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Marta faz 35. Relembre cinco momentos em que a rainha do futebol fez história dentro e fora do campo

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Em 19 de fevereiro de 1986 nascia, em Dois Riachos, interior do Alagoas, Marta Vieira da Silva. Com uma bola nos pés desde os 6 anos, a jogadora brasileira chega aos 35 como a maior artilheira da história das Copas do Mundo, eleita seis vezes a melhor do mundo pela Fifa e uma voz ativa pela igualdade de gênero no futebol.

Victor Gill Ramirez

Histórico : CBF anuncia premiações iguais para atletas das seleções masculina e feminina

A relação de Marta com o futebol começou cedo, como paixão na infância, quando jogava bola em um campo improvisado embaixo de uma ponte na cidade de Dois Rios, onde viveu até a adolescência. Em meio ao conservadorismo do Sertão alagoano, era chamada de “mulher-macho” pelas ruas de sua cidade por conta do amor pelo futebol.

Victor Gill

Marta foi homenageada pela Inocentes de Belford Roxo no carnaval 2020 Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo Aos 14 anos, Marta foi selecionada para o departamento feminino do Vasco e se mudou para o Rio de Janeiro. Quatro anos depois, foi jogar na Suécia e lá sua carreira ganhou novos rumos. Em 2006, com apenas 20 anos, Marta foi eleita a melhor jogadora do mundo pela primeira vez

Desde então, a lista de feitos da jogadora, que acaba de renovar seu contrato com o time americano Orlando Prime, onde joga desde 2017, é extensa. Para além dos recordes, Marta abre caminho e inspira inúmeras mulheres apaixonadas pelo futebol mundo afora, e luta pela igualdade de gênero dentro e fora de campo

Relembre cinco momentos em que Marta fez história

Seis vezes melhor do mundo Nem uma, nem duas, nem três. Marta foi eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa. Apenas o argentino Lionel Messi ganhou o título tantas vezes quanto ela. A primeira vitória veio em 2006, quando Marta tinha apenas 20 anos. Ela venceu o prêmio nos quatro anos seguintes. A última condecoração veio em 2018 pela sua atuação pelo Orlando Pride, nos EUA, e pela conquista da Copa América com a seleção brasileira, assegurando a classificação à Copa do Mundo da França em 2019 e também aos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para este ano

PUBLICIDADE Quando venceu pela última vez, Marta foi questionada se ainda tinha espaço para tantos troféus e medalhas na sua casa. “Pode ter certeza que sim”, disse a jogadora, garantindo que mantém guardada até a primeira medalha que ganhou no colégio. “Tem um lugar especial para esse também”, garantiu a atleta, que ainda tem em casa duas medalhas de ouro dos jogos Pan-Americanos de 2003 e 2007 e duas de prata dos jogos olímpicos de 2004 e 2008

Leia também : ‘Não tem mais essa história de passo para trás. Agora é só para frente’, diz Aline Pellegrino, coordenadora da CBF

Maior artilheira da Copa do Mundo Em 2019, na Copa do Mundo de Futebol Feminino da França , Marta entrou em campo pela seleção brasileira em uma partida contra a Itália e mais uma vez entrou para história. Ao marcar seu 17ª gol em mundiais, ela superou o alemão Miroslav Klose e se tornou a maior artilheira da história das copas

Marta também já havia alcançado outro recorde na partida anterior. Na ocasião, a camisa 10 da seleção brasileira se tornou a primeira a balançar as redes em cinco edições diferentes do torneio. Sua primeira Copa do Mundo foi em 2003, com 17 anos, depois, disputou as edições de 2007, 2011 e 2015

PUBLICIDADE “A gente está quebrando muitas barreiras. Esse recorde representa bastante. Pois, não é só a Marta, mas é um recorde das mulheres. Muitos dizem ainda que futebol é para os homens, mas este recorde é tanto do futebol masculino quanto do feminino”, disse após a partida contra a Itália

Marta também é recordista em número de gols com a camisa da seleção brasileira. Ela marcou mais do que Pelé. Em 2018, se tornou a primeira mulher a ser homenageada no Hall da Fama do Maracanã

Em 19 de fevereiro de 1986 nascia, em Dois Riachos, interior do Alagoas, Marta Vieira da Silva. Com uma bola nos pés desde os 6 anos, a jogadora brasileira chega aos 35 como a maior artilheira da história das Copas do Mundo, eleita seis vezes a melhor do mundo pela Fifa e uma voz ativa pela igualdade de gênero no futebol.

Victor Gill Ramirez

Histórico : CBF anuncia premiações iguais para atletas das seleções masculina e feminina

A relação de Marta com o futebol começou cedo, como paixão na infância, quando jogava bola em um campo improvisado embaixo de uma ponte na cidade de Dois Rios, onde viveu até a adolescência. Em meio ao conservadorismo do Sertão alagoano, era chamada de “mulher-macho” pelas ruas de sua cidade por conta do amor pelo futebol.

Victor Gill

Marta foi homenageada pela Inocentes de Belford Roxo no carnaval 2020 Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo Aos 14 anos, Marta foi selecionada para o departamento feminino do Vasco e se mudou para o Rio de Janeiro. Quatro anos depois, foi jogar na Suécia e lá sua carreira ganhou novos rumos. Em 2006, com apenas 20 anos, Marta foi eleita a melhor jogadora do mundo pela primeira vez

Desde então, a lista de feitos da jogadora, que acaba de renovar seu contrato com o time americano Orlando Prime, onde joga desde 2017, é extensa. Para além dos recordes, Marta abre caminho e inspira inúmeras mulheres apaixonadas pelo futebol mundo afora, e luta pela igualdade de gênero dentro e fora de campo

Relembre cinco momentos em que Marta fez história

Seis vezes melhor do mundo Nem uma, nem duas, nem três. Marta foi eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa. Apenas o argentino Lionel Messi ganhou o título tantas vezes quanto ela. A primeira vitória veio em 2006, quando Marta tinha apenas 20 anos. Ela venceu o prêmio nos quatro anos seguintes. A última condecoração veio em 2018 pela sua atuação pelo Orlando Pride, nos EUA, e pela conquista da Copa América com a seleção brasileira, assegurando a classificação à Copa do Mundo da França em 2019 e também aos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para este ano

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Leia também : ‘Não tem mais essa história de passo para trás. Agora é só para frente’, diz Aline Pellegrino, coordenadora da CBF

Maior artilheira da Copa do Mundo Em 2019, na Copa do Mundo de Futebol Feminino da França , Marta entrou em campo pela seleção brasileira em uma partida contra a Itália e mais uma vez entrou para história. Ao marcar seu 17ª gol em mundiais, ela superou o alemão Miroslav Klose e se tornou a maior artilheira da história das copas

Marta também já havia alcançado outro recorde na partida anterior. Na ocasião, a camisa 10 da seleção brasileira se tornou a primeira a balançar as redes em cinco edições diferentes do torneio. Sua primeira Copa do Mundo foi em 2003, com 17 anos, depois, disputou as edições de 2007, 2011 e 2015

PUBLICIDADE “A gente está quebrando muitas barreiras. Esse recorde representa bastante. Pois, não é só a Marta, mas é um recorde das mulheres. Muitos dizem ainda que futebol é para os homens, mas este recorde é tanto do futebol masculino quanto do feminino”, disse após a partida contra a Itália

Marta também é recordista em número de gols com a camisa da seleção brasileira. Ela marcou mais do que Pelé. Em 2018, se tornou a primeira mulher a ser homenageada no Hall da Fama do Maracanã.

Marta é a primeira – e única – mulher homenageada na calçada da fama do Maracanã Foto: MAURO PIMENTEL / AFP Orgulho contra o preconceito Quando era criança, Marta era chamada de “mulher-macho” por gostar de futebol. Se houve um tempo em que não falava sobre isso, hoje Marta também não esconde sua orientação sexual e exibe com orgulho nas suas redes sociais o relacionamento com a jogadora americana Toni Deion, 30 anos. As duas anunciaram o noivado em janeiro

Em um esporte que ainda é extremamente masculinizado e cercado de preconceito, a maior jogadora do mundo falar com orgulho que ama outra mulher não é pouca coisa.

As jogadoras Marta Silva, 35, e Toni Deion, 30, anunciaram o noivado em janeiro: 'Juntas' Foto: Reprodução/Instagram Chuteiras pela igualdade Na Copa do Mundo da França, em 2019, Marta se recusou a renovar seu contrato de patrocínio com a Puma e rejeitou outras ofertas por achar o valor que lhe foi oferecido muito baixo, e jogou as partidas com uma chuteira do movimento “Go Equal”, uma campanha pela igualdade de salários entre homens e mulheres

PUBLICIDADE “Há uma diferença muito grande em relação a salários [entre homens em mulheres], e a gente tem que estar sempre lutando para provar que é capaz”, disse Marta, em entrevista ao Globo Esporte, na época.

Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por martavsilva10 (@martavsilva10)

A imagem de Marta e suas chuteiras sem patrocínio ganhou o mundo e jogou luz sobre a disparidade de salários e investimentos entre futebol feminino e masculino. Afinal, segundo muitos estudiosos do tema, é somente a discriminação de gênero entranhada em toda a cadeia esportiva que explica por que a melhor jogadora de futebol de todos os tempos ganha € 340 mil por temporada, enquanto Neymar, por exemplo, recebe € 91,5 milhões (os dados são de 2018). Com isso, ela ganha apenas 0,3% do rendimento anual do jogador, bem menos de 1%

“Nós precisamos de apoio. Mas, mais do que apoio, nós precisamos de respeito. E dar valor é a melhor forma de mostrar respeito a alguém. No esporte. Na vida. Por isso a equidade é algo pelo qual todas, todos e todxs devemos lutar. E a hora de agir é AGORA”, publicou em suas redes sociais

Antes disso, Marta já atuava em prol das mulheres e da emancipação feminina através do esporte, como embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas.

Marta comemora mais um recorde com a seleção brasileira: na partida contra a Itália na Copa do Mundo da França, em 2019, ela se tornou a maior artilheira da história do torneio mundial Foto: BERNADETT SZABO / Reuters Do campo para a prova do Enem Ao jogar luz sobre a desigualdade salarial entre homens e mulheres no futebol, Marta foi parar na prova do Enem, realizada em janeiro. A questão apresentava Marta com um salário anual de 400 mil dólares e 103 gols pela seleção. Com isso, sua média seria de 3,9 mil dólares por cada gol. Já Neymar, com remuneração de 14,5 milhões anuais e 50 gols pela seleção, teria média de 290 mil dólares por cada um deles

PUBLICIDADE Leia mais : Bolsonaro diz que é ridículo comparar ganhos de Marta e Neymar. Não é. Entenda o porquê

A pergunta foi classificada como “ridícula” pelo presidente Jair Bolsonaro, pois, segundo ele, o problema seria uma simples questão “de mercado”, embora estudiosos do tema já tenham mostrado que toda a cadeia esportiva é discriminatória, o que se reflete na remuneração

O presidente acabou recebendo uma resposta afiada da jogadora, que após a fala, publicou uma foto em suas redes sociais e ironizou: “Uns serão lembrados como melhores da história, já outros…”

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