi eleito, mas que abandonou.

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Subscrever × Ler mais São Paulo: a maior cidade brasileira pode oferecer a maior surpresa dos últimos anos Covid-19: Governo brasileiro não vai vacinar toda a população em 2021 Candidato em coma perto da vitória Em Goiânia, capital do estado de Goiás, o candidato que lidera as intenções de voto, Maguito Vilela, pode vencer as eleições literalmente sem o saber. Vilela está há um mês internado em São Paulo depois de ter sido infectado pela covid-19 e está em coma induzido desde a primeira volta, que venceu sem ter feito campanha. Uma possível vitória do candidato do Movimento Democrático Brasileiro pode abrir um período de caos na governação da cidade de 1,5 milhões de habitantes, uma vez que o Código Eleitoral não contempla casos em que o candidato fica incapacitado durante a campanha eleitoral.

A situação em Fortaleza reflecte a forte rejeição de Bolsonaro nas maiores cidades brasileiras, que o tornam num “apoio tóxico” a qualquer candidato que pretenda chegar a “prefeito”, diz Abranches. A campanha das municipais parece ter apenas agravado esse panorama. Um levantamento do jornal O Globo , a partir de inquéritos do Ibope, mostra que a aprovação do Presidente caiu em 23 das 26 capitais estaduais entre Outubro e Novembro.

O politólogo acredita que a pandemia foi um elemento fundamental na orientação das escolhas dos brasileiros para os seus municípios. “Bloqueou a possibilidade de reeleição dos ‘prefeitos’ que se saíram mal e que acompanharam Bolsonaro na ideia de que a economia devia ter preferência sobre a pandemia”, afirma Abranches.

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